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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Decisões difíceis

Tempos difíceis exigem decisões extremas. Não sei se foi Churchill que o afirmou, mas podia muito bem ter sido pelo que  achei apropriado atribuir-lhe a autoria desta frase inspiradora e levá-la à letra.
O café do almoço não produziu o efeito desejado, nunca produz, mas gosto de o tomar, e estava capaz de agrafar as pálpebras à testa para não adormecer (decisões extremas, lá está). Dormia agora uma sestinha... Não Mirone, deixa-te disso, vai para a net que já te passa o sono. E fui. Mas estava difícil, muito difícil. Na minha cabeça, ao fundo, parece que oiço a voz do senhor do charuto (queira perdoar-me a ligeireza no tratamento Sir Winston Churchill), "Difficult times demand tough decisions!". E pareceu-me bem, muito bem. Se os tempos o exigem, tomemos as decisões difíceis, então.
Não sei se sob a influência do estadista, se pelas palavras doces e preocupadas da Sr.ª D.ª Chatinha, decidi que esta sexta feira faço gazeta e vou à praia. Ser chefe de nós mesmos, nós próprios, também não sei qual é a forma mais correcta, não traz só desvantagens. Oh não! Agora tenho aqui outro senhor, parece-me Salazar, não sei bem, a dizer "se soubesses o que custa mandar, toda a vida quererias obedecer". Tempos difíceis, estes que sucedem a hora do almoço, é o que vos digo.
A primeira decisão está tomada, fazer gazeta. Agora falta-me a decisão difícil, largar a blogolândia e começar a despachar serviço. 





domingo, 25 de agosto de 2013

Detox

Preciso de fazer uma desintoxicação de férias.
Ontem tinha optado por um tratamento a frio. Fechava-me em casa, desligava telefones, internet, televisão, tudo o que me pudesse lembrar os últimos dias, livrava-me de fatos de banho, trancava os brinquedos de praia da Mironinho, eliminava o último grão de areia do carro. As conversas sobre férias seriam absolutamente proibidas e não frequentaria os lugares que frequentava, não falaria com os amigos desses tempos despreocupados, pois são sempre fonte de tentação. Seria duro, muito duro. Precisaria de ser forte e não vacilar.
Mas não sou, e vacilei.
Para já, e porque é domingo, espera-me um almoço com a família e uma tarde de ronha. Entretanto, já combinei uns fins de tarde na praia, antes de a Mironinho voltar à escola.
Acho que a desintoxicação vai ficar adiada por uns tempos. 
Pelo sim pelo não, fui à internet procurar a oração dos 12 passos, algo me diz que amanhã me será muito útil.
Concedei-nos, Senhor, a SERENIDADE necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, CORAGEM para modificar aquelas que podemos, e SABEDORIA para distinguir umas das outras.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Esticar a corda

Sinto que estou a abusar da minha sorte, estou a esticar a corda até ao seu limite. Estou a esticá-la tanto que pode rebentar a qualquer momento. 
E o que acontece a quem estica a corda dessa maneira? Cai de costas, desamparado e ainda se sujeita a levar uma chicotada da corda. 
E o que faz quem tem noção de que a corda pode rebentar a qualquer momento? Alivia um pouco a corda.
E o que fazes tu, Mirone, quando sente que a corda está prestes a rebentar? Faço mais força, está fácil de ver.
Mais um dia de praia daqueles, mais um jantar de aniversário, valham-me as risadas  que bem ou mal, sobretudo mal, vão trabalhando os abdominais que um dia, há muito, muito tempo, naqueles dias que se perderam na memória, ou terei sonhado?, habitaram o cachalote em que me transformei.
Daqui a menos de uma semana, quando tudo isto acabar, se sobreviver e tiver a sorte de não "vazar uma vista" com o ricochete da corda, se ainda conseguir escrever, conto-vos como foi a queda. 
Se não sobreviver, que é uma hipótese cada vez mais plausível, não me chorem, mas também não é preciso fazer uma festa, ok?, pensem que não sofri, que os meus últimos dias foram felizes, muito felizes.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Animal de hábitos

