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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Orgulho e preconceito

(Post de natureza escatológica. Caro leitor, se consegue ser mais nojentinho esquisitinho que eu, por favor, não leia.)

Depois dos defensores do xixi durante o banho (suponho esta teoria que só se aplique ao duche, e deixe o banho de imersão de parte), em prol da poupança de água (sempre é menos uma descarga de autoclismo), dei ontem com os olhos numa notícia que diz que fazer xixi no mar não é tão grave como pensamos. 
Diz a notícia, baseada num estudo da NASA, grosso modo, que a composição da urina é muito semelhante à da água do mar (provavelmente fizeram recolhas em Quarteira durante o fim de semana passado) e que a percentagem de ureia presente numa "descarga" humana é tão pequena que praticamente não é relevante, quando comparada, por exemplo, com os mais de 900 litros de urina que uma baleia produz e liberta diariamente. Mesmo que toda a população mundial decidisse urinar no Atlântico - que imagem bonita, senhores - a concentração de ureia seria insignificante. 
Falta o quê? Bater palminhas quando os veraneantes decidirem, descontraidamente e motivados pela necessidade de espalharem nitrogénio - poderoso fertilizante-  pelo ambiente, baixar os calções à beira mar? Organizar concursos de xixi, quem consegue projectar o xixi mais longe nas ondas? Que nojo!

Senhores da NASA, fiquem-se pelos foguetões, pode ser? 
O xixi é para se fazer na casa de banho, onde há uma descarga de autoclismo que o encaminha para uma ETAR e só depois disso é lançado aos rios e mares, combinado? Já bem basta ter de levar com o das baleias e demias criaturas marinhas.
É  preconceito. Que seja! Deste não me importo de ter orgulho!