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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

E a seguir?

Estou no banco e tenho quatro pessoas à minha frente até ser atendida.
Ao meu lado está um senhor a cortar as unhas com um corta unhas preso num porta-chaves com umas vinte chaves das mais variadas formas e tamanhos. A discrição em pessoa, portanto. Click, tchilim-tchilim, click, tchilim-tchilim. O que é que vai fazer quando acabar? Descalçar-se e cortar as unhas dos pés? Ou guardar as aparas e começar a palitar os dentes?
Aceitam-se apostas...

6 comentários:

  1. NOOOOJOOOO. Eu gostava de saber o que se passa na cabeça das pessoas para acharem que não há mal em fazerem a higiene pessoal na rua.

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    1. Suponho que o senhor ache isso bastante natural. De outra forma, para que andaria com m corta-unhas no porta-chaves? Quando estive em Macau, no ferry para hong-kong, vi mais do que um homem a descalçar-se e massajar os pés. Suponho que este português tenha levado este conceito mais à fRente.

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  2. Espécimes interessantes não faltam pelo mundo fora, mas acho que tens uma qualquer capacidade de estar no sítio certo à hora certa (ou nem por isso). A cena que descreves é daquelas que mesmo que se queira muito, não há como ignorar. Nhéc!

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    1. Paula, sabes bem que o nosso país é uma caixinha de surpresas, mas acredito que por aí também haja muito costume digno de post. :)

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  3. Só há uma explicação possível. A Mirone é uma das poucas privilegiadas com a rara propensão para atrair a desgraça.

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    1. Isso, isso! Ou então não. Sou uma cidadã comum, com capacidade financeira comum, que frequenta agências bancárias comuns, em vez de dos luxuosos gabinetes destinados aos clientes que se movem na esfera da alta finança. Preferia ter uma vida de sonho, daquelas que quase só existem na blogolândia, mas quis o destino que tivesse uma vida real, no país real, onde as pessoas tmbém têem defeitos, não são todas bonitas e com uma imagem estudada, assim uma espécie de vida no meio dos cartazes das autárquicas. Olhe, afinal, dou-lhe razão, sou uma privilegiada.

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