Falam-se línguas (translate)

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Piora antes de melhorar, ou só piora?

A palmeira semi-centenária que existia no jardim dos meus pais foi atacada pelo escaravelho encarnado e teve de ser cortada.
Duas ou três notinhas, só por curiosidade: 
Como é que um bichinho tão pequeno conseguiu comer uma palmeira daquelas por dentro daquela maneira?Parecia um emental, mas a cheirar a cheirar milhões de vezes pior que o mais fedorento dos queijos.
As larvas do bicho eram simplesmente no-jen-tas.
Mesmo completamente podre por dentro, a palmeira é uma árvore tramada de se cortar.
O lenhador/jardineiro encarregado de a cortar convenceu a minha mãe de que em vez de a arrancar pela raiz, coisa que ia deixar uma cratera de todo o tamanho no jardim, era preferível deixar o tronco a uns sessenta centímetros do chão e escavar-lhe uma cova, para fazer dela uma floreira. A minha mãe aceitou a sugestão peregrina e neste fim de semana andou a plantar umas carnudas.
A minha mãe foi submetida a uma pequena cirurgia que implica que fique internada uma noite (esta). decidi passar lá em casa para saber se a empregada precisava de ajuda para tratar do zoo.
Passei pela "floreira". Aquilo parece um molho de espinafres murchos. É suposto melhorarem ou vão ficar sempre assim?


Só lá faltava o Lamborghini roxo

Esta noite sonhei que estava com o Tino de Rans e o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, que tinha acabado de revelar que era o Xilre e que ia fechar o blog para assumir a Presidência da República, num jantar de alunos na Churrasqueira do Campo Grande. A certa altura chega o Marques Mendes para os cumprimentar e o Tino vira-se para ele e diz:
- Ó Marques Mendes já viu daqui a uns anos se bocê se candidatar a Presidente e ganhar? Eh eh eh! Marques Mendes, o mais alto magistrado do país! Eh eh eh, o mais alto magistrado! Eh eh eh!

...


Vou à bica.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Na minha lista

Nunca tive o link do seu blog na minha lista da direita. Tinha-o na minha lista privada, guardado, como se de um tesouro se tratasse. É, de longe, o blogger que mais admiro. Há uma hora escreveu mais um post. Perfeito, não fosse ser de despedida.
Nunca o tive na minha lista da direita. Não me perdoo tamanho egoísmo.

Cruzo os dedos e desejo com força que volte, como voltou antes.

Estava aqui a fazer contas

e, pelos valores das despesas de campanha apresentados pela SIC, os votos da Maria de Belém ficaram-lhe a 7 euros cada um. Os do professor Marcelo ficaram-lhe a seis cêntimos.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Post em tempo real

A Mironinho acabou de entrar na sala, a dizer que está sem sono. Deu de caras com o professor Marcelo a discursar.
-Tenho medo deste senhor. Tem pouca carne na cara. E tem a cara toda com rugas de pepino.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Mais vale tarde do que nunca

Na televisão falava-se das eleições de amanhã.
- Mas as eleições não foram depois do verão?
- São outras, Mironinho. As outras foram para a Assembleia, para depois se formar um Governo. Estas são para eleger o Presidente da República.
- Ah, 'tá bem.

...

...

...

- Então e como é que ficou isso do governo?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Andava há uma eternidade com este meme a martelar-me a cabeça

Hoje foi o dia de o criar.

O Doodle de hoje é dedicado à paprika

Fiquei com saudades da Margarida de Bragança Sousa Dias e da sua ajudante Emília.

