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quarta-feira, 1 de junho de 2016

E eu que faltasse a um movimento blogosférico

Fotografei sapatos para o Pipoco, vesti pombos para a Palmier, fui ao Marquês com a Filipa, alguma vez ia deixar o Senhor Ministro desamparado? Nem pensar! 
O Senhor Ministro tem um blog de amor sem o amor para o alimentar, e isso entristece-o, definha-o. Ora eu, um coração de manteiga assumido, não consigo ver um ministro cabisbaixo, aceitei de imediato o desafio de, com a minha manifestação de amor incondicional, fornecer ao Ministro o alimento que teima em faltar-lhe. 

Senhor Ministro, excelência, saiba que não há de há dois meses para cá um dia em que não lhe dedique uns minutos a minha atenção. Sabe, Senhor Ministro, quantos minutos têm os meus dias? Ora bem, são vinte e quatro horas, com sessenta minutos cada uma, ora portanto, seis vezes quatro vinte e quatro, seis vezes dois, doze, é fazer as contas, como disse um dia um seu colega, e olhe que se deu bem, ainda há dias prestou provas na ONU. O senhor ministro esteve presente, sabe bem do que falo. Não são muitos, Senhor Ministro. Ainda assim, reservo sempre uns quantos para o visitar.
Senhor Ministro, não sei se o amor que lhe ofereço é o que procura, mas é genuíno, não é de desprezar. 
Traga-me no coração a dizer-lhe que me faz rir, porque é assim que o trago no meu.
Faça de conta que estamos num reality show, afinal, o que são os blogs senão um imenso reality show. 

Senhor Ministro, eu amo-o. Mas como irmãos.


4 comentários:

  1. How do I love thee? Let me count the ways.
    Lá está, nos Sonnets from the Portuguese, de Browning. E Dona Elisabeth não lia ainda hebdomadários nas internetes. Mas sabia uma ou duas coisas sobre corações -- e sobre contas, pois claro.

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    1. Ahahahah!

      Oh Xilre, agora fiquei sem jeito!

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  2. Ah Mirone, graças a Deus que ainda há mulheres como a Mirone, bondosas, generosas e magníficas! Assim sim, já vou ter ânimo para continuar por mais dois ou três dias!

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    1. Quem sabe, meu bom ministro, se os seus escritos destes dois ou três dias conseguem fazer crescer o amor fraternal que por si nutro e me abalance numa relação incestuosa.

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