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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Excesso de informação

Parado do outro lado da rua, em segunda fila e com os quatro piscas ligados, o meu vizinho, já cinquentão, apressava a mãe que conversava à saída da farmácia.
- Depressa mãe, falam depois que eu não posso estar aqui parado, a Céu está à espera.
- Pronto, pronto, estou a ir. Credo, este rapaz anda sempre cheio de pressa, parece ele que foi feito a correr. Por acaso até foi, que naquela altura eu e o pai tínhamos os horários desencontrados.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A minha vida dava um poema, dois ou três versos, vá

"Estavas, linda Mirone, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito"

Ai caraças, que nunca mais marquei a inspeção do carro e terça-feira é último dia! 





segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Sobre a perda de vergonha

- Mirone, estás boa? Já não te via há tanto tempo, que é feito de ti? Costumas vir cá muitas vezes?
- Olá, não, não costumo, mas vim em trabalho e parei só para beber um café.
- Aceito um cafezinho, sim senhora, assim pomos a conversa em dia. 

(Oi? "Aceito"?)