Falam-se línguas (translate)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Onde é que eu arranjo uma receita a esta hora?

O amor não escolhe idades, já todos nós sabemos (sabemos, não sabemos?), mas quando se lembra de escolher uma hora, a coisa pode tornar-se um verdadeiro drama.
Ontem antes de ir para casa tive de passar na Farmácia e pude testemunhar como a sorte pode ser madrasta no que diz respeito à escolha da hora do amor.
Dizia um senhor já entradote, entradote mesmo:
- Oh Aninha, mas a menina  já me conhece há tantos anos, olhe que desde que vocês abriram nunca mais fui a outra farmácia... Eu depois trago-lhe a receita.
- Não posso senhor Ribeiro, preciso mesmo da receita.
- Oh Aninha, mas ainda na semana passada levei o Norvasc e não me pediu nada.
- Mas o senhor toma Norvasc há tantos anos, eu sei que traz sempre receita.
- Está a ver Aninha, eu trago sempre receita.
- Não posso senhor Ribeiro. Ainda mais é cardíaco. O senhor não vê as notícias? Olhe que já houve gente que se sentiu mal. Falou nisso ao seu médico assistente? Se cá estivesse a Doutora...
- Oh Aninha, mas já viu as horas? Onde é que eu arranjo uma receita de Viagra a esta hora? É que se for às urgências demoro a noite toda até ser atendido. Não há então um genérico ou assim, que não precise disso?

Entretanto chamaram o meu número, mas fiquei com pena do senhor Ribeiro. Tanta persistência devia ser compensada.




terça-feira, 10 de setembro de 2013

Porquê???

Mães que vão levar os filhos à escola de pijama (queria tanto acreditar que não é pijama, mas um fato de treino) e chinelos de quarto, côr de rosa, felpudos, não dá para enganar (se fossem havainas, uma pessoa ainda dava o benefício da dúvida em relação ao pijama que se calhar é roupa desportiva, mas assim fica difícil), isso tudo é descontracção, "quero lá saber o que os outros pensam da minha maneira de vestir, desde que esteja confortável e bem comigo mesma, gente fútil e obtusa que só sabe criticar a roupa dos outros, de qualquer maneira é só para o levar ao portão, ninguém vê", ou é puro desleixo?
 

E não venham com conversas que agora é moda e muito chique vir de pijama de seda para a rua, porque isso que vocês estavam a usar não era seda. E mesmo que fosse!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

É segunda feira!

São pouco mais de 9.00, saí de casa com um bocadinho mais de tempo, para organizar a semana e, mesmo sem ter feito nada (escrever isto não conta), já sinto que salvei os pandas da extinção!  Lidar com algumas pessoas cansa!
E estás feliz Mirone? Sentes-te bem? Achas que o mundo ficou um lugar melhor para se viver?
Não, mas sinto que já foi um lugar melhor para estacionar.
Juro pessoas, eu pensava que aquelas discussões idiotas sobre estacionamento eram uma ficção, um exagero, situações que se contavam em tom anedótico entre os colegas de trabalho. Mas parece que não, há pessoas que levam muito a sério a escolha do lugar onde deixam o carro. Mais, parece que os lugares de estacionamento se adquirem por usucapião.
"Comássim"?, perguntam vocês.
O seguinte episódio é pura realidade. Qualquer semelhança com a ficção é pura coincidência.
Ao sair do carro, grita-me da janela de um primeiro andar, um senhor que me pareceu na casa dos 40 anos, novo, portanto.
- Psst, psst, olhe que vai ter de tirar o carro daí.
- Desculpe...
- Vai ter de tirar o carro daí.
Olho para cima, para os lados, para baixo, não vejo um único sinal de que seja proibido estacionar ali.
- Tirar o carro? Então porquê?
- Porque eu é que costumo deixar aí o carro.
- Mas o seu carro não está aqui agora, estaciono eu.
- Não está mas vai estar, que daqui a pouco a minha mulher está a chegar que foi só levar o garoto à escola e precisa de estacionar o carro.
- Pois, mas olhe que este estacionamento é público, não vejo aqui nada que diga que este lugar é reservado.
- Não vê mas havia de ver. Ou não viu também que eu é que ponho aí o carro todos os dias? 
- Pois, mas hoje eu cheguei primeiro, fiquei eu com o lugar.
- Mas eu moro aqui há mais de 15 anos! Tire daí o carro! Olhe que vamos ter chatices! Esse lugar é para a minha mulher! Vá pôr o carro na rua de trás que há lá muitos lugares!
- Mas a sua mulher tem algum problema, uma dificuldade em andar, que precise mesmo de pôr o carro aqui?
Garanto-vos que ainda estava a tentar perceber o que se estava a passar.
- Mas quais problemas, pá? Está a insultar a minha mulher? Tire daí o carro, que ela está quase a chegar.
- Não, não vou tirar. Vai ter de arranjar outro lugar. Tenho de  ir que estou com pressa.
- É que isto não fica assim está ouvir? Amanhã a gente vê quem é que se fica a rir! Olhe que o último a rir é o que se ri melhor!

