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sábado, 31 de agosto de 2013

Eu não percebo...

Sai uma pessoa de casa, feliz da vida que é fim de semana, passa pelo quiosque, leva os jornais e revistas que tem de levar, dirige-se à esplanada, pede o café e senta-se para o que pensa ser uma horita sossegada.
As criancinhas correm na praça, os paizinhos conversam, tudo muito bem, muito bonito, muito romântico, com diminutivos e tudo. Os pombos, essas ratazaninhas aladas, e o que eu gosto de ratazanas, senhores, vêm procurar migalhas nas mesas. Respiro tranquilamente. O castelo continua lindo. O raça do pombo que nem pense vir para a minha mesa, que só tenho café. Sol morno, o Verão está a acabar. O pombo outra vez. Não, ratazaninha piolhosa, nem tu me tirarás o sorriso do rosto. Vai lá voar para longe de mim se fazes favor, sim? E encho o peito de ar. Se isto não é a felicidade, há-de andar muito perto.
E depois ouve-se isto, na mesa ao lado.
- É que não estás bem a ver? É caça à multa, aqueles filhos da mãe! 60 euros, pá! 60 euros! 12 contos em dinheiro antigo! Só porque deitei fora a beata do cigarro. Era para o alcatrão meu! Se andassem atrás desses políticos corruptos, que é uma vergonha, mas não, quem se lixa é o mexilhão!

Estou capaz de lhe emprestar o jornal que comprei. Ou de amestrar um pombo, que lhe deixe uma valente poia na testa.