Para ela, só o melhor

Desde que fui mãe tornei-me muito mais exigente com a alimentação. Porque me preocupo com a minha saúde, quero poder acompanhar a minha filha em todos os momentos importantes da sua vida, quero estar presente quando brincar com as pastilhas para a máquina da louça, quero ensiná-la a despejar skip na gaveta, quero partilhar conversas cúmplices em quanto comemos torradas barradas com planta sabor a manteiga e bebemos chá ou um compal (leite com lactose está completamente fora de questão), mas quero acima de tudo que ela cresça saudável e feliz.
Quando penso em alimentação saudável tenho especial cuidado com as gorduras e evito a todo o custo as de origem animal. Ultimamente quero subir a fasquia e afastar da nossa dieta também as de origem vegetal. Daqui a uns tempos espero poder partilhar convosco a alegria que é ingerir apenas gorduras de origem mineral. É um caminho duro, mas tem de ser feito, para o meu bem e para o bem da pequena Mironinho.
Quando penso em óleos a minha escolha é só uma.
Esta: Van Gogh!

Post feito em parceria com a Agência de Blogs.

Sobre o maravilhoso post da Palmier

Este, em que retrata com humor fino e inteligente, como só ela consegue, uma agência de comunicação de costas largas para onde se sacode toda e qualquer responsabilidade pelo que se escreve, imponho-me esta regra desde o primeiro dia em que criei o blog: se não estou disposta a arcar as consequências do que escrevo, não escrevo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Post em tempo real

Vim jantar a casa da minha mãe. Acabaram de tocar à campainha. Era um grupo de adolescentes imberbes a  gemer cantar as janeiras.

Nunca tive um namorado que me gravasse cassetes com as suas músicas favoritas

Mas tenho um Mr Mirone que me deixa sempre um cartão novo no auto-radio quando viaja.

Com um dia e meio de campanha eleitoral pela frente...

Vistos todos os debates, tempos de antena e noticiários que havia para ver. Lidos todos os artigos de opinião e análises a tudo e mais um par de botas que havia para ler na imprensa escrita e blogs, feitas que foram todas as piadas e aventadas as costumeiras larachas, Mirone, levando as mãos à cabeça - Oh meu Deus, ao que isto chegou, conheço pessoalmente três candidatos! E ainda dizem que os EUA é que são a terra das oportunidades! - também profere a sua la palissada sobre as Presidenciais:

Quantidade não é sinónimo de qualidade.

She loves me, yeah yeah yeah!

Em vez de risco ao lado, ontem pedi ao cabeleireiro que fizesse risco ao meio. O ar de deslumbre e encantamento da minha filha filha quando a fui buscar à escola, o sorriso rasgado com que me ficou a contemplar, "Mudaste de penteado, mamã, estás tão bonita!", é absolutamente impagável é só comparável ao dia em que descobriu que tenho cabelo encaracolado.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Fui então ver os tecidos cor de surro

Estavamos decididos a trocar o branco pelo cinzento, 'taupe', cor de pedra, enfim, cor de surro, como disse o estofador... Mas depois bateram-me os olhos num chesterfield azul.
Leitoras queridas, como é que vocês fazem para convencer os vossos maridos a fazer uma coisa que querem muito e eles não querem nada?

Entretanto, chez Mirone

... pedem-se orçamentos para decidirmos se compramos sofás novos ou mandamos forrar os que temos e cuja estrutura continua em muito bom estado. 
Na semana passada tivemos a visita do primeiro estofador que depois de dar dois pontapés nos braços do sofá afirma com segurança:
- Sim senhor, têm aqui uns bons sofás. A estrutura está impecável, é só mesmo trocar o tecido.
- Então e pode dar-me uma ideia assim por alto de quanto vai custar?
- Pah, isso depende do tecido que escolherem, né? Eles agora já vêm todos com tratamento, já escusa de pagar à parte.
- Em princípio é para manter este aveludado, mas num cinzento clarinho ou toupeira, eventualmente com um debrum em branco...
- Pois, o problema dos sofás brancos é que ficam muito bonitos no primeiro dia mas depois um gajo não se pode sentar que ficam logo todos encardidos. Mas pronto, já fiquei com uma ideia dos metros de tecido que levam, passe lá na loja que chegaram agora uns tecidos novos, assim cor de surro que são o ideal para quem tem crianças.

Cor de surro, pois... 

domingo, 17 de janeiro de 2016

Moral da estória?

