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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Escolaridade obrigatória

Lembram-se disto??
Adivinhem quem estava a beber café aqui em baixo? A namorada do Jorge. E quem chegou logo a seguir? A amiga.
- Então, de férias?
- Oh pá, pois é, também mereço.
- Ficas por cá ou vais lá para baixo?
- Este ano fico, que isto está mal. O Jorge teve uns problemas, coisas da estúpida da mulher, fogo não há meio de se ver livre dela, e tive de lhe emprestar dinheiro.
- Mas ele continua com ela?
- Oh pá, continua. Sabes que o menino vai este ano já vai para a escola, não é como o infantário. Vai ser uma mudança brusca, e ele não pode sair de casa assim. Vamos ver como é que ele se adapta à escola e depois logo se vê. Sabes, ele é muito agarrado ao pai. E a seguir ao Verão é pior, ainda agora eles foram uma semana para a Altura e o Jorge diz que nunca viu o puto tão feliz. Sabes como é que  é,  têm sempre aquela cumplicidade com o pai...

Eu não sou de intrigas, mas se calhar avisava a amiga do Jorge que a escolaridade obrigatória aumentou e o Jorge vai poder usar o argumento da escola pelo menos nos próximos 12 anos...



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Cinderella, és tu?

Nunca percebi como é que se perdem sapatos. Não estou a falar de sapatos de bebé caídos num restaurante, no corredor de um centro comercial, que quem tem filhos sabe bem que há ali uma fase em que as pestes vivem para se descalçar e não aguentam os pés "fechados" mais que uns minutos. Estou a falar de sapatos de adultos. Como é que se perde um sapato? Vai-se a andar e não se sente que o sapato caiu? Iam de mota e não deu para parar? Como? Leitoras que gostam de sapatos, expliquem-me tudo...
Esta semana, por duas vezes, passei por sapatos perdidos na berma da estada. Na segunda feira vi um sapato velho em plena A1, um perigo para quem passasse. Hoje, numa passadeira ao pé do escritório estava uma havaiana perdida. Serão as Cinderellas dos nossos tempos?
Só me ocorre um episódio passado há uns anos com um conhecido meu. A estória é embaraçosa, mas passou-se mesmo com um conhecido, já perceberam que não sou daquelas pessoas que, quando o assunto é delicado, dizem que aconteceu a um amigo.
Ora esse conhecido, um homem dos seus 50 e alguns anos, casado há mais de 30, cansado da vida monótona que levava, decidiu procurar a companhia de duas pequenas que dançavam num bar. A noite terá sido animada a terminou comuma visita ao apartamento onde as bailarinas viviam. Satisfeita a curiosidade, apercebeu-se do tremendo erro que tinha cometido, atacado de remorsos severos,  e apostou em salvar o casamento, convidando a mulher a passar uns dias no Algarve. A mulher, encantada com a ideia, que sim senhor, que o marido andava cansado e a precisar de se distrair, levou a ideia ao patamar seguinte. E porque não convidar os compadres, que já não estamos juntos há tanto tempo. Vamos todos no mesmo carro, vamos pela costa alentejana, há-de ser um passeio bonito.
Dias depois, os quatro amigos rumavam, felizes, em direcção ao Algarve. Sucede porém que a comadre, sofrendo de má circulação e adivinhando  uma viagem demorada e quente, achou por bem descalçar-se. Pouco depois de se fazerem ao caminho, o condutor faz uma travagem brusca e, sem que ninguém se apercebesse, um dos sapatos da comadre, escorrega para debaixo do banco da frente. Uns kilómetros adiante, quando pára para abastecer o carro, o conutor apercebe-se que há um sapato de mulher entalado debaixo do seu assento. Como poderia ter sido tão descuidado? Sedento de se desfazer da prova da infidelidade cometida anteriormente, apressa-se a atirar o sapato para  debaixo o carro, deixando-o para trás.  O problema surgiu quando, chegados a Odeceixe, pararam para almoçar. Acho que ainda hoje a comadre não consegue explicar onde é que deixou o sapato.