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quarta-feira, 11 de maio de 2016
terça-feira, 10 de maio de 2016
Consolidando conhecimentos
Ontem, enquanto ajudava a Mironinho a preparar o teste de Estudo do Meio.
- A água que se encontra na superfície da terra, nos lagos, rios, oceanos..., evapora-se com o calor do sol e quando encontra uma zona de ar mais frio forma nuvens. É a consolidação.
- Não é consolidação, Mironinho é condensação.
- Ah, enganei-me. É a condensação. Depois, quando as nuvens estão muito cheias as gotas de agua caem em forma de chuva, neve ou granizo. É a precipitação.
- Muito bem. Então diz-me os nomes das fases do ciclo da água.
- Evaporação, consolidação e precipitação.
- É condensação. Vá, repete 20 vezes para não te esqueceres.
Hoje de manhã. Enquanto tomava o pequeno almoço.
- Mamã, vê lá se eu sei. As fases do ciclo da água são a evaporação, a con...
- Con...
- Con...
- Con...
- Consolidação e precipitação.
...
- A água que se encontra na superfície da terra, nos lagos, rios, oceanos..., evapora-se com o calor do sol e quando encontra uma zona de ar mais frio forma nuvens. É a consolidação.
- Não é consolidação, Mironinho é condensação.
- Ah, enganei-me. É a condensação. Depois, quando as nuvens estão muito cheias as gotas de agua caem em forma de chuva, neve ou granizo. É a precipitação.
- Muito bem. Então diz-me os nomes das fases do ciclo da água.
- Evaporação, consolidação e precipitação.
- É condensação. Vá, repete 20 vezes para não te esqueceres.
Hoje de manhã. Enquanto tomava o pequeno almoço.
- Mamã, vê lá se eu sei. As fases do ciclo da água são a evaporação, a con...
- Con...
- Con...
- Con...
- Consolidação e precipitação.
...
segunda-feira, 9 de maio de 2016
O estranho caso das personagens que desapareciam da história
Rodou a maçaneta de porcelana branca decorada com três peónias rosadas devagar e percebeu que a porta não estava trancada. Deteve-se antes de entrar, prescrutante, tentando perceber se realmente estava só, espreitou pela porta entreaberta e, não vendo ninguém, esgueirou-se para dentro da sala. De olhos semicerrados e ombros tensos, fechou a porta tão devagar como a abrira momentos antes, para que o gemido das velhas dobradiças não denunciasse a sua presença.
Caminhou lentamente sobre a alcatifa, sentindo o suave ceder das tábuas grossas do soalho que cobria. Passou pelo piano e conteve a vontade de lhe varrer o teclado como dedo, como fez tantas vezes durante a infância. Dirigiu-se à mesa onde repousava o telefone, tapou o bucal com palma da mão esquerda e aproximou-o o ouvido. Do outro lado, numa língua que não identificava, a voz falava ininterruptamente. Deteve-se em frente ao oratório de madeira escura. As portas de vidro estavam fechadas e, onde antes repousavam as figuras de santos, encontrava-se um único livro, com capas de pele verde e gravações douradas. Pegou-lhe com cuidado e sentou-se no canapé de veludo junto à janela.
De olhos fechados sentiu os relevos da capa do livro, a pele era incrivelmente macia. Abriu-o e sentiu o cheiro doce das folhas amareladas e àsperas e passou o indicador pela primeira página onde leu J. Grimm, W. Grimm, Der Teufel mit den drei goldenen Haaren.
As letras começaram então a sumir-se do papel, até desaparecerem por completo. Depois de lidas as palavras apagavam-se, como que por magia, deixando apenas uma folha amarela, àspera, o seu cheiro adocicado e rasto de nada.
Fechou o livro com um gesto seco e vigoroso. Sentiu medo e quis fugir dali, mas a porta estava agora trancada. Puxou um cigarro e levou-o à boca, tentando acalmar-se e perceber que fenómeno era aquele que apagava as palavras lidas. Apalpou os bolsos freneticamente até encontrar o isqueiro de prata e riscou a pedra uma, duas, três vezes até conseguir acendê-lo. Inspirou com força, reteve o fumo o mais que pôde e depois exalou longamente. Sentiu-se desvanecer. Era agora o fumo que lhe saía quente da boca e que se perdia nos tectos altos de estuque trabalhado.
Na sala, outra vez, ficou só a voz, falando ininterruptamente pelo telefone.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
E depois ficam a olhar para mim como veados encadeados pelos faróis de um camião numa noite escura
Encontrei no café umas conhecidas que me convidaram para me sentar na sua mesa. A conversa girava em torno dos empecilhos que têm em casa e a que dão o nome de marido. Porque não sabe fazer nada, deixa roupa por todo o lado, nunca sabe do lugar das coisas, ou porque é picuinhas, um miudinho que lhe enche a cabeça de manhã à noite, porque é pieguinhas, porque anda há meses a queixar-se mas não vai ao médico, um verdadeiro duelo pela conquista do título "o meu marido é mais traste que o teu", a antevisão do que daqui a alguns anos será o campeonato sénior de sala de espera "a minha doença é pior do que a sua".
- Estás muito calada, Mirone.
- Estava a pensar nas vantagens dos casamentos arranjados...
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Vacilou, Imelda!
Numa escala de 0 a 10, em que 0 representa nada adequado e 10 representa absolutamente adequado, que nota atribuem ao binómio condições meteorológicas/sabrinas malva (não são brancas, Mr Mirone!) com que S. Pedro e eu vos brindamos nesta promissora manhã de Primavera?
Sejam sinceros, eu aguento.
Sejam sinceros, eu aguento.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Aquele momento
Em que além do visto te exigem um seguro médico para poderes viajar para um país dito civilizado.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
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