Diz a lenda que andava um dia, pelas bandas de Almeirim, um frade expedito em peditório. A certa altura, e perante um lavrador que recusou dar-lhe esmola, o frade pegou numa pedra, que observou demoradamente, e disse:
- Sendo assim, prepararei uma sopa da pedra. É que estou mesmo faminto.
O lavrador e a mulher, descrentes, perguntaram:
- Sopa da pedra, que sopa é essa?
- É deliciosa, querem ver? Arranjem-me lume e uma panelinha com água a ferver que eu mostro como se faz.
O lavrador providenciou lume, panela e água onde, depois de cuidadosamente lavada, o frade depositou a pedra. Depois, pediu:
- Se me dispensassem umas pedrinhas de sal, para temperar a água...
O lavrador trouxe-lhe sal. O frade deitou-o na panela, provou a água e disse:
- Está uma delícia. Mas sabe como é que ficava mesmo boa? Com uns feijões cozidos.
Incrédulo, o lavrador foi buscar-lhe feijão.
- Agora sim! Mas com uma couvinha cortada ficaria ainda melhor. Tem umas folhinhas que me dispense?
Quando o lavrador trouxe a couve o frade cortou-a, deitou-a na panela, deixou-a cozer um pouco e provou a sopa.
- Ah, está de comer e rezar por mais. Só lhe faltam uns enchidos. Não me dispensa um chouriço ou uns pedaços de carne?
Querendo ver até onde iria o frade, o lavrador trouxe-lhe enchidos e carne de porco.
O frade provou a sopa e exclamou:
- Um fiozinho de azeite e não se mexe mais, está perfeita.
Incrédulo, o lavrador trouxe-lhe a almotolia. O frade tirou a panela do lume, regou a sopa com azeite e regalou-se a comê-la. No final, quando só restava a pedra, o agricultor perguntou-lhe:
- Então e a pedra?
- A pedra? Ora, vou limpá-la e guardá-la. Quero levá-la comigo para a próxima vez que precisar de fazer sopa.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Dizia eu que gosto mesmo é da atenção que me dispensam

Desta vez foi o Presidente da Tap que retirou um pedacinho do seu precioso tempo para me dirigir umas palavras (curiosamente, as mesmas que dirigiu a outros milhares de clientes). Contou-me o atencioso Fernando Pinto que a TAP continua a apostar em servir-me bem. Que a Portugalia vai mudar de nome, express não sei o quê, passará a voar a variadíssimas horas entre Lisboa e Porto, a partir de um terminal próprio para o efeito, o cómodo terminal 2 da Portela ali à mão de semear para meu conforto. Bom isto do terminal 2 já sou eu a tentar adivinhar.
Um grande beijinho, Fernando, foi muito gentil da sua parte.

Autoridade, esse mistério insondável


Estou mesmo a chegar

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dois dias depois, ei-lo

Chegou de mansinho, discreto e sentido, como se quer, o pedido de desculpas, pouco passava das cinco da tarde. Podia muito bem estar a tomar um chá, mas não, Estava a trabalhar. E não apresentava apenas desculpas pelas falhas no serviço de televisão/internet/voz verificadas, com o pedido vinha uma oferta generosa que só ela, poderei, até 31 de janeiro, visionar um filme à minha escolha no videoclube ou ser-me-à creditado valor equivalente na próxima fatura.
Desculpas aceites, nem precisavam de creditar nada, eu gosto mesmo é do cuidado e atenção.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Ainda o apoio ao cliente

Ligaram-me agorinha mesmo. "A mensagem que vai ouvir é uma gravação. Sabemos que ligou recentemente para o apoio a cliente...". Quem é que fica a ouvir aquilo até ao fim? Eu não fiquei.
Ainda se fosse um operador, mesmo que a ler com voz de enfado um pedido de desculpas pelo transtorno que me causou a perda das gravações agendadas, que não pude ontem ver por falta de sinal e não poderei ver depois porque não foram feitas... Uma gravação? A sério?

