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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ai agora a estupidez chama-se azar? Pois...

Então Mirone, como te corre a vida?
Mal!
Oh, de mau humor logo pela manhã? Então, mas hoje é sexta feira, até te levantas mais cedo, porque sabes que quanto mais cedo começares a trabalhar, mais cedo te despachas e, com sorte, a meio da tarde entras de fim de semana!
Rrrrrr, era essa a ideia...
Então, se é assim o que é que estás a fazer em casa a esta hora?
Vim mudar de roupa que tive um azar...
Um azar? 
Sim, um azar! O que é que foi, nunca tiveste um azar com a roupa? Um azar!
Então?
Então, acontece que eu vi nas previsões meteorológicas que davam chuva e vento para hoje, que grande parte do país estava sob aviso amarelo durante esta sexta e amanhã. Mas lembrei-me que as pessoas gostam de dar nomes pomposos às coisas e de se alarmar por motivo nenhum e que o alerta amarelo é o segundo numa escala de quatro, que vem logo depois do verde (Já agora, alerta verde?! Ui tenham lá cuidado que vai estar um dia bem agradável, sem vento, sem chuva, com temperaturas amenas. Alerta verde?! Pelo amor da santa!). E que estava um dia bem bom para vestir umas calças de sarja bege! E lembrei-me que a pergunta do Mr Mirone "vais sair assim?" era perfeitamente despropositada, que nunca antes tinha dado palpites sobre o que visto, que também não seria hoje. Também me ocorreu que hoje era um bom dia para me armar em fashionista, e pensei que com aquelas calças era melhor calçar uns sapatos de salto alto, porque com calças claras e sabrinas, se uma pessoa for gorda vai parecer ainda maior e que, portanto, devia calçar uns sapatos bem altos, daqueles que alongam a perna e tiram 5 kg virtuais. De qualquer maneira vou passar o dia todo no escritório, nem tenho de andar muito...
Ãh, ãh, tiram 5 kg... fia-te na virgem e não faças dieta...
5 kg virtuais, uma pessoa endireita as costas e fica mais alta e com melor postura. Se calhar nunca ouviste isso, querem lá ver?
Então e o azar? Se até estavas mais elegante isso é uma sorte.
O azar é que os sapatos têm uma sola escorregadia, e que a escolinha da Mironinho fica numa rua inclinada, com calçada, que com esta chuva também não facilita a vida a quem anda de saltos. E afinal não eram só chuviscos como eu pensava que seriam, estava a chover, quase a chegar ao portão da escola veio uma rajada de vento que arrastou um jornal ou folheto de supermercado, ou sei lá, era um papel colorido e eu quis desviar-me num golpe de cintura. Só que trazia a Mironinho numa mão e o chapéu de chuva e a mala noutra, pus o pé em falso e estatelei-me no chão. Com toda a gente a ver! Sujei as calças beges e torci o pé!
Doeu muito, a queda?
Doeu, na alma! Agora tive de vir a casa mudar de roupa e sapatos. Se isto não é azar é o quê?
Pois, azar, agora chama-se azar...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

E o que eu gosto disto...

A preguiça e a inércia são para muitos defeitos terríveis. Mais, na maior parte das vezes são o espelho da irresponsabilidade e da estupidez. Coisa para andarem de mão dada a dançar à roda, felizes da vida. Ainda assim, convivia pacificamente com elas.
Por preguiça, ou "para meu conforto", como aconselham os fornecedores de serviços, pago todas as contas domésticas (energia, água e comunicações) por débito directo. Por preguiça também, e aqui não há volta a dar, é preguiça mesmo, todos os meses me esqueço de comunicar as contagens para o número indicado nas facturas. Mas todos os meses constato que me estão a ir ao bolso. E todos os meses digo que da próxima vez faço a contagem. Mas não faço. Perdão, nãofazia. No mês passado fiz. 
Este mês tenho 196 euros, ah pois, 196 euros de crédito na factura da EDP, por 8 meses sem contagens. Pelas minhas contas, é coisa para não pagar luz nos próximos 2 meses!
Senhores da EDP, um grande beijinho (vou fingir que não me senti esbulhada estes neses todos em que ficaram com dinheiro que não era vosso e que nunca irei receber juros pelo tempo em que o meu dinheiro esteve ao vosso dispor).

 







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sábado, 14 de setembro de 2013

"Suponha-mos" ou, mas o que é que isso me interessa?

