Falam-se línguas (translate)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

E o resto?

Ontem choveu. Está a chover. Vai chover o dia todo. Amanhã vai chover. Depois de amanhã também. Passa nos noticiários e boletins meteorológicos.
Ainda assim, há pessoas que saem de casa sem chapéu de chuva ou impermeável e andam em passo apressado na rua a tentar fugir da chuva. Elas com a mala ou um saquinho a tentar tapar a cabeça. Eles com o jornal ou só a mão um nadinha acima da testa.  O corpo pode ficar encharcado, aquele pedacinho de cabelo logo acima da testa é que não!
São tantas as perguntas que ficam sem resposta...
 
.

domingo, 29 de setembro de 2013

Look in to my eyes, not around the eyes, look in to my eyes, the eyes

Ontem vi uma notícia sobre um método de emagrecimento pioneiro no nosso país: a banda gástrica virtual. Basicamente consiste em criar no doente obeso, através da hipnose, a sensação de que o seu estômago foi submetido efectivamente a uma intervenção cirúrgica, reduzindo-se assim a quantidade de alimentos por ele ingeridos.
O meu "hipnotista" favorito:

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Espelho meu, espelho meu...

O que é que foi? Para onde é que estão a olhar? Nunca apanharam umas pinguinhas de chuva no cabelo?
É a circular, que não há aqui nada para ver!

Ai agora a estupidez chama-se azar? Pois...

Então Mirone, como te corre a vida?
Mal!
Oh, de mau humor logo pela manhã? Então, mas hoje é sexta feira, até te levantas mais cedo, porque sabes que quanto mais cedo começares a trabalhar, mais cedo te despachas e, com sorte, a meio da tarde entras de fim de semana!
Rrrrrr, era essa a ideia...
Então, se é assim o que é que estás a fazer em casa a esta hora?
Vim mudar de roupa que tive um azar...
Um azar? 
Sim, um azar! O que é que foi, nunca tiveste um azar com a roupa? Um azar!
Então?
Então, acontece que eu vi nas previsões meteorológicas que davam chuva e vento para hoje, que grande parte do país estava sob aviso amarelo durante esta sexta e amanhã. Mas lembrei-me que as pessoas gostam de dar nomes pomposos às coisas e de se alarmar por motivo nenhum e que o alerta amarelo é o segundo numa escala de quatro, que vem logo depois do verde (Já agora, alerta verde?! Ui tenham lá cuidado que vai estar um dia bem agradável, sem vento, sem chuva, com temperaturas amenas. Alerta verde?! Pelo amor da santa!). E que estava um dia bem bom para vestir umas calças de sarja bege! E lembrei-me que a pergunta do Mr Mirone "vais sair assim?" era perfeitamente despropositada, que nunca antes tinha dado palpites sobre o que visto, que também não seria hoje. Também me ocorreu que hoje era um bom dia para me armar em fashionista, e pensei que com aquelas calças era melhor calçar uns sapatos de salto alto, porque com calças claras e sabrinas, se uma pessoa for gorda vai parecer ainda maior e que, portanto, devia calçar uns sapatos bem altos, daqueles que alongam a perna e tiram 5 kg virtuais. De qualquer maneira vou passar o dia todo no escritório, nem tenho de andar muito...
Ãh, ãh, tiram 5 kg... fia-te na virgem e não faças dieta...
5 kg virtuais, uma pessoa endireita as costas e fica mais alta e com melor postura. Se calhar nunca ouviste isso, querem lá ver?
Então e o azar? Se até estavas mais elegante isso é uma sorte.
O azar é que os sapatos têm uma sola escorregadia, e que a escolinha da Mironinho fica numa rua inclinada, com calçada, que com esta chuva também não facilita a vida a quem anda de saltos. E afinal não eram só chuviscos como eu pensava que seriam, estava a chover, quase a chegar ao portão da escola veio uma rajada de vento que arrastou um jornal ou folheto de supermercado, ou sei lá, era um papel colorido e eu quis desviar-me num golpe de cintura. Só que trazia a Mironinho numa mão e o chapéu de chuva e a mala noutra, pus o pé em falso e estatelei-me no chão. Com toda a gente a ver! Sujei as calças beges e torci o pé!
Doeu muito, a queda?
Doeu, na alma! Agora tive de vir a casa mudar de roupa e sapatos. Se isto não é azar é o quê?
Pois, azar, agora chama-se azar...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pelos caminhos de Portugal (continuação)

... eu vi tanta coisa linda, menos a Brigada Fiscal. Pelo menos assim o espero.
Trago no porta bagagens dois coelhos (devidamente esfolados - ainda que a senhora me tenha garantido que aguentariam muito melhor a viagem com pêlo e tripas e eu os amanhasse em casa), um garrafão de 5 litros de feijão seco (com a recomendação de que o ponha no congelador dois ou três meses, para ter a certeza que não lhe dá o bicho), uma abóbora moganga e, à vontade, uns 4 kilos de figos pingo-de-mel.
Há como não gostar do nosso país e da nossa gente?

Pelos caminhos de Portugal...

... Eu vi tanta coisa linda (outras, nem por isso), vi o mundo sem igual (disso não tenho dúvidas)!
E o GPS já me indicou duas estações de combustível desactivadas. Haja cobertura telefónica! Se tiver de ficar sem gasóleo que seja aqui. Não estamos na melhor altura para comer cabrito mas a Sr.a D. Júlia não me há-de falhar. Se não der notícias nos próximos dias, não me procurem, eu hei-de aparecer, com mais uns kilos, mas hei-de aparecer.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Att: Criador

Ex.mo Senhor Criador,
Eu sei que és omnipotente e a tua sabedoria e imensa bondade não têm fim. Que em tudo pões um propósito e que esse propósito é o nosso bem. Tu que és não mais do que Amor em estado puro. 
Atende-me nesta prece.
Da próxima vez que criares alguém inteligente, culto, interessante e cheio de virtudes e coisas boas em que não consegui concentrar-me, não o desafies com estrabismo, um sinal do tamanho de uma ervilha entre as sobrancelhas e uma pronúncia sopinha de massa.
É que, parecendo que não, é uma atitude que se revela, para nós simples mortais, profundamente injusta e castigadora. Para o desgraçado inteligente, culto e interessante, que na maioria das vezes apenas é recordado como o sopinha de massa vesgo que tem uma verruga na testa e para os desgraçados (e esta desgraçada) que não sendo tão inteligentes, cultos e interessantes quanto ele têm de fazer um esforço tremendo para se concentrarem nas coisas acertadas e pertinentes que o primeiro diz.