Experimentei um baton encarnado, mesmo encarnado. "Experimenta, vais gostar, fica bem com todas as peles e tu até nem carregas muito na maquilhagem".
Ainda me estou a rir.
*(ou como parecer uma dona de casa de alterne - e mais nunca vi nenhuma - em três segundos)
Falam-se línguas (translate)
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Ou seja
A estupidez é como uma bola de neve.
Se nos deixarmos apanhar por ela a tendência é que cresça e venha desembestada por aí abaixo a causar estragos.
Se nos deixarmos apanhar por ela a tendência é que cresça e venha desembestada por aí abaixo a causar estragos.
O dia em que tive medo de preparar o jantar
Há dias em que sou burra e há dias em que sou muito burra. Depois há aqueles em que se houvesse um prémio mundial da burrice ele era meu, com larga vantagem sobre a concorrência. Aqui "há atrasado" foi o dia!
O trabalho corria bem, sem grandes precalços, sem pontas penduradas, tudo despachado a horas decentes.
Cinco da tarde. Entro em modo "ultra-eficiente". Se for rápida ainda apanho a seguradora aberta para entregar as despesas de saúde e pedir o reembolso.
Viva, estacionamento à porta! "Bahhh, está a chuviscar, o parquímetro fica ao fundo da rua, demoro mais tempo a ir pôr a moeda do que a entregar os documentos. Só tenho moedas de um euro ou de um e dois cêntimos, não vou pôr um euro por causa de um minuto, vá, dois, três no máximo, se me demorar". Olho à minha volta. Nem sinais de polícia. É só um minutinho, arrisco.
Não foi só um minutinho, também não foram dois, nem três, foram quase quinze. Ainda fui a tempo de dar com o "xôr" agente a levantar delicadamente a escova limpa-pára-brisas e deixar o talão.
- Senhor agente, mas foi só um instantezinho para vir aqui à seguradora.
- Sim, imaginei que sim, é sempre só um instante, mas agora já está, passe na esquadra nos próximos 10 dias, não se esqueça.
É bem feito, para não pensares que és mais que as outras! Parece que o dinheiro não te custa a ganhar, deves pensar que nasce nas árvores. Burra, Mirone! Burra!
Rabinho entre as pernas, retomei o modo "Mirone ultra-eficiente", pensava eu. Cinco e vinte e já estou à porta da escola. Tenho lugar imediatamente antes da passadeira, que sorte. Deixa cá ver, trinta segundos para atravessar a passadeira, trinta segundos para ma entregarem, vestir casaco, voltar ao carro, outros trinta, dois minutos para fazer os quinhentos metros que separam a escola de casa e, finalmente, lar, doce lar! Antes das cinco e meia, tal como previsto. Tudo "nos conformes". És a maior Mirone!
Saio apressada, atravesso a estrada, recolho a Mironinho, atravesso a estrada, abro o carro, sento a miúda, ponho-lhe o cinto, dou a volta ao carro, abro a minha porta, ponho o pé direito dentro do carro....
...e deixo cair a chave. (nota: não uso porta-chaves na chave do carro).
Espreito para dentro do carro. Não vejo a chave. Deviam fazer chaves fluorescentes, que se vissem bem no chão do carro. Puxo o banco para trás. Depois para a frente. Nada de chave. Se calhar caiu para a rua. Abro a porta com jeitinho, há carros a passar mesmo ao lado. Saio do carro. Olho à volta. Do mal o menos, não há sarjetas por perto. Baixo-me. O chão está molhado. Procuro debaixo de carro, à frente, atrás, dos lados, na estrada. Da chave, nada. Volto a entrar no carro. Levanto tapetes, encontro uma moeda de 50 cêntimos (agora, estuporada?!). Procuro no espaço entre o banco e os apoios do cinto de segurança. É impossível que tenha entrado para ali, mas nunca se sabe. Saio do carro outra vez. Há um carro que passa e apita. Volto a baixar-me, espreito debaixo do carro. Nada!
- Porque é que estamos aqui mãe? Porque é que não vamos para casa?
- Agora não Mironinho, que a mãe perdeu a chave, agora não.
- Podemos ir a pé. É já ali a seguir àquele prédio, até dá para ver.
- Agora não.
