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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Então é só isto?

Anos e anos a ver séries e filmes policiais. Flashes do Luís Esparteiro e Vitor Norte com casacos de cabedal, sempre que penso em PJ. Serões inteirinhos a ver a melhor trash/reality TV sobre o tema, COPS. Cercos policiais que duram horas, helicópteros, snippers. Abordagens relâmpago dos suspeitos. Detenções aparatosas. Resistência às autoridade. Sirenes, tiros... tudo isso e muito mais. O Duarte e Companhia senhores, até o Duarte e Companhia tinha perseguições emocionantes. Uma pessoa sabe que é ficção, excepto o COPS, mas vem dos Estados Unidos, é uma realidade paralela, pode considerar-se ficção. Mirone, tu até sabes como é que essas coisas se processam! Pois sei. Ainda assim, alimentava a secreta esperança de um dia assistir a uma cena digna de filme. Menos aquela parte de me levarem o carro para ir atrás dos criminosos.
Tomem nota, 7 de Agosto de 2013. O dia que podia ter sido, mas não foi. O dia que não fará parte daqueles momentos, "cheguem aqui netinhos lindos, que vos vou contar como foi o dia em que prenderam o maior criminoso de todos os tempos". 
Restaurante do costume. Uma e meia da tarde. Almoço quase no fim. Entram dois senhores perfeitamente "normais". Calças chino, polo Lacoste... Revólveres, zero! Casacos de cabedal, zero! Gritos, zero! Um deles tinha óculos Ray-Ban, menos mal. Aproximam-se de um senhor que almoçava sozinho e que aguardava o troco, também ele perfeitamente "normal".
- Polícia Judiciária. Faça o favor de nos acompanhar.
- Deixe-me só guardar o troco e factura.
Saíram os três, lado a lado. Sem gritos, sem tiros, sem algemas.
Os outros clientes ficaram a cochichar, quem seria, quem não seria. 
E eu ali, sem ninguém para cochichar, quem seria, quem não seria.
Agosto. Até a emoção foi de férias...



 Edição às 15.00 - acabei de ler que a PJ deteve dois ladrões extremamente perigosos. Vou  fingir que acredito que aquele era um deles.