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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Rebelde com causa

Lentamente, o corpo começa a dar-me sinais de que já não tenho a resistência que tinha há uns anos, quando fazia os disparates que entendia e ainda assim mantinha a frescura de uma alface orvalhada. Lentamente, o corpo começa a dar-me sinais de que a alface orvalhada caminha a passos largos para couve lombarda velha, dura, enacarquilhada. Lentamente, hoje, tudo à minha volta acontece lentamente, muito lentamente.
Ontem deitei-me tarde. Hoje levantei-me cedo. Não preciso de dormir muitas horas para ficar bem, mas hoje estou realmente a ressentir-me. As sestas durante as férias deram cabo do meu bio-ritmo. Mas isso faz-se em duas semanas? Comigo fez-se. Aquelas duas semanas de sestas e uma noite de três horas. 
Já bebi vários cafés, um ao pequeno almoço, outro a meio da manhã e outro a seguir ao almoço. Gostava tanto de ser daquelas pessoas que ficam cheias de energia quando bebem café. Mas não, comigo o café parece que tem o efeito de um copinho de leite quentinho antes de deitar. 
Desde a hora de almoço que me encontro nesta modorra, que moleza,  apetece-me dormir. L-e-t-a-r-g-i-a... Tento pensar em mil e uma maneiras de acabar de vez com este sono, mas só me ocorre uma solução e logo a mais básica - que é dormir mesmo. E onde? Como? Que disparate, vou lavar a cara com água fria, beber outro café que passa. Não passa, estou a dizer-vos. 
A moleza, essa rebelde, quem diria, não me dá tréguas.





quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Decisões difíceis

Tempos difíceis exigem decisões extremas. Não sei se foi Churchill que o afirmou, mas podia muito bem ter sido pelo que  achei apropriado atribuir-lhe a autoria desta frase inspiradora e levá-la à letra.
O café do almoço não produziu o efeito desejado, nunca produz, mas gosto de o tomar, e estava capaz de agrafar as pálpebras à testa para não adormecer (decisões extremas, lá está). Dormia agora uma sestinha... Não Mirone, deixa-te disso, vai para a net que já te passa o sono. E fui. Mas estava difícil, muito difícil. Na minha cabeça, ao fundo, parece que oiço a voz do senhor do charuto (queira perdoar-me a ligeireza no tratamento Sir Winston Churchill), "Difficult times demand tough decisions!". E pareceu-me bem, muito bem. Se os tempos o exigem, tomemos as decisões difíceis, então.
Não sei se sob a influência do estadista, se pelas palavras doces e preocupadas da Sr.ª D.ª Chatinha, decidi que esta sexta feira faço gazeta e vou à praia. Ser chefe de nós mesmos, nós próprios, também não sei qual é a forma mais correcta, não traz só desvantagens. Oh não! Agora tenho aqui outro senhor, parece-me Salazar, não sei bem, a dizer "se soubesses o que custa mandar, toda a vida quererias obedecer". Tempos difíceis, estes que sucedem a hora do almoço, é o que vos digo.
A primeira decisão está tomada, fazer gazeta. Agora falta-me a decisão difícil, largar a blogolândia e começar a despachar serviço. 





domingo, 11 de agosto de 2013

Casamento cigano

A minha vida em férias parece um casamento cigano, mas sem a parte dos ciganos, propriamente ditos. Também não me parece que vá acabar aos tiros, mas sou capaz de querer dar um tiro a alguém quando voltar ao trabalho.
É estar em família, com os amigos que quase só encontramos nas férias! Festas e sestas!  Este "casamento" começou na quinta feira passada e vai durar pelo menos mais uma semana! Tão bom!
Vou voltar à festa!