Falam-se línguas (translate)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Geneticistas, médicos, enfermeiros, alquimistas, curandeiros, adivinhos, bruxos, curiosos e "palpiteiros" em geral, aproximem-se, por favor

Almocei com uma amiga filha de pai e mãe gémeos (calma, não se trata de nenhum caso escabroso incesto, dá-se apenas a coincidência de o pai ter um irmão gémeo e de a mãe ser também uma de duas irmãs gémeas) e assaltou-nos uma dúvida.
Aquilo de "ah e tal, os gémeos saltam sempre uma geração, um gémeo não tem filhos gémeos mas a probabilidade de ter netos gémeos é muito grande", é mesmo verdade, ou é tão verdade como fazer o teste da agulha ou observar a forma da barriga da mãe para adivinhar o sexo do bebé?

Fotografias da tarte? Foi o que se arranjou...

Quis saber quem sou, o que faço aqui

A pessoa combina com a sogra ir buscá-la ao mecânico mal deixe a filha na escola.
A pessoa deixa a filha na escola e segue em piloto automático para a referida oficina, perto do escritório.
A pessoa dá por si a cumprimentar uma colega e a explicar-lhe que...
- Eish, esqueci-me da sogra!

domingo, 4 de dezembro de 2016

Prepare os dias de jejum que se avizinham

Estenda massa areada numa forma de tarte, fure-a com um garfo e leve ao forno bem quente até ficar dourada. Reserve.
Numa frigideira anti-aderente deite duas chávenas de abóbora cortada aos cubinhos,  o sumo de três laranjas, uma colher de sopa de açúcar amarelo e um pau de canela. Deixe ferver bem para que a abóbora coza e a calda engrosse. Antes de retirar do lume deite uma colher de manteiga e mexa. Reserve.
Num tacho junte três colheres de sopa de açúcar, quatro gemas de ovos, duas colheres sopa de maizena e mexa bem. Despeje lentamente 800 ml de leite e um pacote de natas e mexa muito bem para não ficar com grumos. Leve ao lume a cozer, mexendo sempre até engrossar.
Deite os cubinhos de abóbora sobre massa quebrada e regue com o creme. Deixe arrefecer.
Antes de servir polvilhe com açúcar e queime com um maçarico.

Hiberne até à próxima primavera.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

E se a democracia fosse um jogo de berlindes?

Na Gâmbia é quase, a votação é feita com recurso a berlindes, o eleitor deposita o seu berlinde no "bidon" do seu candidato.
Haverá abafadores?

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

São bananas, minha Senhora, são bananas.

Ou eu tenho dois amores que em tudo são iguais, e não tenho a certeza de qual eu gosto mais. A saber, as pessoas que guardam mesa nas praças de restauração dos centros comerciais enquanto o companheiro vai para a fila dos pedidos (obrigando quem já tem a sua refeição a andar ali às voltas com a comia a arrefecer no tabuleiro), e as pessoas que pousam um pacote de arroz na passadeira da caixa de supermercado para depois irem buscar as restantes compras, com a desculpa que vão só buscar um pacote de leite, quando na verdade trazem uma lista de ingredientes para um banquete de cinco pratos quentes e sobremesas várias, bloqueando o andamento da caixa.

Hoje aproveitei a hora de almoço para fazer umas compras no supermercado e presenciei uma variação desta última atitude. Ao aproximar-me da zona das caixas vejo uma senhora de meia idade furar a fila e pousar um saco com bananas na passadeira, que entretanto estava cheia com as compras de um cliente, para grande estupefacção dos restantes. Diz que vai só ali buscar uns lenços de papel, que não se demora e afasta-se com a mesma pressa com que chegou.
Entretanto a minha fila avançava a bom ritmo, e as minhas compras, entre outras um saco com bananas, já estavam na passadeira. Eis senão quando sinto alguém a apoiar-se nas minhas costas. Acto contínuo, vejo um braço que se estica, afasta os meus guardanapos de papel, arreda as garrafas de água, empurra o esparguete e alcança finalmente os sacos da fruta. Eu assistia como quem acorda de uma anestesia geral e ouve as enfermeiras chamar o seu nome, mas é incapaz de qualquer reacção. A menina da caixa, idem. Indiferente, a madame continua, puxa um saco, vê que são tangerinas e larga-o. Puxa outro, confirma ser de bananas e recolhe-o. Desperto.
-Desculpe! O que é que está a fazer com as minhas bananas?
- Olhe, vinha buscar as bananas que a caixa três está a andar mais depressa, enganei-me. Credo, são só bananas, está ali um expositor cheio delas, não é o fim o mundo!




Nota mental: Da próxima vez que não me apetecer ir até ao fundo do supermercado buscar água, agarro no primeiro garrafão que encontrar numa passadeira, assim como assim, está lá ao fundo uma carrada de palettes carregadinhas deles.