Dizem que o Homem é um animal de hábitos.
Não tenho quaisquer dúvidas! Basta fazer as contas às calorias ingeridas nos últimos tempos. Que animal! E que se está a tornar um hábito. 
Por isso, pessoas da minha vida, que felizmente não lêem este blog (facto que torna este apelo absolutamente irrelevante, dispensável e desprovido de qualquer efeito, oh yeah!), parem de me convidar para jantares e festas de aniversário, parem de me dizer que fazem o melhor gin, a melhor caipirinha do mundo, que descobriram a melhor esplanada, que estamos de férias, que é só um copinho. Parem de me desafiar para um café depois de jantar para os miúdos brincarem mais um bocadinho,  porque todos sabemos que não é café que vamos beber, nem são os miúdos que vão brincar. Vocês sabem que vos adoro sou incapaz de recusar. Pior, sabem que gosto desses "ajuntamentos" e acabo por ser eu a desafiar-vos. Vocês sabem, eu sei, que as férias vão acabar, que daqui a poucos dias vamos voltar, idealmente, aos trabalhos que nos preenchem e realizam - idealmente, repito, porque na verdade, vamos é voltar às chatices e preocupações e às falsas juras de que isto tem de levar um rumo, que assim não pode ser, que um dia bato com a porta, sabendo que não, não bateremos. Que a nossa vida não é só praia e "convívio", que não é dormir quando temos sono, comer quando temos fome, beber quando temos sede, rir quando nos apetece. 
Vocês sabem que sou um animal. Um animal de hábitos! E habituava-me tão bem a esta vida!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

De Trás-os-Montes para a mundo

Todos os anos há um canal de televisão, ou vários, que faz uma reportagem sobre um menino pastor, algures numa aldeia perdida no meio da serra, onde o Judas perdeu as botas, onde o vento faz a curva. Não sei se é praxe, se é um requisito para o acesso à profissão, se as reportagens dos pastores fazem parte de uma "playlist" rídida, ou qualquer coisa do género, se é só falta de ideias... Não sei, não sou jornalista.
Este ano, um dos sonhos do menino pastor de Mondim de Basto era ver o mar e um centro comercial. Esse tipo de reportagens não me diz rigorosamente nada. Acho sempre um bocadinho forçado o que nos estão a tentar enfiar pelos olhos dentro. Normalmente a mesma musiquinha melancólica, "tipo Yann Tiersen" (acho que nesta era Bryan Adams, que arrepio mau), e a "poesia" de algibeira misturada com um jornalismo de investigação/grande reportagem. Não é que daí venha mal ao mundo, mas não gosto do registo. Fico sempre com a sensação de que aquilo não passa de um exercício de desdém encapotado (nós aqui tão cosmopolitas e eles "coitadinhos" ali abandonados no meio das pedras), que querem pintar o quadro mais negro do que realmente ele é. Há assimetrias entre o interior e o litoral, pois há, todos sabemos, mas nem todos os transmontanos são desgraçadinhos, mesmo quando não nunca se viu o mar ou um shopping. E que raio de perguntas são essas, "como é imaginas uma praia, e um Shopping?". E porque não uma reportagem sobre os meninos da cidade que nunca viram uma cabra, que acham que o leite vem dos pacotes? Mas isso seria quase ridícularizá-los Mirone, não tem grande interesse... Lá está, são limitações minhas (e tenho tantas), eles é que são os jornalistas, quem sou eu para lhes dizer como devem fazer o seu trabalho.
Agarrassem no miúdo e levassem-no à praia. De Mondim de Basto ao Porto são menos de 100 kilómetros. Numa tarde dá para ir e vir.
Digo eu, que sempre tive o mar como garantido.
Mas pela boca morre o peixe, e não há nada mais castigado do que a língua, sempre ouvi a minha avó dizer. Ontem descobri que tenho uma menina pastora em casa. Tens o quê Mirone?
Tenho uma menina pastora em casa e até fiz uma reportagem. Ontem, o pior dia do ano para ir à praia (um feriado em pleno mês de Agosto), a convite de uns amigos decidimos contornar a confusão e, cedinho, saímos à procura de uma praia onde os miúdos pudessem correr e gritar à vontade. Três casais, 4 crianças da mesma idade lá fomos nós, felizes e contentes, "a cantar muito caladinhos". Muito caladinhos? Sim, muito caladinhos até pararmos o carro. Mal lhes tirámos os cintos de segurança e se aperceberam que iamos à praia, os miúdos pareciam possuídos. Largam numa gritaria, abraçados aos saltos, eufóricos, como se nunca tivessem visto o mar, os nossos meninos pastores! "Praia, praia, praia, praia". Ou melhor, "pe-rai-a, pe-rai-a, pe-rai-a, pe-rai-a!". Tanta alegria, tão genuína! Com direito a "reportagem caseira", para consumo interno. Daqui a uns anos ainda se hão-de rir tanto à custa da gritaria da Pe-rai-a!




quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Eu também falo de emigrantes

