O meu plano de Seis passos para não andar a comer doces até aos reis:
1. Reforçar o stock de tupperware lá de casa.
2. Juntar a família toda para um lanche no dia 25.
3. Definir o que cada um vai levar.
4. Distribuir mais de 30 pessoas por casa.
5. Ameaçar a família de sequestro (ninguém sai enquanto houver comida na mesa - ou se come ou volta à procedência devidamente acondicionada nos tupperware referidos em 1).*
6. Deitar a Mironinho antes das nove da noite porque adormeceu no sofá exausta de tanto brincar.
*obrigada cunhados pelo conjunto de facas oferecido.
Falam-se línguas (translate)
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Arlindo Orlando <3 Sónia Sandra!
Muitos anos depois, e já na companhia de Célio Celso, Sónia Sandra haveria de recordar a noite fria em que Arlindo Orlando a pediu em casamento. Sim, adoro Gabriel Garcia Marquez!
Muitos anos depois, e já na companhia de Célio Celso, Sónia Sandra haveria de recordar a noite fria em que Arlindo Orlando a pediu em casamento. Sim, adoro Gabriel Garcia Marquez!
Corria o ano de 2001 e Sónia Sandra acordara naquela madrugada gelada de Janeiro cheia de planos para um dia que se adivinhava longo. Haveria de se fazer à sua querida A1, enfrentar o nevoeiro e o frio para na velha Universidade ter um cansativo dia de aulas, que começaria às nove da manhã para só terminar às seis da tarde. Regressaria depois a Lisboa onde o seu namorado Arlindo Orlando e conservadora família a esperavam para um jantar comemorativo do seu (Arlindo Orlando) aniversário.
O dia adivinhava-se longo, portanto, mas a perspectiva de o terminar nos braços do seu amado assegurava-lhe todas as forças de que precisava. Sónia Sandra era uma jovem mulher feliz!
Como jovem mulher feliz que se sentia, nem o triste episódio do furo daquela manhã, abalava o sentimento de plenitude que a invadia. Nem o facto de, atrasada que chegou, só ter conseguido estacionamento numa ruela estreita, atrás da Faculdade. Nem a omelete gordurosa que comeu num snack-bar ali ao lado, à hora de almoço, e que pagou com as poucas moedas que lhe restavam na carteira (mas onde está uma caixa multibanco quando precisamos dela?). Nem o ardor, primeiro ligeiro, depois mais forte que sentia no olho esquerdo. Sónia Sandra estava feliz, corria-lhe a vida de feição.
No fim das aulas, correu ao WC para trocar de roupa e aprimorar a maquilhagem. Arlindo Orlando reservara mesa num badalado restaurante e Sónia Sandra não queria apresentar-se com os discretos jeans e cara "deslavada" com que comparecera nas aulas. Ademais, queria estrear o vestido preto (Carolina Herrera, se não estou em erro) adquirido recentemente numa promoção irresistível do El Corte Inglés de Vigo (nem uma palavra, é um destino tão válido quanto qualquer outro) na última passagem de ano. Caramba Sónia Sandra, aquilo do vestido preto funciona mesmo. Pareces uma senhora, elegante, sofisticada! Ooops! Uma malha nos collants (Sónia Sandra até podia sentir-se uma senhora sofisticada, mas as suas nádegas não se compadeciam com a aragem fria de Janeiro, por muito sensual que lhe parecesse a ideia de usar meias e cinto de ligas em vez de collants)! Não havia problema, Sónia Sandra, além de jovem mulher feliz era também previdente e levara consigo um par suplente. Collants rotos no lixo, collants novos nas pernas, aproxima-se do espelho para se maquilhar. Oh não! O ligeiro ardor que sentira no olho a meio da manhã e que começava a tornar-se mais incomodativo ao longo do dia era nada mais que uma conjuntivite! Imediatamente tirou as lentes de contacto e pôs os seus óculos. Deu uma cor às maçãs do rosto, passou baton nos lábios e não arriscou sequer uma máscara de pestanas. Nunca tinha tido conjuntivite, mas sabia que não era coisa para se brincar. Usaria os seus óculos pretos, de massa, os únicos suficientemente fortes para suportarem os pirex que usava como lentes (que triste é ser-se míope desde os 10 anos). Sónia Sandra quis acreditar que os óculos lhe conferiam até um certo ar intelectual. Não, não haveria de parecer mal no jantar de aniversário de Arlindo Orlando.
