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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Junta-te a eles

Que motivo leva as pessoas a mentirem mal? Porque são muito burras, porque julgam os outros muito burros, ou ambas (por serem burros acreditam que os outros são ainda mais burros). Se têm de mentir,façam-no bem. Custa muito? Nem estou a falar da outra que mentia na idade...
Ultimamente tenho trabalhado com um péssimo mentiroso. Nem sei se se pode chamar mentiroso, acho que é mesmo só um burro que se acha esperto. Falha prazos, compromissos, desdiz-se, inventa desculpas esfarrapadas, uma coisa aflitiva. Já invocou todos os imprevistos no mundo para se esquivar às suas obrigações. Juro que estou à espera do dia em que me diga que o cão comeu os documentos. No que diz respeito a pagamentos, os imprevistos atingem dramatismo e proporções bíblicas.
No início irritava-me, dizia-lhe que não acreditava, mostrava-lhe as contradições, que é uma tremenda falta de respeito e de carácter, que as coisas tinham de mudar, que não podíamos continuar a trabalhar naqueles moldes.
Hoje mudei de estratégia. Se não podes vencê-los, junta-te a eles. 
Telefonou-me, entusiasmado, que precisava de mim, que tem um projecto que precisa mesmo de me mostrar, uma coisa em grande, se podiamos reunir? 
E eu sem paciência para os seus negócios de corrente de ar...
- Com certeza. Reuniremos segunda-feira logo às 8.00h.
- Oito horas, tão cedo? Mas a essa hora nem está ninguém no escritório...
- Não se preocupe, estarei eu. Tem de ser. E olhe que já vou ter de desmarcar outras coisas...
Naturalmente, segunda feira às 8 horas ligo-lhe com a desculpa mais esfarrapada do mundo (um anão montado num pónei roubou a chave do meu carro) e desmarco.
É uma infantilidade, uma enorme falta de profissionalismo. Não vai mudar nada, mas  vai saber-me tão bem. Só preciso de não abortar o plano até lá...

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Escolaridade obrigatória

Lembram-se disto??
Adivinhem quem estava a beber café aqui em baixo? A namorada do Jorge. E quem chegou logo a seguir? A amiga.
- Então, de férias?
- Oh pá, pois é, também mereço.
- Ficas por cá ou vais lá para baixo?
- Este ano fico, que isto está mal. O Jorge teve uns problemas, coisas da estúpida da mulher, fogo não há meio de se ver livre dela, e tive de lhe emprestar dinheiro.
- Mas ele continua com ela?
- Oh pá, continua. Sabes que o menino vai este ano já vai para a escola, não é como o infantário. Vai ser uma mudança brusca, e ele não pode sair de casa assim. Vamos ver como é que ele se adapta à escola e depois logo se vê. Sabes, ele é muito agarrado ao pai. E a seguir ao Verão é pior, ainda agora eles foram uma semana para a Altura e o Jorge diz que nunca viu o puto tão feliz. Sabes como é que  é,  têm sempre aquela cumplicidade com o pai...

Eu não sou de intrigas, mas se calhar avisava a amiga do Jorge que a escolaridade obrigatória aumentou e o Jorge vai poder usar o argumento da escola pelo menos nos próximos 12 anos...



segunda-feira, 15 de julho de 2013

Tomem nota

No banco, também para actualizar os dados da conta bancária, uma morenaça turbinada.
O funcionário, novinho e atencioso: 
- Então, se faz favor, dê-me o comprovativo de morada.
- Aqui tem. Que maçada, mas para que é isto, se eu não mudei de casa?
- Pois é, mas são instruções do Banco de Portugal, por causa do Basileia II, não é só o nosso banco.
- Só para nos fazer perder tempo é o que é.
- Então deixe-me só confirmar os restantes dados. Data de nascimento, por favor...
- 33 anos, uhhhh, portanto, 23 de janeiro de uhhh, setenta e uhhhhh, portanto, oitenta?
- Deixe estar, eu vejo no cartão de cidadão, com licença.
Pega no cartão, arregala os olhos.
- 23 de janeiro de 72...


Dois conselhos, também, deste Mirone que não dura sempre:
Escolham bem a ocasião para mentir sobre a idade. Se calhar, mas só se calhar, mentir ao banco não é boa ideia.
Se ainda assim, ponderados os prós e os contras, vos parecer sensato mentir, pelo menos façam o trabalho de casa e saibam a data do vosso "nascimento".

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Nota-se muito?

Aviso: Este diálogo ocorreu numa estação de correios à pinha, em pleno século XXI, entre duas jovens, na casa dos 20 anos.


- Então gajinha, por aqui? Que é feito de ti, que ninguém te põe a vista em cima há um porradão de tempo? ‘Tás com bom ar, não me digas que arranjaste um gajo?

- (risos) Oh pá! Nota-se muito? Tenho tantas novidades, mas é segredo, não contes a ninguém.

- Conta, carago, conta!

- Oh pá, sabes o Jorge, o amigo do Nuno?

- Jorge? Não... Qual Nuno?

- O Jorge, amigo do Nuno da Tânia que trabalhou comigo! O Jorge, aquele alto que ‘tava com eles no ano passado no Santo António!

- Oh pá, e com a sangria que a gente mamou como é que queres que eu me lembre do Santo António do ano passado? Nem o deste ano, quanto mais...

- Não interessa. Encontrei-o a seguir ao Carnaval, combinámos um café e nunca mais nos largámos! Oh pá, ele é tão querido, ias gostar dele. É super romântico, vê-se que é um gajo certinho, de família, não é desses garotos que é só curtir. Fogo, nem tem nada a ver com os trastes que me têm saído na rifa!

- Oh pá ‘miga, fico tão feliz, tu mereces!

- Pronto, ele ainda é casado, mas é como se não fosse. Ele diz que a mulher é uma parva egoísta, um filme que nem queiras saber, já nem dormem juntos nem nada. Oh pá, e só tem olhos para o filho! Por isso é que isto tem de ser uma cena “descortada”, nem podemos assumir nada em público. Ele diz que não quer traumatizar o menino. Já viste? Quantos gajos é que tu conheces que deixariam os sentimentos de lado só para proteger o filho? Oh pá, acho que finalmente acertei!



Jorge, és o maior do teu bairro!

Namorada do Jorge, chego a acreditar que sim, que o mereces, não sei que palavra escolher, mas também és a maior!

Amiga da namorada do Jorge, belo traseiro! (agora esquece-te de contar a toda a gente...)