e que é espectável que as pessoas incorporem o espírito natalício, estejam mais disponíveis, mais generosas, mais dispostas a perdoar.
Acontece que esses sentimentos bonitos ficam bem quando há reciprocidade, quando não é só um a dar e a perdoar.
De maneiras que
não, não vou trabalhar no dia 23 e 24, já há muito assinalado como férias no meu calendário, sem saber quando me vai pagar ("se der para vermos isso do pagamento só em Janeiro" é para me rir?) só porque o senhor quer ir para férias descansado.
Agora com a sua licença, vou voltar a LalaLand, de onde só espero sair lá para dia 26.
Alguém me explique, por favor, o que se passa com os clientes maus pagadores nesta altura do ano, que os deixa especialmente imbecis?
Falam-se línguas (translate)
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Como é que é aquilo dos espelhos ou dos nossos retratos e das costas do outros?
E depois as pessoas chegam de férias, felizes e entusiamadas, de baterias carregadas e falam, falam, falam, falam e falam mais um bocadinho. E eu oiço, oiço, oiço, oiço e oiço mais um bocadinho. E sorrio, sorrio, sorrio, sorrio e sorrio mais um bocadinho. E abro muito os olhos e vou dizendo que sim com a cabeça. E parece que viram a luz e assim é que é e assim é que se faz e eles é que sabem e nunca ninguém se lembrou daquilo que eles se lembraram. E eu penso que se calhar bastava "googlar" ou ir à wikipedia para perceberem quem descobriu a pólvora. Mas penso mais um pouco e percebo que isso não os faria mais felizes, nem a mim, que também não a descobri. E penso que se continuar a sorrir e a dizer que sim sou capaz de ficar com caimbras. E que se calhar também sou assim e nunca me dei conta. E que aquilo do monday blues e da depressão pós-férias é verdade e que daqui a pouco vai "bater" e que é só uma questão de minutos, horas e depois tudo volta ao normal. E sorrio, genuinamente sorrio.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Consideração
Se hoje este blog andar mais imbecil que o costume, relevem, mas temo que a estupidez seja contagiosa e acabaram de me "tossir" para cima.
- Bom dia Mironinho, como está?
- Sr.ª D. Chatinha, bom dia! Estou bem e a senhora, como está?
- Ando melhor, graças a Deus, não piorando, o diabo seja cego, surdo e mudo, lagarto, lagarto lagarto. Esteve de férias, dá para ver pelo bronzeado.
- É verdade, foram quase duas semanas. Por mim, voltava mais duas!
- Fica-lhe bem essa corzinha, mas mais não, senão fica a parecer essa gente da Roménia que anda a pedir à porta dos supermercados, credo, que caras tão feias!
...
Com certeza, Sôdona Chatinha! Sempre a considerá-la...
domingo, 25 de agosto de 2013
Detox
Preciso de fazer uma desintoxicação de férias.
Ontem tinha optado por um tratamento a frio. Fechava-me em casa, desligava telefones, internet, televisão, tudo o que me pudesse lembrar os últimos dias, livrava-me de fatos de banho, trancava os brinquedos de praia da Mironinho, eliminava o último grão de areia do carro. As conversas sobre férias seriam absolutamente proibidas e não frequentaria os lugares que frequentava, não falaria com os amigos desses tempos despreocupados, pois são sempre fonte de tentação. Seria duro, muito duro. Precisaria de ser forte e não vacilar.
Mas não sou, e vacilei.
Para já, e porque é domingo, espera-me um almoço com a família e uma tarde de ronha. Entretanto, já combinei uns fins de tarde na praia, antes de a Mironinho voltar à escola.
Acho que a desintoxicação vai ficar adiada por uns tempos.
Pelo sim pelo não, fui à internet procurar a oração dos 12 passos, algo me diz que amanhã me será muito útil.
Concedei-nos, Senhor, a SERENIDADE necessária para aceitar
as coisas que não podemos modificar, CORAGEM para modificar aquelas
que podemos, e SABEDORIA para distinguir umas das outras.
sábado, 24 de agosto de 2013
Pssst, pssst
Pssst, leitores, devagarinho, cheguem aqui num minuto por favor... Shhhhh. Não quero acordar os deuses da blogolândia.