Então é assim

Senhores da televisão, telefone e internet que me lêem, e são muitos, acredito, a avaliar pela resposta que me deram ontem, de certeza que passam o dia aqui, onde não se aprende nada.
Dizia eu, quando logo a seguir ao jantar o vosso serviço falha, e quando falha de forma generalizada em determinadas zonas, é muito prático e útil terem uma gravação a dizer que detectaram irregularidades no fornecimento de serviços em determinadas regiões e que estão a desenvolver todos os esforços para o restabelecer com a maior brevidade possível, era importante reforçarem, além da equipa técnica, o corpo de apoio ao cliente, sabido que é que o número de chamadas vai disparar. Reforçar em número e em informação. Aguardar cerca de 20 minutos para ser atendido é um teste valente à resistência do cliente e é natural que este espere mais do que um "pois, não lhe sei dizer, é ver se ficou gravado quando o serviço voltar", à simples pergunta "as gravações que tenho agendadas para esta noite vão ser afectadas? É que ultimamente não anda a gravar".
Vá, pronto, já podem ir atender o telefone que está farto de tocar.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

domingo, 10 de janeiro de 2016

O "obviosismo", esse ramo nobre do jornalismo

Uma peça que reúne fotografias das cheias enviadas para a redação de um telejornal com  banda sonora de Vivaldi.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Havia uma rábula do Herman José

Penso que a satirizar o cinema de autor português, em que ele, com o olhar vazio, posto na linha do horizonte, dizia sem expressão "caracóis, fizeste caracóis...".
Tive um dejá vu hoje ao almoço, quando Mr Mirone me viu entrar no restaurante depois de uma valente chuvada.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Genética

Disse uma vez que gostava de viver em Neptuno com o Meu Pai, para que os dias que passasse com ele durassem semanas, as semanas durassem meses e os meses durassem anos. Somos muito parecidos, o meu pai e eu. Queria muito que as semelhanças ultrapassassem os traços do rosto ou a cor do cabelo.
Dos olhos, além das azeitonas brilhantes que ele herdou da mãe, quero herdar a capacidade de ver sempre mais do que a vista alcança e de em tudo conseguir ver beleza. Das mãos, além do formato das unhas, quero herdar a capacidade de trabalho, de fazer acontecer e, sobretudo, a generosidade e o dom da dávida. Da boca, mais que o contorno dos lábios, quero herdar o discurso livre e fluído. Dos pés, mais do que um dedo encavalitado no polegar, quero herdar a capacidade inesgotável de caminhar por novos caminhos. Do coração, mais do que a arritmia congénita, quero herdar a capacidade de amar e perdoar. Da coluna, mais do que a hérnia entre a L5e a S1, quero herdar a verticalidade, integridade e honestidade. Da pele, mais do que as sardas, quero herdar a capacidade de vestir a dos outros, a empatia.
O Meu Pai parte  esta noite noite numa missão humanitária. Que Deus o guarde num lugar tão seguro como aquele onde o guardo no meu coração.

Grandes mistérios da humanidade

Em 2016 dC, não é 1976, quando ainda se ia a Espanha se se quisesse ter uma novidade, não é em 1986, quando a recente entrada na CEE fazia os portugueses sonhar com um estilo de vida europeu, não é  em 1996, quando havia dinheiro para tudo e mais um par de botas, não é em 2006, depois da queda das torres gémeas, é  mesmo em 2016, e em Portugal, ainda existe quem gaste balúrdios em tupperware.

He loves me, yeah yeah yeah!

Mr Mirone ofereceu-me duas "segunda pele", as bege, hã? Não são as pretas, são mesmo as feiosas.
Só Deus e eu sabemos a aversão que lhes tem ("olha lá, mas isso é assim tão confortável que justifique andares nesses preparos?) e a aversão a shoppings em época de saldos - e no resto do ano também.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

As pessoas oferecem-me coisas do demo

E de repente entro em "depeche mode", I just can't get enough!

