... quando foi a última vez que vi um "photoshopismo" tão mau.
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Great expectations
Se for verdade que os astros se alinham a favor de alguém, de repente parecem alinhados a meu favor. Por isso, estrelinhas mai'lindas, planetas mai'redondinhos, coisas boas da Mirone, aguentem só mais um bocadinho sim, mantenham o alinhamento até amanhã à tarde, pode ser?
Agradecida!
Agradecida!
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Agora lembrei-me de Bon Jovi
Não gosto particularmente de Bon Jovi. Aliás, sinto até uma certa aversão às suas música, mas estou desde o início da manhã com esse hino enchedor de estádios de futebol que é "You give love a bad name" a tocar na minha cabeça.
Esta manhã encontrei no café uma antiga colega de escola com quem não falava há uns anos. Tinha a melhor das ideias a seu respeito e fiquei verdadeiramnente feliz quando nos vimos. Lembro-me que era boa aluna e bem formada, muito bem formada, mesmo, sempre bem disposta e pronta para ajudar.
Encetámos a conversa típica de quem não se vê há uns anos valentes, casaste, tens filhos, onde trabalhas. Fiquei a saber que é professora do ensino básico, casou com o namorado de sempre, daqueles que vêm quase desde a escola primária, e tem uma filha com dois anos e meio.
- Mas tenho estado em casa, de baixa. Depressão, sabes. Então não é que no ano passado me colocaram na escola do bairro A... (um bairro social)?! Era o que mais faltava, aturar índios e ciganada. Credo, até tinha nojo de pegar na minha filha quando chegava a casa, tinha de tomar banho antes. Meti baixa e foi o melhor que fiz.
- E este ano, foste colocada?
- Fui, em Setúbal, vê lá tu! Mas não conto pôr lá os pés. Já viste, ir agora assim para Setúbal. Em boa hora, o meu marido andava farto de me pedir mais um filho, que queria tentar o menino, foi agora. Vim agora de fazer as análises do primeiro trimestre. Vais ver se não meto baixa. Já tenho 37 anos, é uma gravidez de risco. Há aí muito professor que não ficou colocado a precisar de trabalhar. Olha agora ir para Setúbal.
-Eish... Olha as horas, tenho de ir. Boa sorte então com esta gravidez... Gostei de te ver...
E é isto, tenho aqui o louro das madeixas a gritar "you give teachers, a bad name". Logo eu que tenho tantas professoras na família e sei o quanto trabalham...
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Pára tudo!
O Cristiano Ronaldo tem uma parceria nutricional com a Herbalife!*
Era só isto.
*Vi hoje, mas a parceria já tem uns meses.
Era só isto.
*Vi hoje, mas a parceria já tem uns meses.
Dejá vu
Acabou de me acontecer, leitores, mais uma vez. Mirone, a participar em vexames em público desde... sempre?
Corria o ano de 2011, se não estou em erro, e o Palácio das Galveias acolhia uma exposição sobre instrumentos de tortura medievais (tenho cá para mim que foi aqui que o nosso ex-primeiro se inspirou para escrever a sua teses de mestrado).
Era sábado de manhã e o casal Mirone entendeu que seria uma belíssima forma de abrir o apetite para o almoço. Sala atrás de sala lá estavam elas, das mais imaginativas máquinas de empalamento, aos simples alicates de arrancar unhas, dos quebadores de joelhos aos singelos garrotes, a arrancar esgares e arrepios aos visitantes. A certa altura, um casal que seguia à nossa frente protagoniza o episódio do dia.
Sem que ninguém esperasse, pelo menos sem que o esperássemos, o senhor cai redondo no chão. Ela desesperada, ajoelha-se e começa a gritar enquanto o sacode violentamente:
- Fernando, Fernando! Fernando, acorda! Socorro, ajudem! O meu marido está a sentir-se mal!
E o que é que o casal Mirone faz? Assume a sua condição em plenitude. Recua dois passos, cruza os braços e comenta entre si:
- Sabias que isto tinha um espectáculo associado?
- Sim senhor, por acaso até é uma ideia gira, resulta. E olha que não vão nada mal. Muito realista, até. esta nova geração de actores até se safa. Infelizmente não têm as oportunidades que deviam...
De joelhos, lavada em lágrimas, a senhora gritava:
- Fernando, Fernando! Ajudem!
E vira-se para nós, capaz de nos comer vivos (que apropriado, já que falamos de tortura) e ordena:
- Mexam-se! Pelo amor de Deus! Não fiquem aí parados, chamem o INEM!
Só então caiu a ficha. Afinal não era uma representação, era real e o Fernando precisava efectivamente de ajuda. Entretanto o segurança já lhe estava a aplicar manobras de primeiros socorros e reanimação e Fernando retomava a consciência.
Aparentemente, impressionado com os instrumentos expostos, tinha tido uma quebra de tensão que originou o desmaio.
Depois de pedir mil perdões ao casal, de lhe explicarmos que julgávamos tratar-se de uma encenação, saímos de fininho com vontade de nos enfiarmos num buraco.
Hoje a história repetiu-se. Mas tenho a memória fresca e desta vez estava preparada.
Tomava eu o meu café antes de começar a trabalhar, quando um casal de adolescentes se senta na mesa ao lado da minha. Sorrisinho daqui, cochicho de acolá, tudo corria bem até que ele cai sonoramente sobre a mesa, inanimado. Pummm!
Num salto, viro-me para a rapariga que estava com ele e digo com voz firme ( quero acreditar que foi com voz firme, que não gritei):
- Calma, não se assuste! D. Creuza, ligue para o INEM, por favor!
- Oi? Quer o quê? - pergunta a dona Creuza.
Do outro lado, duas sonoras gargalhadas.
- Não é preciso, era uma brincadeira! Está tudo bem. Nem pensei que fizesse tanto barulho...
Mais uma vez, o sangue a subir-me o corpo e a tomar-me a face. Novamente a vontade de enfiar a cabeça num buraco.
Definitivamente, não dou para samaritana!
sábado, 26 de outubro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
As estatísticas e o tsunami
As estatísticas dizem-me que estou a ter o maior número de visitas da Asia de sempre, nomeamente China, Japão e Indonésia.
Pudera! O Japão acabou de lançar um alerta de tsunami na sequência de um sismo de grande intensidade.
Fico a pensar na desilução que deve ser quando chegam até aqui.
Quem me mandou escolher o nome de um programa de observação cartográfica e da actividade ssismica?
Pudera! O Japão acabou de lançar um alerta de tsunami na sequência de um sismo de grande intensidade.
Fico a pensar na desilução que deve ser quando chegam até aqui.
Quem me mandou escolher o nome de um programa de observação cartográfica e da actividade ssismica?
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