Vim cá só para vos dizer que ainda não comi bolas de berlim na praia este ano, que isso também não é relevante nem me transtorna imensamente, depois de comermos as bolas do Natário. Que ontem não tive assim tanto calor, porque só deixei o conforto do ar condicionado para ir almoçar a ver o mar e que ainda assim consegui estacionamento à porta do restaurante, sossegado, que o peixe tinha sido pescado minutos antes, que fiquei à mesa até meio da tarde. Que o resto do dia foi passado em família a brincar no jardim e a chapinhar na água. Que o programa para hoje é exactamente o mesmo.
Que amanhã será dia de trabalho. E que o armário do corredor lá continua e que as arrumações podem esperar.
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domingo, 7 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Mirone partilha a intimidade e abre as portas do seu Château
Ontem aumentei de forma substancial a capacidade de arrumação do Château Mirone. Um armário de 4 portas, tipo roupeiro, para pôr no corredor de acesso aos quartos e umas quantas prateleiras para a garagem.
Eram 7 da tarde, e que tarde, depois conto-vos, quando a campainha tocou . Levanto-me do confortável sofá onde me tinha instalado, pouso o comando da televisão, estremeço ligeiramente "se calhar é melhor subir o ar condicionado para os 20º C, que 18 é capaz de ser muito frio" e dirijo-me à porta. "É p'rentregar os armários faxabor". Abri.
Minutos depois aparecem-me à porta duas almas penadas, encharcadas em suor com o primeiro de quatro blocos do roupeiro, que não cabiam no elevador. Tinham subido 8 (oito!!!!!!) andares com ele às costas. Senti-me verdadeiramente mal. Eram magros e tinham idade para ser meus pais. Sou um Mirone com coração de manteiga, é o que é. Desliguei o ar condicionado, era preciso mostrar alguma solidariedade perante o sofrimento alheio. Repetiram aquele calvário mais três vezes, tantas quantos os blocos que ainda faltavam. Descarregaram as prateleiras na garagem. Que profissionalismo! No fim, quando pagava (benditos 60 euros, que nem por 600 faria o mesmo), um deles pediu-me água. Só tinha água fresca. Pedi-lhe que bebesse devagar, não fosse dar-lhe a travadinha e eu sentir-me responsável para o resto da vida.
Tudo isto para dizer que, agora que a capacidade de arrumação do Château aumentou, abro orgulhosamente as suas portas aos leitores que queiram vir passar o fim de semana mais quente do ano numa experiência inesquecível: arrumações! Hein?! Que vos parece? Tentador?
Prometo-vos que deixo o ar condicionado no 18ºC e no fim sou Mirone para também vos oferecer um copo de água geladinha. Pronto, dois copos de água, que me sinto mãos largas!
Sou um coração de manteiga!
(já viram o calor que está? deixa-me pôr a manteiga no frigorífico, senão rança toda!)
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