Isto pelas escadas era capaz de produzir bons resultados

Ou "Acho que podia ter uma carreira promissora como inspectora da Otis".
Saí de casa com o tempo contado. Desci até à garagem e só então percebi que não tinha comigo a chave do carro. Subi a casa e peguei na chave. Desci e percebi que não tinha a cadeirinha da Mironinho posta (ontem tirei-a porque o carro foi a limpar). Subi e desci novamente. A miúda não tinha vestido o casaco.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Se estivesse grávida, nascia-me a criancinha de boca aberta

Passei a quadra inteira a torcer o nariz aos doces (são os salgados que me fazem feliz). Comi duas filhós de abóbora no Natal (nem o bolo de aniversário do meu irmão provei) e, já ontem ao jantar, uma rabanada que sobrou do fim de ano em casa dos meus pais.
Como se não bastasse este tempo macaco no primeiro dia de trabalho do ano, que me deixa a pensar em sofás e mantinhas, ando aqui aguada de todo, só penso em fritos, açúcar e canela. E para ajudar ainda tenho que levar com os desabafos de quem comeu este mundo e o outro nas últimas semanas, aí que não deviam ter comido tantas azevias, aí que vai ser difícil arrancar os sonhos que se alagaram na anca, ai que os coscorões não sei o quê.
De maneira que é isto, contra todas as minhas expectativas, aos quatro dias do ano dois mil e dezasseis, ano bissexto e da graça do Senhor, os meus desejos para o ano que se inicia se reduzem a fritos típicos do Natal.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Ia agora deitar-me

e passei pela cozinha para beber um copo de água...
Esta noite hei-de rezar. As minhas orações hão-de contemplar os jovens criativos que anos após ano são obrigados a fazer calendários de publicidade aos talhos. Bem-aventurados os que engolem semelhantes sapos, deles será o reino dos céus.

Isto aqui somos só nós a falar

Ainda assim, eu, que de turismo só tenho conhecimentos na ótica do utilizador, tenho uns reparos a fazer, só não sei a quem na cadeia, se aos governantes, às regiões de turismo, às autarquias ou aos operadores propriamente ditos.
De nada adianta fazer discursos bonitos, dizer que Portugal pode e deve apostar no turismo, que temos condições excepcionais para sermos líderes mundiais no segmento médio alto, determinado s proporcionar momentos únicos e personalizados. Não, meus amigos, não temos. Pelo menos enquanto continuarmos a brincar "à essência e genuinidade do que é português".
De nada adianta ter autoestradas modernas que em poucas horas nos põem na mais escondida das aldeias transmontanas (é que nem me importo de as pagar, se for essa acontrapartida de poder viajar tranquila e em segurança), criar aldeias históricas, roteiros disto e daquilo, impôr regras de reabilitação dos aglomerados habitacionais, preservando o que é tradicional, modernizando que é moderno, criar museus e centros de interpretação, afirmar que se vão envolver os agentes económicos tradicionais com os novos agentes, aqueles que chegam cheios de ideias novas - e boas, genuinamente boas - se depois, num fim-de-semana semana de quatro dias, em que as unidades hoteleiras registam índices de ocupação bastante promissores, no único café que conseguimos encontrar aberto num raio de 20 kilometros não há uma fatia de pão para fazer uma torrada, onde, ao pedido de uma sandes de queijo, se olha o potencial cliente como quem olha para um ET que pediu que lhe vendessem uma fatia de pão de 20 cereais ancestrais, colhidos em manhã de orvalho, moídos um a um, peneirados em malhas de seda fina e cozido em fornos tradicionais asiáticos em lenha  de pau santo, adornada com queijo feito num mosteiro tibetano a partir de leite de cabras sagradas. Não obstante o direito ao descanso de cada um, seria bom encontrar os tais museus e centros de interpretação a funcionar fora do mês de Agosto, ou da época das vindimas, das amendoeiras em flor. E, se não for pedir muito, encontrar quem nos venda uma sandes de queijo.