Falam-se línguas (translate)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O que eu já me ri com isto

(ou post sobre referências musicais)

No telejornal passava uma reportagem sobre os ultimamente tão badalados "meets" e tentava descolar-se daqueles encontros a ideia de violência que lhes foi atribuida.
Mr. Mirone, com ar moralizador, pousa os talheres, engole o pedaço de bife, abana a cabeça e suspira.
- "Meet" is murder. Já no nosso tempo era...

Pronto, foi só isso, mas estive uns bons minutos a rir e não descansei enquanto não vim cá contar.


A melhor maneira de comer pêssegos maduros

Nos blogs de life-style descontraído-romântico-coiso:
1. Debruce-se sobre o lava-louças ou sobre a relva do seu jardim.
2. Deixe o sumo escorrer-lhe pelo queixo e mãos até aos cotovelos.
3. Desfrute e ria muito.
4. Tire fotografias e publique-as no blog.

Agora, como eu como pêssegos maduros:
Não como.

Esta semana  já deitei fora quase 2 kg de pêssegos, completamente encortiçados do frio industrial a que são submetidos antes de serem distribuidos.
Na segunda feira foi 1 kg de paraguaios onde nem um se safou. Tinham tão bom aspecto e consistência. Ontem ao jantar descasquei 3 pêssegos até desistir. Não me adiantou deixar de ir ao supermercado para ir à frutaria, fui enganada na mesma.
Grrrrrr! Até me possuo!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Momento Malucos do Riso (só que não)

E dizia uma:
- Antigamente estavam abertos o ano inteiro, agora fecham durante o mês de Agosto. É chato para quem trabalha em Agosto,  mas olha que não eram dois, nem três, nem quatro meninos que os pais vinham cá deixar de manhã, de chinelos e saco de praia ao ombro, e só voltavam ao fim da tarde cheios de areia agarrada aos pés...
Pergunta a outra:
- Mas era assim tanta areia que vinha agarrada aos pés?









quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Somatizei?

Li há uns tempos um artigo sobre os terríveis efeitos que o regresso ao trabalho pode causar numa pessoa, stress, depressão, ansiedade, e como podiam podiam ser evitados com alguma disciplina e planeamento. Registei e este ano pus o plano em prática.
O meu regresso foi tranquilo, planeado, sem sobressaltos e com as baterias devidamente carregadas. 
Não fosse a constipação monstruosa que me atacou nos dois últimos dias, os olhos inchados e lacrimejantes, a voz que se some num fio débil pela garganta que teima em não me deixar engolir, o nariz encarnado e pelado (andei a fugir dos escaldões para isto?) e em constante ping-ping, os ouvidos a estalar, a dificuldade em respirar que não me obrigou a passar uma noite quase em branco, diria que tinha tudo para ser o melhor regresso ao trabalho de todos os tempos. 
Pelo sim pelo não recolhi os espelhos quando estacionei, nunca se sabe se o Universo - ou o condutor do carro do lado - pode somatizar também.

Mas eles até avisaram, porquê tantas críticas?

A RTP1 está a repetir a série "Liberdade 21". Na altura em que estreou terei visto excertos de um ou dois episódios, a série não me prendeu. Lembro-me, contudo, das vozes críticas que se levantaram, ai que há erros de terminologia graves, ai falta de rigor, ai que disposição é aquela de uma sala de audiências, ai que está uma beca no gabinete do advogado... Parecia-me que se estava a dar uma importância exagerada às falhas de guião e produção.
Ontem, mais uma vez, não consegui ver um episódio inteiro. A série continua a não me prender e eu continuo a não perceber as críticas.
Pois se os senhores avisaram que aquilo é ficção, que qualquer semelhança com acontecimentos reais será mera coincidência, de que é que estavam à espera? Que a cada erro técnico se acendesse uma luz encarnada no canto do ecrã, que soasse uma buzina irritante?
Picuinhas, senhores!