Queridos leitores, hoje proponho-vos um exercício mental diferente. Vamos brincar aos consultórios sentimentais, uma espécie. Eu apresento-vos uma questão, uma espécie de dilema, que atormenta uma "amiga minha" - que eu não tenho preocupações dessas - e vocês, meus anjos, meus queridos, qual Maya, qual Maria Helena Martins, respondem. Tudo isto no plano dos "suponha-mos" (lê-se "supônha- mos" e não suponhamos).
Então vamos começar:
"Suponha-mos", que a minha amiga foi arranjar os pés porque os calcanhares estavam um bocadinho secos por causa da praia e essas coisas, que eu não faço a mínima ideia do que são, e no dia seguinte tem o almoço do 39.º aniversário de casamento dos sogros.
"Suponha-mos" que os calcanhares da minha amiga ficaram macios como os de um bebé e com a pele fininha que dá gosto.
"Suponha-mos" que, entretanto, a minha amiga viu a luz e decidiu adoptar um estilo de vida mais saudável.
"Suponha-mos" que essa minha amiga detesta ginásios e tem pouquíssima paciência para o pessoal das corridas.
"Suponha-mos" que leu um artigo que diz que caminhar pode ser tão eficaz como correr.
" Suponha-mos" que essa minha amiga até tinha uns ténis todos xpto que numa outra vez, também num momento iluminado, decidiu comprar.
"Suponha-mos" que a minha amiga acordou cedo e decidiu, sem que ninguém se apercebesse, ir fazer uma caminhada matinal.
"Suponha-mos" que até há um percurso à beira rio bem jeitoso, plano, para não cansar muito.
"Suponha-mos" que lá para o sexto kilómetro, dos oito que o percurso tem, a minha amiga começou a sentir uma moínha no calcanhar.
"Suponha-mos" que ignorou a moínha e continuou a andar, porque afinal nem estava muito cansada.
"Suponha-mos" que a minha amiga chegou a casa e viu que tem uma bolha do tamanho de uma moeda de dois euros no calcanhar.
"Suponha-mos" que aquilo lhe está a doer que se farta.
"Suponha-mos" que não consegue usar nada ali (nem tiras de sandálias, muito menos sapatos fechados atrás").
"Suponha-mos" que a minha amiga se vem queixar da sua pouca sorte.
O que é que vocês lhe diziam?
PS - a minha amiga pede-me para vos dizer que os ténis têm o tamanho certo e que usaou meias de algodão e que fez tudo "by the book" e para avisar que nem pensem mandá-la usar havaianas no tal almoço...

sábado, 31 de agosto de 2013

Eu não percebo...

Sai uma pessoa de casa, feliz da vida que é fim de semana, passa pelo quiosque, leva os jornais e revistas que tem de levar, dirige-se à esplanada, pede o café e senta-se para o que pensa ser uma horita sossegada.
As criancinhas correm na praça, os paizinhos conversam, tudo muito bem, muito bonito, muito romântico, com diminutivos e tudo. Os pombos, essas ratazaninhas aladas, e o que eu gosto de ratazanas, senhores, vêm procurar migalhas nas mesas. Respiro tranquilamente. O castelo continua lindo. O raça do pombo que nem pense vir para a minha mesa, que só tenho café. Sol morno, o Verão está a acabar. O pombo outra vez. Não, ratazaninha piolhosa, nem tu me tirarás o sorriso do rosto. Vai lá voar para longe de mim se fazes favor, sim? E encho o peito de ar. Se isto não é a felicidade, há-de andar muito perto.
E depois ouve-se isto, na mesa ao lado.
- É que não estás bem a ver? É caça à multa, aqueles filhos da mãe! 60 euros, pá! 60 euros! 12 contos em dinheiro antigo! Só porque deitei fora a beata do cigarro. Era para o alcatrão meu! Se andassem atrás desses políticos corruptos, que é uma vergonha, mas não, quem se lixa é o mexilhão!

Estou capaz de lhe emprestar o jornal que comprei. Ou de amestrar um pombo, que lhe deixe uma valente poia na testa.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Consideração

Se hoje este blog andar mais imbecil que o costume, relevem, mas temo que a estupidez seja contagiosa e acabaram de me "tossir" para cima.

- Bom dia Mironinho, como está?
- Sr.ª D. Chatinha, bom dia! Estou bem e a senhora, como está?
- Ando melhor, graças a Deus, não  piorando, o diabo seja cego, surdo e mudo, lagarto, lagarto lagarto. Esteve de férias, dá para ver pelo bronzeado.
- É verdade, foram quase duas semanas. Por mim, voltava mais duas!
- Fica-lhe bem essa corzinha, mas mais não, senão fica a parecer essa gente da Roménia que anda a pedir à porta dos supermercados, credo, que caras tão feias!

...

Com certeza, Sôdona Chatinha! Sempre a considerá-la...






terça-feira, 23 de julho de 2013

Se calhar nunca te aconteceu...