Tenho aproveitado as férias para conhecer outros povos, outras culturas, nem que os outros povos e as outras culturas estejam aqui mesmo ao meu lado.
E onde estás tu Mirone, perguntam os leitores. Estou em Vila en Medio, só pode ser, no meio de um anúncio de detergente da loiça. De um lado os habitantes de Vila en Riba (muitas habitantes com tudo en riba), do outro os habitantes de Vila en Bajo (ou,Vila en Rabo, que também estão muito bem representados).
Dizia eu que gosto de conhecer outros povos e as suas maneiras de viver e pensar. Nestes dias aprendi uma coisa nova. Aprendi o que quer dizer emigrante. Ou melhor, o que não quer dizer. A conversa ao meu lado, entre duas belíssimas representantes de Vila en Riba, com tudo en riba, portanto, era qualquer coisa como isto:
- Estou deserta que o Gustavo venha, para passarmos uns dias juntos e depois eu sigo com ele uma semana para Bélgica. Custa-me tanto este namoro à distância. Dois anos assim é uma prova muito dura! E para já não temos perspectiva para o regresso. Felizmente está na Bélgica, sempre vai dando para o ir visitando de vez em quando ou ele vir cá. De avião é num instante. Da última vez que fui lá acabámos por ir três dias à Holanda. Adorei.
- Realmente, deve ser complicado. O máximo que estive sem ver o meu namorado foram 10 dias e pensei que ia dar em doida. Nem sei como aguentas. Eu não dava para namorar com um emigrante.
- Emigrante?
- Sim, como tu e o Gustavo.
- Mas o Gustavo não é emigrante, trabalha num banco...

E eu a pensar que emigrantes eram pessoas que iam viver e trabalhar num país estrangeiro. Afinal não é bem assim. Emigrantes devem ser só os que trabalham nas obras ou em limpezas e que chegam de carro em Agosto com roupas e penteados diferentes ou lá o que é que parece que incomoda tanto os autóctones aqui do jardim à beira mar plantado.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Orgulho e preconceito

(Post de natureza escatológica. Caro leitor, se consegue ser mais nojentinho esquisitinho que eu, por favor, não leia.)

Depois dos defensores do xixi durante o banho (suponho esta teoria que só se aplique ao duche, e deixe o banho de imersão de parte), em prol da poupança de água (sempre é menos uma descarga de autoclismo), dei ontem com os olhos numa notícia que diz que fazer xixi no mar não é tão grave como pensamos. 
Diz a notícia, baseada num estudo da NASA, grosso modo, que a composição da urina é muito semelhante à da água do mar (provavelmente fizeram recolhas em Quarteira durante o fim de semana passado) e que a percentagem de ureia presente numa "descarga" humana é tão pequena que praticamente não é relevante, quando comparada, por exemplo, com os mais de 900 litros de urina que uma baleia produz e liberta diariamente. Mesmo que toda a população mundial decidisse urinar no Atlântico - que imagem bonita, senhores - a concentração de ureia seria insignificante. 
Falta o quê? Bater palminhas quando os veraneantes decidirem, descontraidamente e motivados pela necessidade de espalharem nitrogénio - poderoso fertilizante-  pelo ambiente, baixar os calções à beira mar? Organizar concursos de xixi, quem consegue projectar o xixi mais longe nas ondas? Que nojo!

Senhores da NASA, fiquem-se pelos foguetões, pode ser? 
O xixi é para se fazer na casa de banho, onde há uma descarga de autoclismo que o encaminha para uma ETAR e só depois disso é lançado aos rios e mares, combinado? Já bem basta ter de levar com o das baleias e demias criaturas marinhas.
É  preconceito. Que seja! Deste não me importo de ter orgulho!


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pelintrice vs pedigree

Hoje pude observar uma família com tanto pedigree, mas tanto pedigree, filhos de Fulano, netos de Beltrano, bisnetos de Sicrano, que suspeito que o esperma venha em frasquinhos mínimos que custam um fortuna. Tanto pedigree que até trazem uma tratadora para as crias. Que maldade! traziam empregada para tomar conta dos filhos. Ele, mais velho mas em forma e com muito bom aspecto. Ela, com melhor aspecto ainda. Os filhos, uma menina e um menino, belíssimos, pareciam saídos de um catálogo. Tinham por sua conta três palhotas/sombras. Uma para o casal, outra para as crianças e outra para a empregada.

