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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Puff

... e assim se passaram as festas ou, como eu gosto de lhe chamar, a outra silly season. Sim, acho um exagero tanta paz e amor, perdão e tolerância só por ocasião do Natal, mas olhem, é, era, Natal, vamos fingir que sim senhor, não anda meio mundo a tentar passar a perna a outro meio. 
Adiante. 
O blog retomou o seu cabeçalho "normal", que é como quem diz, sem a maravilhosa edição em paint que lhe adicionei, que isto de ter um cabeçalho by Palmier Encoberto é tudo menos normal. Bom, e isso de não ter edição em paint também é uma coisa que ainda tem de ser pensada, que uma pessoa afeiçoa-se a estas sofisticações de edição de imagem e fica com vontade de dar uns toques no cabelo só para ficar mais fiel à realidade (triste realidade, senhores, que este tempo dá-me cabo da mise).
Prossigamos então, agora com a data no pantone da moda, espécie, um orquídeazinha selvagem, que é assim que me sinto hoje.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Rosa, que te quero rosa!

Se esperam ler aqui um ataque à chamada imprensa cor de rosa, sigam para o blog seguinte, é "a circular, fáxabor", que não há aqui nada para ver.
Costuma dizer-se que o Natal é quando o homem quer. No que diz respeito à imprensa cor de rosa, a silly season é quando o editor quiser e o editor quer que seja todo o ano.
Quem me conhece sabe que, apesar de não comprar, não perco uma oportunidade para ficar a par das fofocas do nosso cantinho, do casa/descasa/casa outra vez, do amavam-se mas agora odeiam-se, dos bebés, das casas e carros novos, das fatiotas e penteados, da boa forma física  - ou não - das nossas vedetas, das festas, dos casamentos de sonho. E dos escândalos, que apesar de cor de rosa, o "sangue" vende muito e o mundo precisa de saber que Manuel abandonou a família, que a Maria traiu o António, que o Joaquim está enterrado em dívidas, que esconde um passado de miséria. É importante, não vá uma pessoa afeiçoar-se em demasia a essas pessoas e ver as coisas ainda mais cor de rosa. Distraio-me, divirto-me, que mal tem?
Assim, sempre que passo a uma montra de um quiosque ou tabacaria, faço questão de, antes de comprar o que tenho a comprar, fazer uma visita à zona do cor de rosa. 
Ontem não foi excepção. Em poucos minutos vi quem são as beldades da nossa praça a quem o amor não assiste e continuam solteiras, tomei conhecimento do casamento romântico do filho do Durão Barroso, fiquei a saber que a Cátia palhinha está agarrada à miséria, que os bebés da Pimpinha Jardim e da Ruth Marlene já nasceram, que a Kelly e o Pedro vão viver juntos, que a Fanny vai ensinar a fazer dieta (!), que a Judite e o Seara já não vivem juntos há mais de dois meses, que o primeiro ministro passa férias apaixonadas, que o Sócrates se esconde em resort de luxo, que a Fernanda Serrano não está grávida, mas que a Charlote do Mónaco está...
E depois vi a capa da revista Mariana...
Eu preciso mesmo de saber (e ver) que o José Carlos Pereira dá "beijos de língua" (sic) à Alexandra Lencastre? Quem quer saber que o Flávio Furtado arrasa o Daniel Martins, quando pode saber pormenores daqueles? E a seguir, vem o quê, as posições sexuais preferidas?




quarta-feira, 26 de junho de 2013

Capitão Roby, Portugal precisa de ti!


Chegou o Verão, a maravilhosa silly season. Acabei de saber que a Patrícia Tavares casou num hipermercado, com um vestido da vizinha, e a vendedora das alianças a presidir ao acontecimento. Ali mesmo, no hipermercado, compraram croquetes e improvisaram o copo d’água.  
Com o Verão veio a época dos amores tão tórridos quanto passageiros (agora não estou a falar da Patrícia Tavares, que parece que a sua relação até já tem mais de dois anos). São inúmeros os estudos sobre o  tema, e as conclusões são para todos os gostos. Se há coisa que admiro neste tipo de estudos é, a par da sua pertinência, é a sua democracia.
Adiante, dizem os estudos que no Verão estamos mais predispostos ao romance. Porque o sol influencia a produção de serotonina e endorfinas, as hormonas do amor e da paixão, porque estamos de férias, mais descontraídos, a vida social é mais intensa, tendencialmente o tamanho das roupas é inversamente proporcional à temperatura, et cetera, et cetera. No Verão  tudo parece mais fácil no campo das conquistas amorosas. É no Verão que se cometem as maiores infidelidades e é imediatamente a seguir ao verão que dão entrada a maior parte dos processos de divórcio. É um facto, há estudos que o atestam, basta procurar na net, esse depósito de ciência e conhecimento. E, se está na net é porque é verdade, toda a gente sabe.
Tudo isto é muito bonito, sim senhor, o sexo faz bem, o amor-iogurte, com prazo de validade, faz muita gente feliz, mas o meu coração romântico chora. Portugal não precisa de fast-sex, de casos de uma noite. Portugal não precisa de clones das vedetas do Secret Story (é impressão minha ou são cada vez mais  e estão em todo o lado?) que com três grunhos ou um bom decote, consoante o género, copulam como coelhos. O que é que o país ganha com isso? Nada, nadinha! Eventualmente uma doença venérea, umas quantas gravidezes indesejadas e muitas dores de cabeça.
O “problema”, se lhe quisermos chamar assim, reside no facto de nem todas as portuguesas serem clones das concorrentes do Secret Story, nem todas terem facilidade em seduzir. E nem todos os portugueses  terem livre-trânsito num ginásio da Amadora. Sim, é verdade, a maioria dos portugueses não rasga camisas de cada vez que contrai um bicep.
É hora de dizer Basta! É hora recuperar o que de mais valioso temos, as tradicionais técnicas dos cavalheiros sedutores, dos verdadeiros gentlemen. As portuguesas querem alguém que as corteje, quem lhes ofereça flores, quem as leve a passear, a jantar, lhes compre jóias, perfumes e roupas (com o dinheiro que elas ganharam, pois está claro, que elas são mulheres modernas e independentes e ele teve o azar de ver a sua imensa fortuna no estrangeiro congelada, apenas por uns dias, garante, fruto de mera burocracia e muita incompetência), de alguém que as faça sonhar, que lhes prometa o mundo (ainda que  lhes deixe tão só a rua). Em última análise, constato, Portugal precisa de burlões sedutores. Portugal precisa de Capitães Roby.

Já vos disse que começou a Silly Season?