Como diria a Palmier, por razões cá da minha vida, encontro-me num descampado, ao pé de uma ribeira, nas imediações de uma sinicultura, a acompanhar uma inspecção das autoridades ambientais.
Sabendo ao que vinha, e não possuindo umas galochas fashion (na verdade, nem galochas fashion nem botins ou botas de borracha não fashion, que era assim que lhe chamavam as pessoas que trabalhavam no campo no lugar onde cresci), trouxe umas botas fechadas, sem salto, robustas.
No momento em que vos escrevo, estou no carro, abrigada da chuvinha miudinha. Lá fora, a inspectora, devidamente equipada, pois que faz isto todos os dias, acabou de escorregar pela margem da ribeira e tem lama até ao pescoço. De nada lhe valeram as galochas.
Temo pela saúde das minhas botas...
Já agora, caros leitores, podem informar-me qual é o santo padroeiro dos mergulhadores? Acho que nem de escafandro me livrarei de um banho de lama. Pode ser que faça bem à minha pele ( que à das botas, tenho sérias dúvidas).