Sim, senhor, também gostava de levar a empregada de férias. Ela tomava conta da minha filha e nós, adultos, podíamos descansar à vontade, ler e dar longos passeios à beira mar, sem nos preocuparmos se ela tem chapéu ou não, se já fez a digestão, se é preciso reforçar o protector solar, sacudir a toalha pela milionésima vez, se está a atirar areia para o vizinho, se não se afasta de nós, se não foge para o mar, se é preciso ir buscar o centésimo balde de água da manhã, calar birras, oh ninguém brinca comigo. Dava jeito, tanto jeito...
Por outro lado, teria de me preocupar com questões logísticas tão relevantes como decidir se ela vem no nosso carro, ou num carro à parte. Se vier no nosso carro, quem conduz? Ela a conduzir um dos nossos portentosos carros? Não me parece (se pudéssemos levar empregada para a praia teríamos, com certeza, carros muito melhores do que os que temos agora). Ou conduziria um de nós, qual motorista, e ia a "madame" empregada atrás? Também não me aprece adequado... E nós, os patrões, partilharíamos uma sombra, e ela teria direito a uma só para si? E depois de uma temporada numa praia sossegada, frequentada pela fina flor, cheia de apelidos sonantes, com duplas consoantes e apóstrofes, ela ainda teria direito a férias? E eu a trabalhar no duro, para a sodona empregada ir laurear a pevide? Nem pensar! Mas se pudesse levar empregada para a praia de certeza que estes pormenores forretas não me preocupariam...

Ainda assim, não desgosto da minha pelintrice. Mais não seja porque não tenho de levar empregada para a praia.




sexta-feira, 19 de julho de 2013

Se eu mandasse

Se eu mandasse seria tudo como eu gosto.
Se eu mandasse, não mandaria nos outros, mandaria em mim, para gostar de mais coisas e ser mais tolerante (ainda).
Mas, aparentemente, eu não mando e há mil e uma coisas de que não consigo gostar. Para dizer a verdade, em certas situações não quero mandar, prefiro continuar intolerante.

Uma e meia da tarde não é hora para uma criança de três anos estar ao sol na praia!

Pronto, era só isto. Agora vou tomar qualquer coisa para a azia...



segunda-feira, 8 de julho de 2013

16-8-77 LOVY DORA

Tenho reparado que ultimamente é cada vez maior o número de pessoas tatuadas e que cresce o cuidado na escolha dos motivos tatuados e na qualidade da sua execução. Nada como uns minutos numa esplanada à beira mar para as vermos desfilar: tatuagens com motivos tribais, as clássicas carpas, dragões, datas, referências clubísticas, nomes, iniciais entrelaçadas, caracteres chineses, frases árabes, signos, borboletas, flores, golfinhos, estrelas, luas, retratos, santas, terços, crucifixos, caveiras, animais, o que se queira. Sempre me intrigou o que leva alguém a querer marcar o seu corpo de forma definitiva. Normalmente respondem-me que cada tatuagem tem um significado profundo, que  tanto pode ser uma homenagem a alguém, como uma forma de assinalar um acontecimento importante. Que, no fundo é uma forma de arte que querem eternizar no seu corpo. Confiemos então que a pele manterá sempre a firmeza e tonicidade e que a tatuagem conservará as cores e definição do primeiro dia, a bem da arte.
O fenómeno da tatuagem generalizou-se, democratizou-se de tal forma que hoje em dia quase todos temos um familiar, um amigo ou conhecido que ostente uma tatuagem. Porém, há uns anos só os mais rebeldes e corajosos ousavam marcar o corpo daquela maneira.
Hoje tive mais uma prova que, de facto, era assim. Hoje vi um desses bravos. No braço uma cruz que desafiava todas as regras da perspectiva, emoldurada por iniciais toscamente desenhadas, no peito, uma cabeça de cavalo, sim acho que era um cavalo. Num antebraço aquilo que em tempos terá sido uma sereia (?), no outro uma serpente gorda enrolada numa palmeira. Numa coxa, um paraquedas, ou um cogumelo, não percebi bem, na outra, a pièce de résistance, um coração que dizia 16-8-77 "LOVY DORA". Quão rebelde e corajoso é preciso ser-se para cobrir o corpo com frases e figuras escritas e desenhadas por um miúdo de 6 anos? Ao dono dessas tatuagens, uma palavra: Respect!


domingo, 7 de julho de 2013

É atar e pôr ao fumeiro

Vim cá só para vos dizer que ainda não comi bolas de berlim na praia este ano, que isso também não é relevante nem me transtorna imensamente, depois de comermos as bolas do Natário. Que ontem não tive assim tanto calor, porque só deixei o conforto do ar condicionado para ir almoçar  a ver o mar e que ainda assim consegui estacionamento à porta do restaurante, sossegado, que o peixe tinha sido pescado minutos antes, que fiquei à mesa até meio da tarde. Que o resto do dia foi passado em família a brincar no jardim e a chapinhar na água. Que o programa para hoje é exactamente o mesmo.
Que amanhã será dia de trabalho. E que o armário do corredor lá continua e que as arrumações podem esperar.    

sábado, 6 de julho de 2013

O nosso amor é verde!