Hoje vinha aqui despejar mais umas coisitas sem jeito nenhum, ai que as férias estão a acabar, ai que souberam a pouco, ai que desta vez não posso dizer que me apetece ficar mais uns dias e ficar, que esta última semana na minha praia favorita de sempre me soube, como sempre soube, a "sugar and spice, and all things nice", que mesmo podendo voltar a qualquer momento, em férias esta praia é ainda mais tudo... Ia dizer isso, pois ia, mas depois olhei aqui para o lado e vi o contador de visitas.
Dez mil! No dia em que isto faz dois meses. Se fosse um blog bom nem quero imaginar.
Continuo sem header para o blog e ainda não verifico sistematicamente a ortografia e gramática dos textos antes de os publicar. Agora é continuar o "exigente" ofício de nada dizer em meia dúzia de linhas. Modéstia à parte, penso que este post será um belo exercício de enchimento de chouriços.
Agradeço-vos do coração as vossas visitas e comentários. Para mim, são um caso de estudo, verdadeiros exemplos de sun gazing, como as pessoas que dizem que se alimentam da luz do sol. Com umas diferenças, é certo, nem vocês se alimentam do blog, nem ele é a luz.
E pronto, era só isto, ocontador de visitas já tem mais casas ocupadas do que livres. Vou fingir que não percebo que até ocupar mais um dígito do contador passará uma eternidade.
Dez mil! No dia em que isto faz dois meses. Se fosse um blog bom nem quero imaginar.
Continuo sem header para o blog e ainda não verifico sistematicamente a ortografia e gramática dos textos antes de os publicar. Agora é continuar o "exigente" ofício de nada dizer em meia dúzia de linhas. Modéstia à parte, penso que este post será um belo exercício de enchimento de chouriços.
Agradeço-vos do coração as vossas visitas e comentários. Para mim, são um caso de estudo, verdadeiros exemplos de sun gazing, como as pessoas que dizem que se alimentam da luz do sol. Com umas diferenças, é certo, nem vocês se alimentam do blog, nem ele é a luz.
E pronto, era só isto, ocontador de visitas já tem mais casas ocupadas do que livres. Vou fingir que não percebo que até ocupar mais um dígito do contador passará uma eternidade.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
No meu tempo não era assim...
Hoje será o meu último dia de praia das férias. Amanhã terei o último churrasco de aniversário da temporada. O domingo será reservado à meditação, que é como quem diz, servirá para me capacitar de que a partir de segunda feira o mundo deixará de ser como o conhecia até agora. Ainda não tirei uma fotografia aos pés na areia, é agora ou nunca. Depois de hoje, adeus tudo, areia, mar, roupa larga, havaianas, petiscos, olá relógio e roupa composta (quero acreditar que ainda me vai servir tudo)... Mas segunda feira parece-me, por enquanto, a anos de luz e hoje há que aproveitar todos os segundos deste estado de liberdade como na adolescência.
Há um facto em que reparei este verão e que registo com bastante agrado (embora coloque sobre os meus ombros o peso de uma idade que não me conformo ter). As miúdas de liceu estão cada vez mais bonitas. Os rapazes continuam na mesma, os mesmos calções, as mesmas t-shirts, mas as raparigas, as raparigas... Ao longe parecem iguais, tal como no meu tempo, em que nos juntávamos, anos após ano, e mais ou menos os mesmos - havia sempre uns elementos novos, a amiga do Porto que nesse ano seria o centro das atenções masculinas, aquele primo mais velho, que já tinha carro - junto à segunda bandeira, em frente aos toldos azuis e brancos, onde ficavam os "cotas" e as famílias. No meu tempo as miúdas eram giras, mas pareciam-me mais normais. Agora, fico com a ideia de que são todos muitíssimo mais bonitas. Mas no meu tempo as miúdas usavam permanentes e, por muito boa vontade que tenhamos, ninguém fica bem de permanente... Caramba, foi há muito tempo! 20 anos! Acho que já nem há permanentes. Caramba, já não fico ao pé da segunda bandeira! Oh céus, aluguei um toldo!
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Esticar a corda
Sinto que estou a abusar da minha sorte, estou a esticar a corda até ao seu limite. Estou a esticá-la tanto que pode rebentar a qualquer momento.
E o que acontece a quem estica a corda dessa maneira? Cai de costas, desamparado e ainda se sujeita a levar uma chicotada da corda.
E o que faz quem tem noção de que a corda pode rebentar a qualquer momento? Alivia um pouco a corda.
E o que fazes tu, Mirone, quando sente que a corda está prestes a rebentar? Faço mais força, está fácil de ver.
