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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Quando ela é ele

Quem nunca se enganou no sexo/género do seu cliente atire a primeira pedra.
Escusam de rir. Sejam sinceros. Eu sei que está sempre a acontecer.
Quem nunca trocou e-mails profissionais com um cliente, convencido de que era uma mulher? Ora, ora, toda a gente!
Quem insiste em iniciar toda a correspondência trocada com "Exm.a Senhora", "Cara" A... (um nome estrangeiro)? Toda a gente também, é uma questão de cortesia.
Quem é que, não conhecendo a pessoa em causa, aborta a ideia de ir procurar essa pessoa nas redes sociais só para saber mais qualquer coisa sobre a cliente com quem agendou uma reunião? Todos nós, certo? Olha cá agora control-freaks, era o que faltava. Que mania! Às tantas nem é utilizadora.
Quem é que recebendo um telefonema a pedir para alterar a hora da reunião, fica a pensar que a senhora anda a dar forte e feio no bagaço ou a fumar uma caixa de charutos todos os dias? É normal, há mulheres com voz grossa, ou talvez a senhora tivesse acordado há pouco tempo.
Quem é que responde com toda simpatia "Com certeza, posso mudar a hora. E a que horas é que a senhorA prefere? Fique descansadA, mudamos então para quarta-feira às 14h. Até lá, muito gosto em ouvi-lA". É perfeitamente normal, quando uma cliente estrangeira e que não nos conhece se desfaz em salamaleques do outro lado da linha, o mínimo que devemos fazer é sermos igualmente educados, não vá dar-se o caso de criarmos uma barreira cultural intransponível. 
Quem é que fica sem palavras quando, à hora marcada, se depara com um homem de barba rija? Eu!


Já agora, confirmem-me só uma coisa, por favor. Ashley é nome de senhora, não é?