Hora de almoço. 
Preciso de ir à Fnac. Decido dar um saltinho rápido a um centro comercial. Parque de estacionamento praticamente cheio. Então, mas não deviam estar todos de férias?  Estaciono longe do elevador, logo eu que arranjo sempre um lugar à porta, digo mal da vida, que tenho que levar com o bafo dos estacionamentos subterrâneos, que detesto. 
Subo, vou à Fnac, não há o livro que procuro, vou ver se encontro na net (onde é que eu arranjo os Sermões de Padre António, alguém me ajude). Desço, apanho o bafo do estacionamento subterrâneo, resmungo mais um bocado. Chego ao carro. O QUÊ?! Porta do condutor toda amassada!!!! Bonito! Era mesmo disto que eu precisava.
Atravesso o estacionamento, queixo-me do bafo do estacionamento subterrâneo, dirijo-me a um segurança que anda a brincar aos seguranças, só pode, montado na sua Segway. 
- Senhor segurança, por favor, por acaso não se apercebeu de um carro ter batido noutro mesmo agora?
- Mas como?
- Fui só à Fnac, não demorei 10 minutos e quando cheguei tinha a porta do lado do condutor toda batida. Deve ter sido o carro do lado a sair...
- Pois, não me apercebi de nada.
- Então e como é que eu tenho acesso às imagens de vídeo-vigilância?
- Não tem. Faz queixa na polícia e se a polícia entender pede ao ministério público para pedir ao tribunal e o tribunal depois é que pede... Agora assim, não podemos ceder as imagens a terceiros, desculpe lá.
- Pois, percebo... Já vi que sim, que vou ter de apresentar queixa. Se participo isto ao seguro como acto de vandalismo eles sobem-me o prémio que é um disparate.
- Mas olhe que tenho andado por aqui e não me apercebi de nada, nem estão aqui vidros ou plásticos. É que ainda é uma grande mossa. Tem a certeza que não estava assim antes?
Olha-me este, a desconfiar...
- Claro que não estava. Acha que se estivesse eu estava aqui a perder o meu tempo? Pronto, deixe estar que eu vou apresentar a queixa... De qualquer maneira devem pedir-me isso quando fizer a participação ao seguro. Mas agradeço-lhe na mesma, boa tarde.
Carrego no comando da chave. Click click. Oi?! Então o barulho vem de trás?! Carrego outra vez, Click click.
Afinal aquele não era o meu carro. O meu carro, intacto, estava numa fila atrás...
Juro que consegui ler isto no olhar do segurança...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Aceitam-se gorjetas (e outras ofertas em geral)

