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sábado, 14 de setembro de 2013

"Suponha-mos" ou, mas o que é que isso me interessa?

Queridos leitores, hoje proponho-vos um exercício mental diferente. Vamos brincar aos consultórios sentimentais, uma espécie. Eu apresento-vos uma questão, uma espécie de dilema, que atormenta uma "amiga minha" - que eu não tenho preocupações dessas - e vocês, meus anjos, meus queridos, qual Maya, qual Maria Helena Martins, respondem. Tudo isto no plano dos "suponha-mos" (lê-se "supônha- mos" e não suponhamos).
Então vamos começar:
"Suponha-mos", que a minha amiga foi arranjar os pés porque os calcanhares estavam um bocadinho secos por causa da praia e essas coisas, que eu não faço a mínima ideia do que são, e no dia seguinte tem o almoço do 39.º aniversário de casamento dos sogros.
"Suponha-mos" que os calcanhares da minha amiga ficaram macios como os de um bebé e com a pele fininha que dá gosto.
"Suponha-mos" que, entretanto, a minha amiga viu a luz e decidiu adoptar um estilo de vida mais saudável.
"Suponha-mos" que essa minha amiga detesta ginásios e tem pouquíssima paciência para o pessoal das corridas.
"Suponha-mos" que leu um artigo que diz que caminhar pode ser tão eficaz como correr.
" Suponha-mos" que essa minha amiga até tinha uns ténis todos xpto que numa outra vez, também num momento iluminado, decidiu comprar.
"Suponha-mos" que a minha amiga acordou cedo e decidiu, sem que ninguém se apercebesse, ir fazer uma caminhada matinal.
"Suponha-mos" que até há um percurso à beira rio bem jeitoso, plano, para não cansar muito.
"Suponha-mos" que lá para o sexto kilómetro, dos oito que o percurso tem, a minha amiga começou a sentir uma moínha no calcanhar.
"Suponha-mos" que ignorou a moínha e continuou a andar, porque afinal nem estava muito cansada.
"Suponha-mos" que a minha amiga chegou a casa e viu que tem uma bolha do tamanho de uma moeda de dois euros no calcanhar.
"Suponha-mos" que aquilo lhe está a doer que se farta.
"Suponha-mos" que não consegue usar nada ali (nem tiras de sandálias, muito menos sapatos fechados atrás").
"Suponha-mos" que a minha amiga se vem queixar da sua pouca sorte.
O que é que vocês lhe diziam?
PS - a minha amiga pede-me para vos dizer que os ténis têm o tamanho certo e que usaou meias de algodão e que fez tudo "by the book" e para avisar que nem pensem mandá-la usar havaianas no tal almoço...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Decisões difíceis

Tempos difíceis exigem decisões extremas. Não sei se foi Churchill que o afirmou, mas podia muito bem ter sido pelo que  achei apropriado atribuir-lhe a autoria desta frase inspiradora e levá-la à letra.
O café do almoço não produziu o efeito desejado, nunca produz, mas gosto de o tomar, e estava capaz de agrafar as pálpebras à testa para não adormecer (decisões extremas, lá está). Dormia agora uma sestinha... Não Mirone, deixa-te disso, vai para a net que já te passa o sono. E fui. Mas estava difícil, muito difícil. Na minha cabeça, ao fundo, parece que oiço a voz do senhor do charuto (queira perdoar-me a ligeireza no tratamento Sir Winston Churchill), "Difficult times demand tough decisions!". E pareceu-me bem, muito bem. Se os tempos o exigem, tomemos as decisões difíceis, então.
Não sei se sob a influência do estadista, se pelas palavras doces e preocupadas da Sr.ª D.ª Chatinha, decidi que esta sexta feira faço gazeta e vou à praia. Ser chefe de nós mesmos, nós próprios, também não sei qual é a forma mais correcta, não traz só desvantagens. Oh não! Agora tenho aqui outro senhor, parece-me Salazar, não sei bem, a dizer "se soubesses o que custa mandar, toda a vida quererias obedecer". Tempos difíceis, estes que sucedem a hora do almoço, é o que vos digo.
A primeira decisão está tomada, fazer gazeta. Agora falta-me a decisão difícil, largar a blogolândia e começar a despachar serviço. 





sábado, 10 de agosto de 2013

Ninho vazio

Há muitos anos, num daqueles almoços de Verão, que juntavam toda a família e amigos, alguém dizia que a melhor forma de "contornar" o síndroma do ninho vazio era ter uma piscina. Os filhos até podiam partir, mas, como andorinhas, voltariam, em bando, logo que chegasse o calor. Confirmo!  Este fim de semana são uma dúzia de andorinhas!