Falam-se línguas (translate)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Vitor?!

Ou como educar pelo exemplo.


- Papá, hoje na ficha de revisão de Português tínhamos de inventar uma história com um peixe. Sabes que nome é que eu lhe dei?
- Qual?
- Lembrei-me de ti.
- Oh...
- E por isso chamei-lhe Vitor.
- Vitor?! Mas eu não me chamo Vitor!
- Pois, mas nas histórias que tu arranjas sempre nomes feios para as personagens.

Dia Mundial a Criança - Day After

Circula na internet mais uma fotografia, um homem com um bebé lindo ao colo. Por respeito não reproduzo.
Porque é um homem alemão, voluntário, pai de filhos, que embala um bebé morto acabado de resgatar de mais um naufrágio no Mediterrâneo. Um bebé que ninguém sabe quem é.
Não sei bem digerir estas coisas.

Ora bolas!

Logo hoje que me senti tão inspirada, que me apeteceu divagar sobre o que sustem a conversa das senhoras sentadas à mesa do café, porque sabe o senhor Dionísio que mais que um maxilar definido pela força de quem morde os dentes e olhar penetrante, são juras abstratas de atenção indisputada sem destinatária que fazem cada uma daquelas senhoras sentir-se única e especial, não o escrevi a tempo de encontrar a caixa de comentários aberta.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Post real em tempo de sonho

E eu que faltasse a um movimento blogosférico

Fotografei sapatos para o Pipoco, vesti pombos para a Palmier, fui ao Marquês com a Filipa, alguma vez ia deixar o Senhor Ministro desamparado? Nem pensar! 
O Senhor Ministro tem um blog de amor sem o amor para o alimentar, e isso entristece-o, definha-o. Ora eu, um coração de manteiga assumido, não consigo ver um ministro cabisbaixo, aceitei de imediato o desafio de, com a minha manifestação de amor incondicional, fornecer ao Ministro o alimento que teima em faltar-lhe. 

Senhor Ministro, excelência, saiba que não há de há dois meses para cá um dia em que não lhe dedique uns minutos a minha atenção. Sabe, Senhor Ministro, quantos minutos têm os meus dias? Ora bem, são vinte e quatro horas, com sessenta minutos cada uma, ora portanto, seis vezes quatro vinte e quatro, seis vezes dois, doze, é fazer as contas, como disse um dia um seu colega, e olhe que se deu bem, ainda há dias prestou provas na ONU. O senhor ministro esteve presente, sabe bem do que falo. Não são muitos, Senhor Ministro. Ainda assim, reservo sempre uns quantos para o visitar.
Senhor Ministro, não sei se o amor que lhe ofereço é o que procura, mas é genuíno, não é de desprezar. 
Traga-me no coração a dizer-lhe que me faz rir, porque é assim que o trago no meu.
Faça de conta que estamos num reality show, afinal, o que são os blogs senão um imenso reality show. 

Senhor Ministro, eu amo-o. Mas como irmãos.


Como é, minha boa gente?

Doze pontinhos, novinhos e a estrear, para estourar nas estradas, hein?
Vá, juizinho, não gastem tudo de uma vez que depois querem mais e já não há.