Mais um dia de praia daqueles, mais um jantar de aniversário, valham-me as risadas que bem ou mal, sobretudo mal, vão trabalhando os abdominais que um dia, há muito, muito tempo, naqueles dias que se perderam na memória, ou terei sonhado?, habitaram o cachalote em que me transformei.
Daqui a menos de uma semana, quando tudo isto acabar, se sobreviver e tiver a sorte de não "vazar uma vista" com o ricochete da corda, se ainda conseguir escrever, conto-vos como foi a queda.
Se não sobreviver, que é uma hipótese cada vez mais plausível, não me chorem, mas também não é preciso fazer uma festa, ok?, pensem que não sofri, que os meus últimos dias foram felizes, muito felizes.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Animal de hábitos
Dizem que o Homem é um animal de hábitos.
Não tenho quaisquer dúvidas! Basta fazer as contas às calorias ingeridas nos últimos tempos. Que animal! E que se está a tornar um hábito.
Por isso, pessoas da minha vida, que felizmente não lêem este blog (facto que torna este apelo absolutamente irrelevante, dispensável e desprovido de qualquer efeito, oh yeah!), parem de me convidar para jantares e festas de aniversário, parem de me dizer que fazem o melhor gin, a melhor caipirinha do mundo, que descobriram a melhor esplanada, que estamos de férias, que é só um copinho. Parem de me desafiar para um café depois de jantar para os miúdos brincarem mais um bocadinho, porque todos sabemos que não é café que vamos beber, nem são os miúdos que vão brincar. Vocês sabem que vos adoro sou incapaz de recusar. Pior, sabem que gosto desses "ajuntamentos" e acabo por ser eu a desafiar-vos. Vocês sabem, eu sei, que as férias vão acabar, que daqui a poucos dias vamos voltar, idealmente, aos trabalhos que nos preenchem e realizam - idealmente, repito, porque na verdade, vamos é voltar às chatices e preocupações e às falsas juras de que isto tem de levar um rumo, que assim não pode ser, que um dia bato com a porta, sabendo que não, não bateremos. Que a nossa vida não é só praia e "convívio", que não é dormir quando temos sono, comer quando temos fome, beber quando temos sede, rir quando nos apetece.
Vocês sabem que sou um animal. Um animal de hábitos! E habituava-me tão bem a esta vida!
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Está bem!
Estes dias passaram a correr. Ainda por cima dizem que para a semana as temperaturas vão subir. Apetecia-me mesmo era mais uma semaninha de sol e sal. Está bem, então!
É só isto.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Eu também falo de emigrantes
Tenho aproveitado as férias para conhecer outros povos, outras culturas, nem que os outros povos e as outras culturas estejam aqui mesmo ao meu lado.
E onde estás tu Mirone, perguntam os leitores. Estou em Vila en Medio, só pode ser, no meio de um anúncio de detergente da loiça. De um lado os habitantes de Vila en Riba (muitas habitantes com tudo en riba), do outro os habitantes de Vila en Bajo (ou,Vila en Rabo, que também estão muito bem representados).
Dizia eu que gosto de conhecer outros povos e as suas maneiras de viver e pensar. Nestes dias aprendi uma coisa nova. Aprendi o que quer dizer emigrante. Ou melhor, o que não quer dizer. A conversa ao meu lado, entre duas belíssimas representantes de Vila en Riba, com tudo en riba, portanto, era qualquer coisa como isto:
- Estou deserta que o Gustavo venha, para passarmos uns dias juntos e depois eu sigo com ele uma semana para Bélgica. Custa-me tanto este namoro à distância. Dois anos assim é uma prova muito dura! E para já não temos perspectiva para o regresso. Felizmente está na Bélgica, sempre vai dando para o ir visitando de vez em quando ou ele vir cá. De avião é num instante. Da última vez que fui lá acabámos por ir três dias à Holanda. Adorei.
- Realmente, deve ser complicado. O máximo que estive sem ver o meu namorado foram 10 dias e pensei que ia dar em doida. Nem sei como aguentas. Eu não dava para namorar com um emigrante.
- Emigrante?
- Sim, como tu e o Gustavo.
- Mas o Gustavo não é emigrante, trabalha num banco...
E eu a pensar que emigrantes eram pessoas que iam viver e trabalhar num país estrangeiro. Afinal não é bem assim. Emigrantes devem ser só os que trabalham nas obras ou em limpezas e que chegam de carro em Agosto com roupas e penteados diferentes ou lá o que é que parece que incomoda tanto os autóctones aqui do jardim à beira mar plantado.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
É por causa disto!