Como é galera, tudo jóia? Tudo legal com vocês?

É verdade. O meu mapa colorido está cada vez mais composto. Ontem foi o dia de duas nações lusófonas de peso se juntarem à comunidade Mirone. Brasil e Angola já estão pintados de verde. Há no Brasil e em Angola quem esteja de olho no Mirone.
Por aqui, muito samba, muito semba e muito sol. Mais o sol, que de semba, tivemos o Bonga, e samba ainda vou ver o que se arranja.
Por aqui o dia será de preguiça pura e dura.
Se forem à praia, protejam-se que o sol está forte e não se façam à àgua de qualquer maneira, tenham cuidado, que me mortificam as notícias de afogamentos.
Deixo-vos um clássico da Bossa Nova, que o calor não está para samba.


Isto é Mirone!


domingo, 30 de junho de 2013

Coragem

E perguntam vocês: Olha lá Mirone, então e praia, com este calor ainda não foste à praia? Mirone que é mirone não perde uma oportunidade para ir à praia dar umas espreitadelas...
E eu respondo: Com certeza, sempre que posso, durante a semana, ao fim do dia, vou à minha praia secreta. Que sossego... As outras praias, as de domingo? Estou só a ganhar coragem. Vocês sabem que adoro praia, que me dói o peito se não vejo o mar, mas enfrentar as filas de trânsito, deixar o carro onde o Judas perdeu as botas, arranjar um bocadinho de areia onde possa estender mais que uma toalha de bidé, sem ter que estar a cheirar os pés do vizinho, levar com gente malcriada e barulhenta requer alguma coragem. Mas garanto-vos que que o esforço valerá a pena. Terei material de escrita para uns tempos valentes. Sejam pacientes.

sábado, 29 de junho de 2013

És muito doente Mirone!

Costuma dizer-se que a conversa é como as cerejas, que se puxa uma e logo outra vem atrás, e mais outra e mais outra. A propósito, tenho comido cerejas tão boas este ano!
No meu cérebro passa-se um fenómeno semelhante. Quer dizer, agora que penso nisso, não sei se é o "fenómeno cereja" ou o efeito "bola de neve". Acho que é mais uma bola de neve, que começa pequenina no topo da montanha, que é uma metáfora para referir os breves momentos da minha vida em que tenho pensamentos elevados, e vem por aí abaixo, até se transformar numa imensa arma destruidora. Pensamentos elevados ou deverei dizer profundos? Então mas nesse caso, estou no sopé do monte, a ideia da bola não funciona tão bem... Não interessa, o que eu quero dizer é que por vezes dou comigo a pensar em coisas estranhíssimas, que nada têm a ver com o assunto que me ocupava. O meu cérebro pode ter muito poucas capacidades, mas esta ninguém lha tira, debita idiotices à velocidade da luz.
Hoje foi o último dia de aulas da minha filha. Durante o mês de Julho, o colégio vai disponibilizar diversas actividades para os alunos. Além das típicas idas à praia e à piscina,  têm visitas de estudo a monumentos, quintas pedagógicas, museus, idas ao teatro, uma coisa bem pensada, não dou por mal gasto o dinheiro... Uma dessas visitas é ao Parque dos Monges, em Alcobaça.  De Alcobaça passei imediatamente à Batalha de Aljubarrota. E depois para Brites de Almeida, a famosa padeira que aviou uns quantos espanhóis, lendária heroína da nossa história, uma Joana d'Arc à portuguesa (Maria da Fonte, se me estás a ler do além, também acho te acho uma heroína, jamais te esqueceria, sabes que me corre sangue minhoto nas veias - tenho tantas saudades do meu avô). Concentra-te Mirone, concentra-te, é sobre a padeira que estás a falar. E começo apensar nela a aviar espanhóis. E a propósito de aviar espanhóis, começo a fazer uma lista mental,  não daquelas que faço no meu livrinho (eish, o header, tenho de arranjar um header para o blog), uma lista de nuestros hermanos y hermanas (inclusive aquele que visita o este blog) que aviaria com gosto e em mil e uma maneiras de os aviar. 
Pois é, um segundo depois de ler a lista de actividades para férias do colégio da minha filha, já estava a pensar noutras actividades nada recomendadas a criancinhas de três anos. 
Eu devo ser muito doente, é o que é... Agora, se me dão licença, vou só ali vomitar. Acho que comi muitas cerejas.