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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2014!

Então mas o que vem a ser isto?
Já cansados? Eu não vos avisei que era para beberem com moderação? Que mania, de só fazerem o que querem! Ai a Susana está aos beijos a outro? Azar o dela! Vai lavar a cara, compõe-te, que daqui a nada é meia-noite em Nova Iorque e a Susana há-de estar a vomitar no colodo outro.

Feliz 2014!

Mais outro!

De olhos postos na torre, Paris recebe o ano novo de braços abertos! Aqui, vamos recebê-lo com mais um brinde!

Feliz 2014!

Mais um brinde!

Agora em Moscovo! Abracem-se, beijem-se muito que está frio!

3, 2, 1....

Feliz 2014!

Tchim tchim outra vez!

Em Singapura já se canta "chegou a hora do adeus,irmãos...". Flutes a postos...

Feliz 2014!

Façam dele o melhor ano das vossas vidas.

Até já!

Cheers!

Vá pessoas, toca a pegar nas flutes que entretanto na Austrália o novo ano está a chegar! Já escolherama pessoa que vão beijar daqui a poucos segundos? Olho nela (e, já agora, certifiquem-se de que também ela está de olho em vocês, para poupar uma entrada embaraçosa em 2104).
Guardaram lugar com a melhor vista para a ópera e ponte de Sidney?

Em 3, 2,1...

Feliz 2014!


Agora, tenham juizinho e bebam com moderação, se ainda querem chegar a Lisboa em condições.
Volto para Singapura.

Mundo cão!

Se a minha vida fosse um filme, ontem ter-me-ia dado um jeitão que se tratasse de uma película do cinema mudo. Reformulo. Se a vida de algumas pessoas fosse um filme ontem ter-lhes-ia dado um jeitão que fosse cinema mudo.
Depois de uma manhã de sonho no Barreiro (não é para vos fazer inveja que vos esfrego nos olhos estes momentos de vida perfeita, nada disso caros leitores, não fiquem tristes), despachei-me a tempo de ainda vir almoçar a Lisboa. 
Estando sozinha, quis despedir-me do ano laboral num restaurante com bom ambiente e guardanapos de pano.
Calhou-me em sorte, e que sorte, uma mesa com muito boa vista, a saber, para uma mesa com três indivíduos do sexo masculino com um bom ar bestial. Se vamos comer uma boa refeição, é sempre bom fazer o pleno e "dar pasto" também aos olhos. 
Entre uma garfada e outra lá ia levantando os olhos, sim senhor, que agradável, ricos colírios.
Percebi pela conversa que gostavam de bicicletas. Com certeza, não é alapado no sofá que se consegue aquele ar. Dizia um, que tinha visto no Olx um anúncio de uma bicicleta muito boa e com pouquíssimo uso, mais de 700 euros mais barata do que uma que ele queria (setecentos euros, para mim, dava para comprar uma bicicleta e ainda sobrava para o capacete! Vejam como sou entendida no assunto) e que em princípio ia vê-la esta tarde. "Fica numa rua aqui perto, a referência que o vendedor me deu é que fica por cima de um consultório de psicólogo para cães. Queres vir comigo ver?" 
Responde um deles, por sinal o mais giro: "Psicólogo para cães?! Mas quem é o otário que gasta dinheiro nesses tipos? Os cães não têm cérebro, não falam!"

Porquê? Não é justo!