Se há coisa que me irrita e tira do sério é ouvir por tudo e por nada "É por causa disto que o país está como está". Isto pode ser qualquer coisa. Ontem ao jantar, na mesa do lado, "isto" eram as férias do Primeiro Ministro, "filho de uma grandessíssima gata" (sic) que em vez de fazer como o seu colega norueguês e fazer de taxista por um dia para saber o que os seus concidadãos pensam das suas políticas, prefere ir de férias para o Algarve. "Cambada de ladrões, é por causa disto que o país está como está! Era deitar uma bomba na assembleia e dar cabo daquela gente toda!". E se ele, também de férias, como o Primeiro Ministro, estava alterado!
Mas será que acredita mesmo que os nossos políticos (governo ou oposição, independentemente da opinião que possa ter sobre eles) precisam de fazer de taxista para saber o que as pessoas pensam? Descanse que sabem! Deixe lá estar os táxis para os taxistas (também eles doutores em "éporcausadistismo"), oh amigo! E isso da bomba, pense noutra solução, sim?
Sobre o estado do país também tenho muitas coisas para dizer, mas não aqui ou agora.
Aqui e agora o que se me oferece dizer é que em cinco dias de férias acuso zero escaldões (horário de criança e muito protector solar), zero bolas de berlim (mas alguns gelados), zero fotos de pés na praia (mas eles têm por lá andado), zero fotos de comida (prefiro comê-la, vá-se lá saber porquê), zero "sansétepartis" e zero festas brancas, ou de qualquer outra cor, nos spots da moda (mas fui a festas de anos), zero fotos de fins de tarde e pôr do sol. Será por isso que o país está como está?
Vamos ver o que terei para contar daqui a outros cinco. Pelo sim, pelo não, amanhã como uma bola.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Pelintrice vs pedigree
Hoje pude observar uma família com tanto pedigree, mas tanto pedigree, filhos de Fulano, netos de Beltrano, bisnetos de Sicrano, que suspeito que o esperma venha em frasquinhos mínimos que custam um fortuna. Tanto pedigree que até trazem uma tratadora para as crias. Que maldade! traziam empregada para tomar conta dos filhos. Ele, mais velho mas em forma e com muito bom aspecto. Ela, com melhor aspecto ainda. Os filhos, uma menina e um menino, belíssimos, pareciam saídos de um catálogo. Tinham por sua conta três palhotas/sombras. Uma para o casal, outra para as crianças e outra para a empregada.
Sim, senhor, também gostava de levar a empregada de férias. Ela tomava conta da minha filha e nós, adultos, podíamos descansar à vontade, ler e dar longos passeios à beira mar, sem nos preocuparmos se ela tem chapéu ou não, se já fez a digestão, se é preciso reforçar o protector solar, sacudir a toalha pela milionésima vez, se está a atirar areia para o vizinho, se não se afasta de nós, se não foge para o mar, se é preciso ir buscar o centésimo balde de água da manhã, calar birras, oh ninguém brinca comigo. Dava jeito, tanto jeito...
Por outro lado, teria de me preocupar com questões logísticas tão relevantes como decidir se ela vem no nosso carro, ou num carro à parte. Se vier no nosso carro, quem conduz? Ela a conduzir um dos nossos portentosos carros? Não me parece (se pudéssemos levar empregada para a praia teríamos, com certeza, carros muito melhores do que os que temos agora). Ou conduziria um de nós, qual motorista, e ia a "madame" empregada atrás? Também não me aprece adequado... E nós, os patrões, partilharíamos uma sombra, e ela teria direito a uma só para si? E depois de uma temporada numa praia sossegada, frequentada pela fina flor, cheia de apelidos sonantes, com duplas consoantes e apóstrofes, ela ainda teria direito a férias? E eu a trabalhar no duro, para a sodona empregada ir laurear a pevide? Nem pensar! Mas se pudesse levar empregada para a praia de certeza que estes pormenores forretas não me preocupariam...
Ainda assim, não desgosto da minha pelintrice. Mais não seja porque não tenho de levar empregada para a praia.
domingo, 11 de agosto de 2013
Casamento cigano
A minha vida em férias parece um casamento cigano, mas sem a parte dos ciganos, propriamente ditos. Também não me parece que vá acabar aos tiros, mas sou capaz de querer dar um tiro a alguém quando voltar ao trabalho.