Tanto urso fofinho em extinção e ninguém acaba com estes...


Actualização das 14.00: "Medricas" como sou, fiquei a matutar no que me disseram a Izzy e a Sheila Carina e durante a hora de almoço tirei o carro (sem sinais de vandalismo). Só que só arranjei lugar no fim do mundo e quando cheguei ao restaurante onde costumo almoçar  já só havia mesa debaixo da televisão e é horrível almoçar com a sensação de que está toda a gente a olhar para nós, mesmo sabendo que não. Eita, vidinha insignificante, a minha...

Actualização do dia seguinte: Agora está lá umVolkswagem branco (ontem à tarde era um Opel cinzento). Hum... sou "chonhinhas", não sou "choninhas", muito, pouco ou nada, sou "choninhas", não sou "choninhas"...

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Javardices ou "ao que isto chegou, senhores!"

Como já é do vosso conhecimento, o Blogger e eu temos uma relação tão intensa quanto tensa. Gosto dele e acredito que ele também gosta de mim. Mas meu amadorismo e "nabice" inata chocam com a sua vontade própria. E se é vontade do blogger que às 19.00 do dia 5 de Setembro sejam 9.00 do dia 6, pois, obviamente ganha o mais forte, o Blogger.
Ainda assim, e porque acredito no sentimento que nos une, não desisto à primeira contrariedade, e fui ver o que se passava. Não percebi como aconteceu, alguém me explique, por favor. 
Entretanto, exploro definição daqui, exploro definição dali e dou comigo nas minhas amadas estatísticas, outra vez. Deixa cá ver como é que as visitas têm dado com este canto, deixa cá ver o que procuram elas.
E, outra vez também, dou com os "gays a terem sexo nas estações de serviço" e "taradas" na lista das palavras-chave de entrada. Fico com pena de não poder ajudar esses leitores, de não lhes poder fornecer a informação que desejam. Cada vez mais me convenço que o nome Mirone foi uma péssima escolha. Será a minha cruz...
Mas há outra informação, igualmente útil e rigorosa, sobretudo rigorosa, que posso partilhar com os leitores. 
Por exemplo, que as galinhas e os humanos partilham 60% dos genes. Quererá isso quer dizer, que algures no tempo, tivemos antepassados comuns? Eu, pessoa com forte queda para a idiotice, ponho-me imediatemante a pensar na hipótese de ter uma tetaratetaratetaravó de linda plumagem branca. Uuuuuhhhhg. Isso é nojento! Que falta de sensibilidade, de respeito, de tudo, Mirone! Bateste no fundo!
Sou bem capaz de ter batido no fundo, mas nunca se sabe quando é que alguém interessado em bestialidade pode passar por aqui.


Momento "Isto é tão mau, mas tão bom" do dia

Jovem, se tens velas junto a álcool, não dances contra a porta!


Yupiiiiiiiiii!

Hoje ao fim da tarde há reunião de mães (e dois ou três pais) na escola da Mironinha. Há lá programa melhor para o fim de tarde de sexta feira?

Mas está tudo maluco?

Disclamer - em estrangeiro, para parecer que sei coisas, falo línguas e isso: 
Não li nenhum dos livros da triologia das 50 Sombras de Grey. Por nenhuma razão específica. Não se proporcionou e nem os rios de tinta que correram sobre o assunto despertaram em mim a vontade de que tal se proporcionasse (o que não quer dizer que não venha a acontecer, que o futuro a Deus pertence, não é assim que se costuma dizer?).

Evidence - estão convencidos? Aquilo de falar línguas e saber coisas? Não?:
As petições são um maravilhoso mundo novo, há-as para todos os gostos e com todas as finalidades e propósitos.

Foi criada uma petição on-line a exigir a substituição dos actores escolhidos para a adaptação ao cinema do livro. Saiba mais aqui.

Podia dizer-vos tantas coisas sobre o assunto, mas só me ocorre uma.

Mas está tudo maluco, ou quê?