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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Att: Criador

Ex.mo Senhor Criador,
Eu sei que és omnipotente e a tua sabedoria e imensa bondade não têm fim. Que em tudo pões um propósito e que esse propósito é o nosso bem. Tu que és não mais do que Amor em estado puro. 
Atende-me nesta prece.
Da próxima vez que criares alguém inteligente, culto, interessante e cheio de virtudes e coisas boas em que não consegui concentrar-me, não o desafies com estrabismo, um sinal do tamanho de uma ervilha entre as sobrancelhas e uma pronúncia sopinha de massa.
É que, parecendo que não, é uma atitude que se revela, para nós simples mortais, profundamente injusta e castigadora. Para o desgraçado inteligente, culto e interessante, que na maioria das vezes apenas é recordado como o sopinha de massa vesgo que tem uma verruga na testa e para os desgraçados (e esta desgraçada) que não sendo tão inteligentes, cultos e interessantes quanto ele têm de fazer um esforço tremendo para se concentrarem nas coisas acertadas e pertinentes que o primeiro diz.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

As marrãs dos filhos ?!

E porque não frequentas apenas lounges exclusivos, casas de chá sossegadas  ou cafés requintados, espaços de cultura,  tertúlias literárias e filosóficas da mais alta intelectualidade, Mirone?
Porque perderia reflexões deste gabarito:
- Oh mãe, não gosto do creme deste bolo!
- "Atão" dá cá, que eu como. Oh pá, eu bem digo que as mães são as marrãs dos filhos. Em vez de deitar aos porcos, deitam às mães. Toma que é para a engorda! Não "havemos a gente" de 'tar gordas!


Acho que nunca tinha escrito marrãs na minha vida. Se estes momentos não são um verdadeiro boião de cultura, não sei não....