É estar em família, com os amigos que quase só encontramos nas férias! Festas e sestas! Este "casamento" começou na quinta feira passada e vai durar pelo menos mais uma semana! Tão bom!
Vou voltar à festa!
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Escolaridade obrigatória
Lembram-se disto??
Adivinhem quem estava a beber café aqui em baixo? A namorada do Jorge. E quem chegou logo a seguir? A amiga.
- Então, de férias?
- Oh pá, pois é, também mereço.
- Ficas por cá ou vais lá para baixo?
- Este ano fico, que isto está mal. O Jorge teve uns problemas, coisas da estúpida da mulher, fogo não há meio de se ver livre dela, e tive de lhe emprestar dinheiro.
- Mas ele continua com ela?
- Oh pá, continua. Sabes que o menino vai este ano já vai para a escola, não é como o infantário. Vai ser uma mudança brusca, e ele não pode sair de casa assim. Vamos ver como é que ele se adapta à escola e depois logo se vê. Sabes, ele é muito agarrado ao pai. E a seguir ao Verão é pior, ainda agora eles foram uma semana para a Altura e o Jorge diz que nunca viu o puto tão feliz. Sabes como é que é, têm sempre aquela cumplicidade com o pai...
Eu não sou de intrigas, mas se calhar avisava a amiga do Jorge que a escolaridade obrigatória aumentou e o Jorge vai poder usar o argumento da escola pelo menos nos próximos 12 anos...
quarta-feira, 31 de julho de 2013
O Matador de Ursos
Deixem-me só ir ali matar mais uns ursos que já venho. Isto hoje está complicado!
Pessoas, clientes fofinhos, o mundo não acaba hoje. Hoje só acaba o mês de Julho, sabem?
É sempre a mesma coisa todos os anos. E correm, resmungam, querem tudo para ontem, e não tenho vida para isto, faço-me velho antes do tempo, resolva-me lá isso, veja lá, o banco fecha às três e ainda tenho de passar não sei onde se não a mulher não me larga do pé.
Para quê, pergunto.
Então, a seguir é Agosto! Em Agosto páro tudo, não quero cá saber de trabalho!
Em Setembro voltarão, e as praias estavam cheias, é sempre uma confusão, não se pode comer em lado nenhum, tão cedo não me apanham lá.
Com certeza, daqui a um ano falamos.
Aqui tem o urso que pediu, quer que mande embalsamar ou vai usar só a pele como tapete?
O urso? Em Setembro a gente depois vê isso...
Isto de andar a matar os ursos dos outros é uma treta.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Põe-te andar, antes que te parta essa boca toda...
Agosto de 2012, não me recordo ao certo o dia, só que estava calor e Lisboa estava às moscas.
Hoje está um dia espectacular para ir com aquela amiga especial fazer um almoço prolongado naquele restaurante, pensei. E se bem pensei, melhor o fiz. Telefone na mão e "Olá, sou eu, estava aqui a passar ao teu escritório e já despachei o que tinha a fazer hoje. Olha lá, tens muito que fazer esta tarde ou dá para irmos almoçar? Tenho saudades dos nossos almoços demorados. Estás sem carro? Não tem problema, vamos no meu."
Meia hora depois estacionávamos praticamente à porta do restaurante.
"Sim senhor, isto sim é serviço, um lugarzinho de estacionamento mesmo à maneira! Vê-se mesmo que o país foi a banhos."
O almoço, como esperava, foi excelente. Bom vinho, boa comida e uma companhia de luxo, concordámos. "Temos de fazer isto mais vezes. É um disparate estarmos tanto tempo sem nos vermos". Entre risos cúmplices saímos despreocupados do restaurante. Estava mesmo bem.Oh happy days!
Pego na chave do carro, aponto na sua direcção para o abrir e, horror dos horrores. Estava um mirone baixinho e escanzelado, de boné preto e óculos de sol, colado ao vidro, a espreitar para dentro do carro. "Ai caraças, que tenho o computador na mala!".