Confiante e em passo apressado (entre outras habilidades Sónia Sandra era perita em enfrentar calçadas antigas e irregulares de saltos altos), que em Janeiro às seis e meia já é noite, dirige-se ao carro. Novo contratempo. Esquecera-se de recolher os espelhos retrovisores, erro crasso numa rua estreita, já devia saber, e alguém lho tinha partido. Sem medos Sónia Sandra, és uma mulher decidida e independente! Pancadinha daqui, jeitinho dali e o espelho, outrora pendurado por um fio, estava perfeitamente encaixado no lugar de onde nunca deveria ter saído.
Seguia agora tranquila na A1. Dentro de duas horas poderia beijar o seu querido Arlindo Orlando. Logo depois de Condeixa o retrovisor começa a dar sinais da sua frágil condição. Abrandou a velocidade, Ainda estava com tempo. A 120/130 km/hora chegaria bem a tempo do jantar. O abrandamento, porém, não foi suficiente e, na área de serviço de Pombal, teve de sair e voltar a encaixar o espelho. Aguentaria até perto de Leiria, onde voltou a parar para consertar o espelho. Ao chegar a Fátima já o espelho estava novamente pendurado. Tinha de arranjar outra solução. Parou na área de serviço de Santarém. É incrível, no meio de tanta bugiganga à venda nas lojas de conveniência nem um único rolo de fita cola! Mas o espelho não podia seguir pendurado, iria estragar-lhe a pintura do carro, além do perigo que representava. Sónia Sandra teve então uma ideia que, sabendo disparatada, era a única que lhe parecia exequivel. Maldisse-se por ter deixado os collants estragados no cesto do WC da Faculdade. Ter-lhe-iam sido tão úteis. Bonito! Está a pôr-se uma chuva miudinha, era mesmo o que eu precisava para a viagem. O meu cabelo! Estiquei-o esta manhã! Estava tão lisinho. O que tem de ser tem muita força Sónia Sandra! Dirigiu-se ao WC, tirou os collants e improvisou com eles uma amarra para o espelho. Já não mexe! Amanhã logo procuro uma oficina que me encaixe o espelho como deve ser. Agora é prego a fundo que ainda tenho de passar num centro comercial a arranjar meias.
A restante viagem, efectivamente, correu bem e sem outros sobressaltos. Não foi tão rápida quanto calculou, por causa da chuva, e apesar do ar curioso do portageiro quando o viu, o espelho aguentou-se no seu lugar. Estava a passar o aeroporto quando o telefone toca. Era o seu amado Arlindo Orlando, a saber se ainda demorava, que já só faltava ela, Sónia Sandra. Estou a chegar, estou mesmo a chegar.
"Voou" como pôde até ao restaurante. Rezou para que ninguém reparasse que não trazia meias e com a segurança possível entra no restaurante.
À sua espera, Arlindo Orlando, acompanhado dos pais, irmão, cunhada e avó, recebe-a com um abraço apertado. Sónia Sandra era novamente uma jovem mulher feliz.
- Agora que chegaste, meu amor, e aproveitando o facto de ter a família comigo, quero dizer que és a mulher mais bonita que já vi e que o maior presente que me podias dar neste aniversário é aceitares passar o resto da tua vida a meu lado.
E foi assim que Sónia Sandra, sem meias, de cabelo frisado, óculos com lentes de fundo de garrafa e olho de goraz com uma semana fora do frigorífico, soube que era junto de Arlindo Orlando que queria envelhecer, com os Igor Romeu e Petra Priscila que Deus lhes quisesse dar.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Momentos Kodac
Quando se tem uma família numerosa, os almoços de família são uma animação. Há sempre mais uma história da infância para contar, um acontecimento caricato que o passar dos anos promoveu de anedota a quase-lenda. Procuram-se fotografias, vai-se ao sótão buscar o projector de slides e a tela e viajamos no tempo, "Eish, lembro-me tão bem deste casaco!", "Olha, quando começaste a andar", "Oh, os primos todos, alinhados, desdentados, com as caixas de Bombocas que o avô Zé trazia! Gostava tanto de bombocas. Há uns anos voltaram, mas não são a mesma coisa". Abrem-se gavetas, vasculham-se caixas, a primeira madeixa de cabelo cortada, a caneta de aparo usada exame da quarta classe, "Posso ficar com ela mãe? Não, foi o avô que ma trouxe da Índia, é para ficar aqui, depois de eu morrer façam o que quiserem, mas por enquanto fica aqui". A primeira máquina fotográfica. As santinhas de papel que a avó coleccionava. Relíquias, à nossa maneira.