Nunca fui pessoa de dar gorjetas. Nem sei se fica bem dizer isto. Se não ficar, azar, está dito, e é para o lado que durmo melhor, sou um Mirone de convicções fortes, convicções que podem mudar a qualquer momento, mas fortes enquanto duram, assim como aquilo do amor e da eternidade, uma espécie, pois...
Dizia eu que, por norma, não dou gorjetas. E não o faço por dois ou três motivos principais. Primeiro, nunca sei quanto devo deixar. Será muito? Parece ostentação? Será pouco? Será uma esmola ou, pior, um insulto? Depois, e se calha àquela gente ter um patrão "maucomáscobras" que fica com o dinheiro todo para si, em vez de o entregar aos empregados? Eu não quero dar o meu dinheiro a um fulano "maucomáscobras". Por último, eu sei que a gorjeta deve ser encarada como uma recompensa pelo bom serviço prestado e que, em muitos casos, é uma forma de o empregado ver o seu magro rendimento alargado. Mas caramba, ninguém me paga mais quando o meu trabalho é bem feito (se me pagarem a tempo e horas sou um Mirone feliz), é obrigação de cada um cumprir as suas tarefas com competência, "olhaquesta"! Não basta voltar? Se volto é porque gostei do serviço, se volto, estou a gastar o meu dinheiro, estou a trocá-lo pelo bom trabalho/serviço que me prestam. Às vezes penso que isto devia ser como no estrangeiro (sim, Mirone viaja, Mirone vai ao estrangeiro), onde nas contas já vem uma parcela relativa à gorjeta. 
Há uma outra razão que me leva a não dar gorjetas e tem a ver com a má experiência que tive da primeira e penso que última vez que o fiz.
Desta vez aconteceu no ano 2001.Como já  vos contei, tinha acabado o curso há pouco tempo e, no final da outra formação de que já vos falei, decidi fazer uma pós-graduação em Coimbra. De maneira que, todos os sábados de manhã, o Mirone madrugava para se lançar à A1, para um dia inteiro de aulas.
Numa dessas manhãs frias de Janeiro sentia que o carro me fugia na estrada, estava esquisito nas curvas. A certa altura, quase a chegar a Coimbra ouço "Brlumbumbumbumbumbum" e a direcção a prender. 
Oh gaita, tenho o pneu furado! Encostei na berma, saí do carro. Xiii, o pneu está todo rasgado! Então era por isso que o carro estava estranho, já devia vir furado há imenso tempo... Sem medos Mirone, isto é num instante, daqui a dez minutos tens o pneu trocado e podes seguir para a tua pós-graduação maravilha.  Abro o porta bagagens, tiro o triângulo, recuo os metros regulamentares (não me perguntem que já não me lembro, a minha cabeça já não é a mesma, e prefiro ocupá-la com outra informação, quase sempre irrelevante), monto o triângulo a assinalar a minha presença na berma, regresso ao carro, tiro o pneu, o macaco, a chave de parafusos e começo a desaparafusar a roda. Começo o tanas! Os parafusos estavam tão apertados que nem com toda a minha força e o meu peso em cima da chave, eles se mexiam.E nenhum carro teve a curiosidade ou bondade de parar para saber se eu precisava de ajuda. Tivesse eu uma bruta mini-saia ou um decote até ao umbigo e de certeza que a A1 teria entupido com homenzarrada a querer ajudar uma donzela em apuros. Mas comigo, nada, nem as moscas ali paravam (menos mal, bicho estúpido, de todas as criaturas de Deus, seguramente as que menos préstimo têm).
Que remédio, vou ligar à assistência em viagem da Brisa, ainda há pouco passou uma carrinha por mim, estão aqui num instante. Dirijo-me à cabine laranja mais próxima e, depois de me chamarem quase tudo, que a mudança de pneu não é uma avaria, que não é para isso que a assistência serve, lá mandam vir a carrinha. Devo ter feito a força toda que havia a fazer, porque num ápice as porcas estavam desenroscadas e a roda trocada, com má vontade, mas trocada. Logo ali tive que pagar 15 contos (ainda era em contos), em notas (não trazia cheques e na altura ainda não estavam generalizados como agora os terminais de pagamento sem fios). Por acaso tinha levantado dinheiro, porque tinha de almoçar, abastecer combustível e depois das aulas ia directamente para um jantar de anos (também tenho de arranjar um tempo para escrever sobre o regresso a Lisboa, nesse mesmo dia). Paguei-lhes o que tinha a pagar e os senhores continuavam ali, a olhar para mim. Devem estar à espera de gorjeta, o que é que eu faço? Dou, não dou? Abro a carteira e tinha mais 5 contos, duas notas de 2000 e uma de 1000. Eh pah, para dar, tem de ser aos dois. Agarro nas notas de 2 contos e, de olhos no chão, sem saber o que se costuma dizer ou fazer naquelas ocasiões, entrego uma a cada um enquanto murmuro entre dentes "olhem, é para beberem uma cerveja, ou um sumo, não se fala mais nisso".
Estou a escrever isto e sinto uma vergonha igual à do dia em que se passou... Mas onde é que tu tinhas a cabeça Mirone? Dois contos a cada um, mas tu tens uma árvore das patacas no quintal?! "para beberem uma cerveja ou um sumo"?! Que estupidez!!!!

E foi a partir desse dia que decidi nunca mais na vida dar uma gorjeta (mas aceito, sintam-se à vontade).

PS - Ainda assim, ontem tive vontade de dar uma aos senhores que lá foram a casa (dei-lhes um copo de água, também é para beber).

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Uma pessoa ouve cada coisa...

A mais velha, não tão mais velha, visivelmente transtornada, ralhava. A mais nova, não tão mais nova, entre baba e muito ranho, já só soluçava...
- Sabes que só te digo isto porque gosto de ti, escusas de estar a chorar dessa maneira.
- Mas, mamã, não é bem assim!
- Olha para ti, estás enorme, disforme. Se não consegues fazer dieta, tens que tomar uma atitude radical, põe uma banda gástrica.
- Oh mamã...
- Logo tu, que de todas a três filhas toda a gente me diz que és a mais bonita. Que desgosto!
- Mamã...
- Mas achas que alguém te pega nesse estado? Tens 37 anos e estás encalhada!
- Oh mamã, estás enganada...
- Com a tua idade já eu estava casada e com 3 filhas. Não tens vergonha de desperdiçar assim os melhores anos da tua vida? Achas que é nessa figura que vais arranjar alguém?
- Arranjo mamã, isso nunca me faltou.
- Arranjas o quê? E digo-te mais. Ninguém tem culpa de ter um pai que é pobre, mas uma coisa te garanto, só depende de ti teres um marido rico.


Agora era a hora de dizer "ah, que bonito assitir a estas conversas cúmplices de mãe e filha". Optei por levantar-me e sair. Há certas coisas que não preciso mesmo de ver nem ouvir...