Falam-se línguas (translate)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

The times they are a-changing

Estava aqui a ouvir este álbum, e percebi que trabalhar com música não é para mim. Ou bem que me concentro no trabalho, ou bem que oiço música. Normalmente ganha a música. Raios, não era suposto aquilo do multitasking nas mulheres? Cambada de mentirosos... Pois que isto das ideias na minha cabeça são como as cerejas, atrás de uma vem outra - e nem sempre a segunda é melhor do que a primeira, nunca é - e lembrei-me de ir ver quando é que a hora muda. Há-de ser no dia 30 de Março. À 1.00h da matina os relógios deverão ser adiantados para as 2.00h. Ainda pensei agendar este post para essa semana, mas se o fizer hoje tenho quase a certeza de que serei a primeira pessoa a lembrar-vos da mudança de hora este ano.  Há tanta gente na blogo que gosta de nos vir dizer coisas como se fosse a primeira vez que alguém se lembrou delas, olhem, eu sou só mais uma.
E agora estava aqui a pensar que se um dia tiver um cão lhe hei-de chamar Mr. Bojangles...

Puff

... e assim se passaram as festas ou, como eu gosto de lhe chamar, a outra silly season. Sim, acho um exagero tanta paz e amor, perdão e tolerância só por ocasião do Natal, mas olhem, é, era, Natal, vamos fingir que sim senhor, não anda meio mundo a tentar passar a perna a outro meio. 
Adiante. 
O blog retomou o seu cabeçalho "normal", que é como quem diz, sem a maravilhosa edição em paint que lhe adicionei, que isto de ter um cabeçalho by Palmier Encoberto é tudo menos normal. Bom, e isso de não ter edição em paint também é uma coisa que ainda tem de ser pensada, que uma pessoa afeiçoa-se a estas sofisticações de edição de imagem e fica com vontade de dar uns toques no cabelo só para ficar mais fiel à realidade (triste realidade, senhores, que este tempo dá-me cabo da mise).
Prossigamos então, agora com a data no pantone da moda, espécie, um orquídeazinha selvagem, que é assim que me sinto hoje.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Não suporto!

Eu juro que não ia dizer nada. Tenho os lábios roxinhos de tanto os morder, mas é mais forte do que eu.
Tem sido assim, morte após morte, figura pública atrás de figura pública, umas com maior relevo, outras com menor, outras com um relevo extraordinário. E eu vejo as homenagens sofridas, questiono-me sempre, mas dou o benefício da dúvida e prefiro acreditar que são efectivamente sentidas, mesmo que não se saiba nada além do nome do de cujus, às vezes, nem isso.
Mas, senhores, esta mania que algumas, muitas, demasiadas, pessoas têm de se dirigirem a figuras públicas mortas na segunda pessoa do singular, pelo primeiro nome ou diminutivos que só os amigos mais íntimos e familiares usavam  é coisa que me põe os nervos em franja. Sou só eu que acho desrespeitoso os " Fulano (ou Fuli, porque era assim que os amigos o tratavam), és grande, ficarás para sempre no meu coração" e afins?

É poesia, minha senhora, é poesia!

Fim de semana sem a Mironinho. A comadre junta-se a nós na sexta ao fim da tarde. Prevê-se um serão de pasmaceira pura e dura.
- Eh tempo da treta, já me sinto a abolorecer por dentro. É que nem apetece sair de casa com esta chuva.
- Pois não... Estamos a ficar velhos. Lembras-te de quando saímos para ir jantar a Matosinhos e acabámos a comer uma parrillada de marisco em Vigo?
- Grandes malucos para nos fazermos à estrada. E Madrid, lembras-te? Apanhámos cada temporal. Grandes tempos. Vê-se mesmo que éramos irresponsáveis...
- Por acaso. Olha que ir ao Algarve pela auto-estrada não fica muito mais barato. E sempre tinhamos os espanhóis com as calças curtas mas giros giros giros. 
- Os feios vieram todos para Portugal para as rebajas. Este fim de semana é que não é bom. Por causa dos Reis a estrada está cheia de malucos e de Guardia Civil com correntes.
- Que séries tens aí?
- Ando a ver uns reality shows, Breaking Amish e Amish Mafia. Conheces?

5 horas depois.

- Lo siento señores. Para una noche tenemos solamente una  habitación doble, pero podemos instalar una cama extra.
- Vale! La cojemos.

12 horas depois:
- Ai Mirone, como é que aguentas? Diz-me que Mr. Mirone não é sempre assim. Coitados dos vossos vizinhos!

Querida comadre, que és para mim como uma irmã. Como é que eu te hei-se dizer isto de forma simpática e sem expor muito a minha vida íntima? 
Aquilo que acontece no quarto (bom, às vezes é mesmo no sofá da sala), quando as luzes se apagam (e com as luzes acesas, que o Mr. Mirone não é cá de pruridos), é Poesia, pura Poesia. Mr. Mirone não ressona, Mr. Mirone declama. São os dez cantos dos Lusíadas, mais dois cantos extra, que sairam agora numa edição de coleccionador, numerada e assinada pelo autor, declamados de uma ponta à outra... e de trás para a frente... em esperanto. Um Villaret! O Vitor de Sousa, que me lê preocupado, tem motivos para isso, ó se tem. Não sei como foi a sua carreira contributiva, mas no seu lugar poria as barbinhas de molho e começaria a pensar na reforma.
Auto-motora? Não sei de que é que estás a falar. Aquilo que os teus ouvidos destreinados de solteira (essa é que é essa!)  não conseguiram decifrar era poesia.

Mas sim, só acontece quando está mais cansado...

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Coisas que já não me deviam irritar, mas irritam

Ler/ver notícias sobre gémeos que "nasceram com um ano de diferença".
Nascer em anos diferentes (com poucos minutos de intervalo) não é a mesma coisa que nascer com um ano de diferença (365/366 dias de intervalo).

2 de Janeiro de 2014

(Ainda estamos a meio do primeiro dia de trabalho e já me começam a faltar as forças)

O que as pessoas que se cruzam comigo pensam que acontece quando me cumprimentam esfusiantes com o originalíssimo (não podia ser menos!) "Já não nos víamos/falávamos desde o ano passado!":

O que efectivamente acontece de cada vez que tenho de ouvir esse cliché:



Vocês não me querem assim tanto mal para me agredirem dessa forma bárbara, pois não?
Vá, têm o ano de 2014 todo pela frente para pensarem num frase verdadeiramente engraçada e original para me dizerem daqui a um ano, pode ser?


Um polícia em cada rotunda

Depois de há uns tempos ler o meu desabafo no blog, o legislador (sim, o legislador, um senhor cansado - um único, não hão-de certos diplomas ser um aberração - que ganha a vida a legislar), tirou-se de cuidados e, finalmente, deixou escrito preto no branco como se circula nas rotundas e estabeleceu coimas para quem o faz de forma errada.
Não costumo fazer resoluções de ano novo ou formular desejos durante as doze badaladas, faço-o agora. Para 2014, desejo um polícia em cada rotunda!
Apre! Para ver se senhor do Citroen Saxo azul que circulava à minha frente esta manhã aprende!