Ontem, em casa dos sogros, com os seus irmãos, "E lembras-te daquela vez que o tio padre nos levou a Santiago de Compostela? De termos sido levados pela Guardia Civil mal passámos a fronteira, porque acharam estranho que um padre levasse quatro criancinhas consigo?". "E a Tó, lembras-te da Tó, da galinha de estimação que trouxemos? Hei-de ter aí uma fotografia com ela ao ombro, como um papagaio dos piratas. Espera lá que vou procurar. A Mironinho é que vai gostar de ver o avô com uma galinha ao ombro". Também ali se abrem gavetas, vasculham-se caixas...
Até que, embrulhado num papel de seda amarelado pelo tempo, se apalpa qualquer coisa. "Que é isto? Deixa cá ver... Uhhhg! Dentes! Olha lá, para que é que queres isto?" Um papelinho manuscrito, desvenda o mistério. "Dentes de Javali que eu comi". Aparentemente, e na falta de uma máquina fotográfica que perpetuasse o momento, guardaram-se os dentes do bicho. "Isto foi uma vez que fui com o meu pai e com o primo Chico a Lavra, devia ter uns 10 anos. Foi a primeira vez que comi javali. Arranja-me uma bolsinha que é para guardar".
Em casa do meu sogro, na gaveta dos álbuns fotográficos, na "caixinha dos tesouros" repousam os dentes do primeiro javali que comeu, desta vez, com direito a registo fotográfico.
Será que alguma vez comeu elefante? Não me parece. Mas também, onde é que ia arranjar uma bolsinha suficientemente grande?
sábado, 10 de agosto de 2013
Ninho vazio
Há muitos anos, num daqueles almoços de Verão, que juntavam toda a família e amigos, alguém dizia que a melhor forma de "contornar" o síndroma do ninho vazio era ter uma piscina. Os filhos até podiam partir, mas, como andorinhas, voltariam, em bando, logo que chegasse o calor. Confirmo! Este fim de semana são uma dúzia de andorinhas!
domingo, 4 de agosto de 2013
Caracóis
Fins de semana de Verão, sobretudo os de Agosto, têm para mim um significado: Caracóis!
Ai que bom, adoro um bom prato de caracóis!, dizem vocês. Pois sim, os caracóis são um petisco, mas não é bem isso que eu estou a dizer. (Não me trucidem, mas enoja-me um bocadinho comer caracóis... eu já provei, e nem é mau, até gostei, mas ponho-me a pensar no bicho, todo ranhoso... uhhh).
Os meus fins de semana de Agosto são passados em modo caracol, ou seja, dentro da casca e de molho. E mexo-me devagar, muito devagarinho. Vá, também vou pondo os pauzinhos ao sol, haja uma espreguiçadeira e um livro...
Portanto, não me procurem nas praias cheias, no meio da confusão.
Prefiro rodear-me de familiares e amigos, com os pés de molho, a criançada a gritar e a perguntar quando é que podem ir para a água, se falta muito para a digestão acabar, ela empurrou-me, Não empurrei nada, nunca mais brinco! Festas de anos infantis (este mês é uma por fim de semana!). Almoços que se colam aos lanches, lanches que se tornam jantares. Vivia bem assim o ano todo...
domingo, 7 de julho de 2013
É atar e pôr ao fumeiro
Vim cá só para vos dizer que ainda não comi bolas de berlim na praia este ano, que isso também não é relevante nem me transtorna imensamente, depois de comermos as bolas do Natário. Que ontem não tive assim tanto calor, porque só deixei o conforto do ar condicionado para ir almoçar a ver o mar e que ainda assim consegui estacionamento à porta do restaurante, sossegado, que o peixe tinha sido pescado minutos antes, que fiquei à mesa até meio da tarde. Que o resto do dia foi passado em família a brincar no jardim e a chapinhar na água. Que o programa para hoje é exactamente o mesmo.
Que amanhã será dia de trabalho. E que o armário do corredor lá continua e que as arrumações podem esperar.
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