Estou aqui que nem posso, senhores. Um farrapo, é como me sinto.
Não bastava ninguém dizer que sou uma mãe fofinha na Limetree, como levo um atestado de "chatice" por quem verdadeiramente pode avaliar o meu desempenho enquanto mãe, a minha filha.
Afinal, não ir a wokshops, não pertencer a fóruns de discussão, não fazer outras coisas importantes e fundamentais que as boas mães fazem, que suponho que existam, mas que desconheço em absoluto, e insistir em usar algum bom senso, pôr os olhos no trabalho da minha própria mãe, mostra agora os resultados. E que resultados, leitores!
Pois que me deslocava na minha viatura automóvel, com a Mironinho devidamente acondicionada e protegida pelo dispositivo de retenção exigido por lei, quando decidi ligar o rádio. Mironinho reclama, que quer ouvir o seu CD. Aproveitando para treinar aquilo a que os teóricos chamam exercício da parentalidade responsável, explico-lhe que não, que ouvimos todos os dias o seu CD, que hoje é a vez de a mãe escolher e a mãe quer ouvir as notícias. Mironinho insiste. Eu persisto. Ouviremos rádio, porque a mãe quer e não há mais conversa. Vejo as horas, procuro uma estação com notícias.
Das colunas sai o êxito dos Ultraleve, "Dizes que não gostas de mentiras, que estás farta de conversas... És uma chata!!!". Mironinho escuta atenta.- Mãe...
- Sim...
- Este senhor está a cantar para a mãe dele?
- O quê?
- Este senhor está dizer á mãe que ela é uma chata?
- ??????!!!!!!!
Está decido! A partir de hoje não se ouve rádio no meu carro!