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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

... com caracóis

Depois de ler este post da Be, dei comigo a pensar na educação pelo exemplo que damos aos filhos e na forma como, mesmo sem querermos, lhes condicionamos a perceção do certo e do errado, do bom e do mau, do belo e do feio. Hoje foi assim, enquanto descíamos no elevador e lhe passava os dedos pelo cabelo.
- Tenho mesmo sorte, Mironinho, saíste muito melhor do que alguma vez imaginei. Acho que se te pudesse escolher não teria escolhido tão bem. Para mim és perfeita.
- Pois, tinha saído como a Isolda, com caracóis.
- Hã?
- Para mim a Isolda é perfeita, menos nos caracóis.

Com sete anos, a Mironinho acha que a perfeição de alguém depende da textura do cabelo e eu não posso deixar de estar magoada com o péssimo exemplo que lhe dou quando, todos os dias, faço por disfarçar os meus.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Xiiiii, coração!

Durante o almoço a televisão estava a passar o discurso do Presidente da República na cerimónia de apresentação de cumprimentos de ano novo por parte da delegação da Assembleia da República (presidente e vice, líderes parlamentares...).
Seguiram-se os cumprimentos físicos propriamente ditos. A saber, apertos de mão, beijinhos e abraços, até aqui nada de novo, portanto. Mas os abraços, meus amigos, os abraços! Caramba! Aquilo não eram abraços, eram muito mais do que umas pancadinhas nas costas, eram mesmo xi-corações, e dos bons! Bem apertados e esfregados. Houve ali momentos em o Presidente esteve a um passinho mínimo de apertar as bochechas a um ou dois deputados e dizer "coija mai boa do xeu pejidente". Isso ou levantar-lhes a camisa para lhes soprar na barriga. Só não o fez, aposto, porque houve meia dúzia de deles que não conseguiram disfarçar o claro desconforto.

Esta noite

Tinha meia hora para passar a ferro três toalhões de banho e duas camisas de Mr. Mirone que um cliente seu me deixou no escritório, ao qual não podia dizer que não porque era o seu maior cliente. Depois de ter descoberto um ferro no armário dos consumíveis tive de encontrar uma mesa livre para poder passar a roupa. A solução foi levantar parte da toalha que cobria a minha secretária, que estava transformada numa mesa para um aniversário infantil de não cheguei a perceber quem, porque entretanto descobri que estava atrasadíssima para o fim de semana com os colegas do nono ano numa quinta no Cartaxo, onde tinham recriado os balneários do colégio, impressionante, é que estão mesmo iguaizinhos, pensei. No pátio, junto a um muro de cimento muito feio, ajeitei-me no saco-cama ao lado das minhas amigas e comentámos satisfeitas como continuávamos iguais. E continuávamos!, as roupas e cabelos eram absolutamente iguais aos que usávamos há 25 anos. Os rapazes eram todos giríssimos e "actuais".

Estou cansada. E preocupada com o senhor que deixei pendurado na festa de aniversário montada no meu escritório.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

E o macaco da Lúcia Linda que não viesse à liça

- Fica em que nome?
- Mirone Mirone.
- Ah... é da Fernanda Filomena.
- Eeeerrrr.... depende, a minha sogra chama-se Fernanda Filomena, não sei se é a mesma... (Mau, querem lá ver que esta vez é a minha sogra que tem aqui um macacão para levantar).
- Ahahahaha! Pois, já sei quem é. É a senhora que  da outra vez confundi com a filha de outra cliente que tinha um macaco, e depois com o marido da senhora é que se esclareceu tudo.