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Post "linkado"

Obrigada Inês Teotónio Pereira pela viagem às férias da minha infância em S. Pedro de Moel e que este ano também foram as férias da infância da Mironinho (só faltaram as brincadeiras no Bambi e no velho comboio de lata).
"(...)As minhas praias das férias grandes, as de Agosto, têm de ter água fria, ondas grandes, cheiro a limos e a algas, pocinhas nas rochas quando a maré está vazia, muito iodo e o tempo é sempre uma incerteza. São praias em que o mar vira quando muda a lua e em que a cor da bandeira quer mesmo dizer qualquer coisa. Praias em que os nadadores salvadores treinam para super-heróis porque todos os Verões salvam mesmo alguém. Praias onde os toldos têm como utilidade principal proteger da cacimba ou da nortada e não do sol que prefere ir passar férias ao Algarve.
Cresci assim. A jogar ao prego debaixo do toldo, a ir ao mar por diversão e como prova de valentia e não por estar com calor, em que só se punha fim aos banhos de mar quando se tinha a boca roxa, as extremidades do corpo anestesiadas e o fato de banho cheio de areia como prova de que tínhamos sobrevivido estoicamente à arrebentação. Cresci a ir para a praia de manhã para cumprir uma rotina, e porque era mais saudável, com a esperança de que o céu "abrisse" à hora de almoço e o sol desse um ar da sua graça. Nas minhas férias grandes as amizades que criei tinham como critério as crianças da minha idade que tinham os toldos ao lado do meu e uns pais que também achavam mais importante o "ar de mar" e o iodo que o calor ou o mar chão e quente.
Crescemos todos assim, em modo tribal. Donos e senhores das nossas praias, com gíria, hábitos e rotinas próprios e com mais iodo acumulado no corpo que escaldões. Nas minhas férias grandes a praia era um cenário, não era um fim. A praia servia para brincar, cimentar amizades durante um mês inteiro, ir às poças procurar qualquer coisa que mexesse e que se conseguisse apanhar para pôr no balde e para os nossos pais nos soltarem e descansarem de nós.
Durante um mês experimentávamos outra vida, outras rotinas e tínhamos outros amigos. 
Durante um mês experimentávamos outra vida, outras rotinas e tínhamos outros amigos. Só precisávamos dos pais para nos pagarem o bolo ou o gelado dia sim dia não. Éramos livres por 30 dias. A cacimba, a nortada e a água gelada eram pormenores que não interferiam na nossa felicidade. O que importava era a liberdade de andar em bando na praia ou fora dela sem horas para refeições e imunes às combinações. Todos os dias o cenário era o mesmo e a praia ia muito para além da areia e do mar. O cenário era toda uma vila por onde se andava a pé ou de bicicleta e onde se chocava em cada esquina com alguém que nos conhecia desde que nascemos. Todos os anos havia as mesmas festas, os mesmos jogos, as mesmas pessoas, os mesmos cafés, os mesmos baloiços e as pocinhas nas rochas nunca mudaram de sítio.
Nunca soube o que era ir passar férias para a praia exclusivamente para apanhar sol. Na minha perspectiva o sol era um bónus nas férias. Nas férias fugíamos no calor da cidade - íamos ser livres e soltos para o fresquinho da beira-mar e para sítios que faziam com que os dentes dos bebés crescessem mais depressa.
Apesar de os tempos terem mudado, de o Algarve ser um destino de férias de gabarito mundial e de serem cada vez mais escassos os períodos de férias que os pais conseguem ter com os filhos, as minhas férias grandes não mudaram. Com mais ou menos semanas mantenho estas rotinas com os meus filhos. Também eles não sabem o que é passar férias no Algarve e também eles dominam o jogo do prego e o enrola na arrebentação quando a bandeira está amarela. Eles sabem que à hora de almoço o céu abre e que o mar vira quando a lua muda.
As poucas coisas que conseguimos dar aos nossos filhos são memórias. E as memórias das férias grandes, das pocinhas das rochas que nunca mudam de sítio, são uma linha inquebrável entre nós e eles."

Dilemas...

Quanto custa mandar arrombar uma fechadura às duas e meia da manhã, alguém me sabe dizer?
Tenho ideia que não será mais caro do que passar uma noite num hotel. Dorme-se uma noite descansada e, na manhã seguinte, telefona-se à agência imobiliária que representa o senhorio e pede-se emprestada a cópia da chave. Sem ter de chamar a polícia, sem ter de arranjar um desmantelador de fechaduras com ferramentas barulhentas a meio da noite, sem assustar a vizinhança que a meio da noite acorda sobressaltada com vozes de homens e marteladas, berbequins...
Eu tenho essa ideia, a minha vizinha nova não.