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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Yes I can!

Não, este post não tem nada a ver  com o Presidente Obama e com a suspensão dos serviços públicos não essenciais que a reforma do sistema de saúde e controlo de gastos do governo está a causar nos Estados Unidos. Mas podia ter. De qualquer forma, revelou-se uma decisão muito a jeito do meu orçamento e finanças pessoais.
Pois que depois de um Verão pleno de praia e piscina, o meu cabelo se mostrava especialmente castigado e que as outrora lindas madeixas douradas se assemelhavam em tudo a um piaçaba albino cruzado com esfregão de arame. Acho que é a primeira vez, agora segunda, que escrevo piaçaba. Obrigada querido blog por me proporcionares estes momentos descoberta e qualidade literária única (boa ou má qualidade, isso é outra conversa)! 
Impunha-se, portanto, cumprir o mandamento de S. Restaurador Olex e voltar à cor com que nasci.
Escusam de rir e antecipar a minha desgraça. Tenho umas mãos habilidosas, algum jeito para as artes, é verdade, mas jamais me passou pela cabeça a pintar o cabelo sozinha, ainda que, depois de tantos anos a observar a minha cabeleireira, ache que aquilo não tem ciência nenhuma. E pronto, aproveitei a hora de almoço, entreguei-me às mãos de uma profissional e o meu cabelo voltou a ter a sua cor natural.
- Tem andado a abusar da chapa... 
- Um bocadinho. (Todos os dias)
- Mas faz a máscara pelo menos uma vez por semana.
- Sim (sempre que me lembro)
- Havíamos de cortar estas pontas, estão tão estragadas...
- Mas eu queria deixar crescer mais um bocadinho (deve pensar que eu não sei que está desejosa de me tirar um palmo de cabelo).
- Só aqui à frente, a franja está sem corte.
- Fica para a próxima, hoje não. Seque como de costume, pode ser?
Saí de lá com uma cor natural, mas a ideia de cortar ficou ali a moer-me. Realmente estas pontas estão um bocado  estragadas, parecem palha. Devias ter cortado, Mirone. Que estupidez, podias ter aproveitado. Agora tens de lá voltar e levas um corte que te deixa careca. De qualquer maneira era mais a franja. Qualquer um corta a franja, não há-de ser muito complicado, eu vejo bem como é que elas fazem, torcem o cabelo e cortam pela ponta do nariz para ficar escadeado. De certeza que se eu quisesse conseguia. Eu é que não quero. Ou quero? Claro que não! Vou só ver um tutorial na net para confirmar que é só torcer e cortar. Mas não vou cortar, é só ver. E logo a franja. Ainda ficava como a da Beatriz Costa. Nem pensar, cortar o meu próprio cabelo. Era preciso estar maluca. How to cut your own bangs. Xii, tanto tutorial. Pfff, só se eu fosse doidinha de todo é que me punha a ver os vídeos das teens americanas. Seis minutos, já agora deixa lá ver. Separar um triângulo sensivelmente três ou quatro dedos acima do meio da testa até à direcção da ponta das sobrancelhas. Por acaso tenho aqui a escova à mão. Só para ver, por acaso não tem ciência nenhuma. De qualquer maneira não vou cortar. Torcer o cabelo. Olha, parece uma tesoura de escritório. Realmente, estas miúdas nem as pensam. Já agora deixa lá ver como é que fica. Mas não vou cortar. É só por curiosidade. Segurar o cabelo mais ou menos na altura entre a ponta do nariz e o lábio. Por acaso se eu quisesse também conseguia. Mas não quero. Caramba, ainda posso pagar um corte de cabelo. Cortar, deixando o cabelo desenrolar-se. Por acaso não ficou mal. Se eu quisesse conseguia. Mas não quero. Por acaso a tesoura dela até parece esta. Vá, só simular. Deus me livre! Cortar o meu próprio cabelo. Só se estivesse tolinha de todo!
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Um minuto depois: Yes, I can!
Uma tesoura de escritório é bem boa, se não tiverem aquelas todas mariquinhas e profissionais.