Falam-se línguas (translate)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A sério?!

Ontem, no fim de um almoço demorado em que a Mironinho se portou muito bem:
- Muito bem, Mironinho, estou muito orgulhosa, portaste-te como uma menina crescida.
Ela, felicíssima com o elegio, perguntou-me se parecia a prima, que tem 10 anos.
- Parecias uma menina de 12 anos, sempre sentada e a falar baixinho, sem birras, mereces mil beijinhos. 
- Quando eu tiver 12 anos vou ser adulta?
- Ainda não, vais ser adolescente. Mas aos doze anos já vais poder fazer recados à mãe, ir à frutaria ou ao pão...
Mr Mirone, indignado:
- Achas?! Deves estar maluca, alguma vez eu a deixava ir ao pão com 12 anos?
O pai de Mr Mirone, branco cal:
- Epah, Mirone, tu não me leves a mal que sabes que não me meto na educação da Mironinho, mas olha que também acho que estás a facilitar um bocado.



Nota 1: A padaria e a frutaria são no rés do chão do nosso prédio, numas galerias comerciais às quais temos acesso sem sequer precisarmos de ir à rua ou atravessar a estrada.
Nota 2 (que, pensando melhor, devia ser nota  prévia): Mr Mirone começou a sair à noite aos 14 e teve uma mota (scooter) aos 16.


domingo, 6 de julho de 2014

Diz que é para mostrarmos os nossos lugares

(Aquilo dos bilhetes não preencheu os requisitos mínimos dos padrões de gabarolice blogosférica)

sábado, 5 de julho de 2014

Show must go on!

Que é como quem diz, está na hora de voltar que a minha vida não é só isto.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Give a little help to my friend

Bom dia, pessoas lindas e generosas!
Por aqui o sol brilha e eu estou nas minhas sete quintas. Como tal, gostava de espalhar felicidade pelo meu vasto auditório. E agora, digam-me vocês, há lá maior felicidade que dar sem querer receber? Fazer o bem sem olhar a quem? Ajudar um estranho?
Não há, eu sei. Aquilo dos filhos e da família é conversa de circunstância. A verdadeira felicidade está em ajudar um estranho sem esperar nada de volta.
Estão a acompanhar-me, certo?
Hoje trago-vos a história apaixonante do Factos de Treino. O Factos tem um amigo que lhe dispensa um bilhete para vir a Londres ver os Monty Python, mas é um tipo responsável e prefre alimentar os filhos e providenciar-lhes um tecto, pagando a renda de casa. Um tipo estranho, é o que vos digo. Fisicamente, bom, fisicamente, fiquemo-nos pelo estranho também (na verdade é um sensualão gostoso, com voz de Barry White, mas se vos disser que é estranho gera-se uma maior empatia).
O Factos é estranho e, sinceramente, não esperem muito dele. Esta é a parte do dar sem receber de volta que vos deve motivar.
O Factos precisa de um voo para Londres, coisa pouco, ira num dia, voltar no outro. Até está disposto a dormir no aeroporto, para não abusar da vossa generosidade. 
Estou no tablet e não consigo inserir o link para o blog do Factos, mas está aqui na minha lista do lado. Dêem uma espreitadela e vejam como podem ajudá-lo.
O espectáculo é fabuloso, tem todos os sketches com que crescemos, a idade só lhes fez bem, nunca o sketch de abertura fez tanto sentido, há lamas e cangurus envolvidos.
Vamos ajudar o Factos!

( tenho de ir, antes que o Mr Mirone me mate)

Pining for the Python

Como foi? Ora, foi como se fosse Natal todos os dias.

► 2:12► 2:12

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Actualização de estado

Ao fim de 2,5 dias e já a pensar em logo à noite*:

My wallet hurts.





*"My brain hurts"

terça-feira, 1 de julho de 2014

Estranhar a almofada

Não estranho almofadas, não me lembro de alguma vez o ter feito. Normalmente chego à cama suficientemente cansada para não ter de andar às voltas, aos murros à almofada, espalma daqui, aperta dali, levanta a cabeça, baixa a cabeça, aninhá-la à força, soprar, suspirar, trocar almofadas, atirá-las para o fundo da cama, arrepender-me e ir buscá-las outra vez, voltar a esmurrar, espalmar, apertar, porque é alta, porque é baixa, porque é dura, porque é mole... Se não estou assim tão cansada acabo por o ficar só de assistir às tormentas de Mr. Mirone até encontrar a combinação certa.
Caramba, mas que ciência pode ter? Com três almofadas resolve-se tudo. Para quem dorme de lado, duas almofadas molinhas debaixo da cabeça, para compensar o ombro, entre as quais "ensandwichamos" um dos braços e uma mais rija para agarrar com o outro, a fazer conchinha. Na loucura, vá, uma quarta para colocar entre os joelhos, aprendi durante a gravidez. Para quem dorme de barriga para baixo, uma almofada espalmada e fina debaixo da cabeça, duas de cada lado para abraçarmos. Para quem dorme de barriga para cima... mas alguém dorme de barriga para cima?! Epah, não façam isso, que vos atrapalha a digestão e ficam com pesadelos. Ainda assim, na dúvida, rodeiem-se de almofadas.
Quando voltar vou enviar uns CV para duas ou três lojas, acho que posso ter um futuro brilhante como consultora de almofadas.

Se entretanto aparecer aqui algum comentário irado, que é uma falta de sensibilidade atroz fazer pouco de quem  é uma verdadeira Princesa e a Ervilha dos tempos modernos, numa versão O Príncipe e a Almofada, digam olá e relevem o mau feitio. É só Mr. Mirone que fica com um péssimo humor quando estranha a almofada.