Transformei-me num touro enraivecido, tudo à minha volta era encarnado sangue. Procuro uma barra de ferro esquecida, um paralelo solto que me pudesse servir de arma de arremesso, não encontrei, onde é que andam as calçadas portuguesas quando precisamos delas, porque é que não fui almoçar a um estaleiro de obras? Sorte a minha, naquele estado de exaltação a minha pontaria não seria o que desejava. Não interessa, sou maior que ele, faço-o em fanicos só com um dedo. Encho o peito de ar, e com o tom mais carroceiro que consigo arrancar de dentro do peito grito-lhe de longe:
- Põe andar ó monte de esterco, antes que te parta essa boa toda! Põe-te andar que não há nada aí para ver!
A minha amiga estava branca. Sussurou-me entre dentes "Pelo amor de Deus, não faças isso, olha a vergonha. Tu não és assim!". E não era, quem me conhece sabe que eu sou um cruzamento de Dalai Lama com Mahatma Gandhi, a pessoa mais pacífica ao cimo da terra. Mas era o meu carro, o meu computador e não era um "agarradinho" qualquer que mo iria roubar.
Petrificada, a minha amiga deixa-se ficar à porta do restaurante. Eu sigo na direcção do desgraçado a pedir a Deus que ele não tivesse nenhuma seringa infectada consigo. Educadamente, ele responde-me:
- Boa tarde. Não precisa de falar assim que até me assutei. Estava só a ver se o ticket não terá caído. Sabe, às vezes a fechar o carro a corrente de ar desloca o ticket, para o autuar tenho de me certificar que não há nenhum ticket visível.
Afinal o senhor era só um funcionário da empresa exploradora do estacionamento. Pedi-lhe desculpas, mas já não havia nada a fazer, já tinha introduzido os dados da viatura no sistema, agora era só esperar que a multa iria parar a casa daí a uns tempos...
E, efectivamente, chegou. Daqui a pouco, quando levantar o registo da Parques Tejo que o carteiro me deixou na caixa, saberei ao certo o dia em que passsei uma das maiores vergonhas da minha vida.
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sábado, 29 de junho de 2013
És muito doente Mirone!
Costuma dizer-se que a conversa é como as cerejas, que se puxa uma e logo outra vem atrás, e mais outra e mais outra. A propósito, tenho comido cerejas tão boas este ano!
No meu cérebro passa-se um fenómeno semelhante. Quer dizer, agora que penso nisso, não sei se é o "fenómeno cereja" ou o efeito "bola de neve". Acho que é mais uma bola de neve, que começa pequenina no topo da montanha, que é uma metáfora para referir os breves momentos da minha vida em que tenho pensamentos elevados, e vem por aí abaixo, até se transformar numa imensa arma destruidora. Pensamentos elevados ou deverei dizer profundos? Então mas nesse caso, estou no sopé do monte, a ideia da bola não funciona tão bem... Não interessa, o que eu quero dizer é que por vezes dou comigo a pensar em coisas estranhíssimas, que nada têm a ver com o assunto que me ocupava. O meu cérebro pode ter muito poucas capacidades, mas esta ninguém lha tira, debita idiotices à velocidade da luz.
Hoje foi o último dia de aulas da minha filha. Durante o mês de Julho, o colégio vai disponibilizar diversas actividades para os alunos. Além das típicas idas à praia e à piscina, têm visitas de estudo a monumentos, quintas pedagógicas, museus, idas ao teatro, uma coisa bem pensada, não dou por mal gasto o dinheiro... Uma dessas visitas é ao Parque dos Monges, em Alcobaça. De Alcobaça passei imediatamente à Batalha de Aljubarrota. E depois para Brites de Almeida, a famosa padeira que aviou uns quantos espanhóis, lendária heroína da nossa história, uma Joana d'Arc à portuguesa (Maria da Fonte, se me estás a ler do além, também acho te acho uma heroína, jamais te esqueceria, sabes que me corre sangue minhoto nas veias - tenho tantas saudades do meu avô). Concentra-te Mirone, concentra-te, é sobre a padeira que estás a falar. E começo apensar nela a aviar espanhóis. E a propósito de aviar espanhóis, começo a fazer uma lista mental, não daquelas que faço no meu livrinho (eish, o header, tenho de arranjar um header para o blog), uma lista de nuestros hermanos y hermanas (inclusive aquele que visita o este blog) que aviaria com gosto e em mil e uma maneiras de os aviar.
Pois é, um segundo depois de ler a lista de actividades para férias do colégio da minha filha, já estava a pensar noutras actividades nada recomendadas a criancinhas de três anos.
Eu devo ser muito doente, é o que é... Agora, se me dão licença, vou só ali vomitar. Acho que comi muitas cerejas.
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