Ou eu tenho dois amores que em tudo são iguais, e não tenho a certeza de qual eu gosto mais. A saber, as pessoas que guardam mesa nas praças de restauração dos centros comerciais enquanto o companheiro vai para a fila dos pedidos (obrigando quem já tem a sua refeição a andar ali às voltas com a comia a arrefecer no tabuleiro), e as pessoas que pousam um pacote de arroz na passadeira da caixa de supermercado para depois irem buscar as restantes compras, com a desculpa que vão só buscar um pacote de leite, quando na verdade trazem uma lista de ingredientes para um banquete de cinco pratos quentes e sobremesas várias, bloqueando o andamento da caixa.
Hoje aproveitei a hora de almoço para fazer umas compras no supermercado e presenciei uma variação desta última atitude. Ao aproximar-me da zona das caixas vejo uma senhora de meia idade furar a fila e pousar um saco com bananas na passadeira, que entretanto estava cheia com as compras de um cliente, para grande estupefacção dos restantes. Diz que vai só ali buscar uns lenços de papel, que não se demora e afasta-se com a mesma pressa com que chegou.
Entretanto a minha fila avançava a bom ritmo, e as minhas compras, entre outras um saco com bananas, já estavam na passadeira. Eis senão quando sinto alguém a apoiar-se nas minhas costas. Acto contínuo, vejo um braço que se estica, afasta os meus guardanapos de papel, arreda as garrafas de água, empurra o esparguete e alcança finalmente os sacos da fruta. Eu assistia como quem acorda de uma anestesia geral e ouve as enfermeiras chamar o seu nome, mas é incapaz de qualquer reacção. A menina da caixa, idem. Indiferente, a madame continua, puxa um saco, vê que são tangerinas e larga-o. Puxa outro, confirma ser de bananas e recolhe-o. Desperto.
-Desculpe! O que é que está a fazer com as minhas bananas?
- Olhe, vinha buscar as bananas que a caixa três está a andar mais depressa, enganei-me. Credo, são só bananas, está ali um expositor cheio delas, não é o fim o mundo!
Nota mental: Da próxima vez que não me apetecer ir até ao fundo do supermercado buscar água, agarro no primeiro garrafão que encontrar numa passadeira, assim como assim, está lá ao fundo uma carrada de palettes carregadinhas deles.
Falam-se línguas (translate)
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Coincidências
Vi nas notícias que Jerónimo de Sousa assinou o livro de condolências na Embaixada de Cuba. Fê-lo com a mão esquerda.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Ah, a emoção das pequenas grandes descobertas
Hoje descobri, já na porta de embarque, que deixei telemóvel no hotel.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
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