Começo a ficar nervosa. E o carro parado antes da passadeira. Passa outro carro que apita. Está a ficar escuro e continua a choviscar. Apetece-me chorar. Onde é que se meteu a chave? Pára um carro branco atrás de mim. É a polícia. Era mesmo o que eu precisava. Largo num pranto. Duas multas no mesmo dia, em menos de uma hora! Ninguém merece!
O polícia deve ter ficado sensibilizado com as minhas lágrimas.
- Boa tarde, precisa de ajuda?
- Preciso. Buáaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!
- Acalme-se, minha senhora. O que é que se passa?
- Deixei cair a chave do carro quando estava a entrar e não a encontro e tive uma multa de estacionamento há meia hora e agora vou ter outra. Buáaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!
- Mas viu bem dentro do carro?
- Vi, já tirei tapetes e tudo. Buáaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!
- Dá-me licença que a ajude?
- Dou, claro que dou! Buáaaa!
O polícia abre a porta do carro, escancarada, e dá com a chave no mesmo instante. Estava no lugar mais improvável de todos, no estribo do carro, bem no fundo, junto às dobradiças da porta. Claro que nunca a encontraria, nunca me lembraria de escancarar a porta com outros carros a passar.
- Pronto, já tem a chave. Agora acalme-se e boa viagem.
Nesse dia tive medo de entrar na cozinha e preparar o jantar. Não tinha apanhado a segunda multa, é certo, mas tanta estupidez junta dizia-me que era prudente não abusar da sorte.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Devia registar a ideia
Tenho uma ideia recorrente de cada vez que entro com o carro na garagem em dias de chuva.
Deviam inventar um sistema que permitisse que o carro se sacudisse vigorosamente, como fazem os cães molhados, antes de entar na box.
Também me imagino a usar esse sistema sempre que alguém achasse por bem ficar à conversa no meio da estrada e eu estivesse com pressa ou quando me cruzasse com a chica-esperta que "por engano" (pois, engano, só me intriga que não se tenha enganado e pegado num com as varetas todas tortas que lá estava) queria levar o meu guarda-chuva hoje à hora de almoço.
Aquilo do leilão
Assim de repente e sem pensar muito, ocorre-me um bom motivo para não se leiloarem os Miró que consiste basicamente em poderem ir deixar meia dúzia deles, assim por atacado, lá a casa. Lamentavelmente, isso não vai acontecer.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Lembrete
NUNCA marcar nada chato para as primeiras horas da manhã de uma segunda-feira. NUNCA, jamais, em circunstância alguma. Nem finanças, nem conservatórias, nem segurança social, nem IMTT. Deus vos livre e guarde da treva das lojas do cidadão, que juntam o pior destes mundos e outros num só local.
Mil e uma pessoas tiveram essa ideia ("pois que é melhor, fico logo despachado") e, em conformidade, decidem montar arraiais à porta dos ditos serviços logo de madrugada, sem terem noção de estão a viciar o sistema, que isso só vai aumentar o período de espera do seu aparentemente precioso tempo. Acredito que se fosse efectivamente precioso não o desperdiçariam daquela maneira.
Pessoas que acampam à porta dos serviços para se despacharem mais cedo: É MENTIRA! Não ficam despachados mais cedo coisíssima nenhuma. As portas vão continuar a abrir às 9.00 horas. Se chegarem 20 pessoas entre as 9.00 e as 10.00 horas, os funcionários levarão exactamente o mesmo tempo a atendê-los do que se essas mesmas 20 pessoas decidirem plantar-se às porta do serviço logo às 7.00 horas. A única diferença é que em vez de esperarem uma hora abrigadas e sentadas, esperarão 3 horas, sendo que nas duas primeiras estarão em pé, na rua e ao frio. E não adianta chegarem às 6.00 da manhã da próxima vez que precisarem de lá voltar, isso só irá aumentar uma hora à vossa espera, invariavelmente a resmungar, que "não se admite, cambada de preguiçosos que se levantassem o rabinho da cama cedo para saber o que custa a vida e que era, é o país que temos, é correr com essa gentalha toda de lá para fora".
Concentrem-se nisto, por favor. O atendimento ao público começa às 9.00 horas, independentemente da hora a que cheguem. E quando chegar a vossa vez, vão estar cansados e sem paciência para o que o funcionário tiver para vos dizer. Era só isto.
Benditas as conservatórias onde é possível agendar a renovação de passaportes.
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