quinta-feira, 10 de março de 2016

Sobre aquilo que os deputados do PCP, PEV e BE (não) fizeram na tomada de posse do Presidente da República

Três palavrinhas apenas:
Sufrágio universal directo.

14 comentários:

  1. Querida Mirone,
    Um dos truques que adoto para não sair do registo de cavalheiro que me é inato é não comentar situações sobre as quais só me ocorram palavrões.
    Essas três palavrinhas são muito importantes. Mas, a meu ver, duas deveriam bastar: boa educação. Ou, duas deveriam não faltar: boa pessoa.
    Boa tarde,
    Outro Ente.

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    1. Ontem, num post do Pipoco, falava sobre a separação que tento fazer (nem sempre consigo) do que é o plano legal e do que é o plano moral ou da consciência. Se neste último me sinto muito pouco autorizada a dar palpites (colocando, no caso específico do triste episódio da tomada de posse do PR, a educação no plano da moral), já me sinto mais confortável quando passamos ao plano legal. O que ali vi foi, acima de tudo, um acto de profundo desprezo e desrespeito pela Lei Fundamental.
      Não me revolta. Entristece-me e envergonha-me.

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  2. Péssimo exemplo do que é o exercício da causa pública na casa da democracia. Indigno do órgão de soberania de que são titulares. Estavam ali, num acto solene, constitucionalmente determinado, na qualidade de deputados à Assembleia da República, não a título pessoal, para a tomada de posse do Presidente da República (órgão de soberania eleito por sufrágio universal directo, coisa que não aconteceu com eles), daquele que a Constituição define como representante da República Podtuguesa, garante da independência nacional, unidade do Estado e regular funcionamento das instituições democráticas e, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas.

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  3. Foi uma forma de expressão. É crime? Não. Então, toca a andar, que há muito para fazer.

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    1. As crianças quando se atiram para o chão a fazer birra também se estão a exprimir. Acontece que em actos solenes se espera (eu espero, só posso falar por mim e cada um define as bitolas por que se quer guiar) que um deputado tenha outro comportamento, que não o de uma criança.

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  4. Os deputados, enquanto tal, devem respeito pelas demais instituições do Estado e pelo povo; respeito e prestar vassalagem não é a mesma coisa! Ouviram em silêncio, não aplaudiram, cumprimentaram pessoalmente... a isto chamo coerência, só aplaudo quando gosto/ estou de acordo, não tenho que aplaudir só porque fica bem na fotografia!
    Mais... que terá sido dito no tal discurso? É só se lê sobre o não-aplauso dos deputados do PCP, PEV e BE! Coisas...

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    1. Houve dois momentos distintos: aquele em que Marcelo prestou juramento e aquele em que discursou. Não aplaudir o discurso é uma coisa, não aplaudir o juramento do único órgão de soberania que é eleito por sufrágio universal directo é outra bem diferente.

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    2. Eu continuo a interpretar como coerência, mas cada um lê como que quer!
      Já o Cavaco também jurou cumprir a CRP e foi o que se viu.

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    3. Nem sei o que lhe diga, Lena. Não consigo perceber de que forma deve Marcelo Rebelo de Sousa responder pelo desempenho de Cavaco Silva.

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    4. Quando há 5 anos (e 10 anos) aplaudiram o juramento de Cavaco estavam a avaliar o mandato do presidente anterior?

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    5. Ao que sei também aí foram coerentes, há 5 e há 10 anos não aplaudiram! Portanto o que parece ser diferente é a atenção que foi dada ao acto!

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    6. Sim, Lena, tem razão, não aplaudiram O juramento de Cavaco em 2006 (foi noticiado na altura) e acredito que não o tenham feito também em 2011 (não fui procurar notícias). Mas, em vez de atenuante parece-me ser agravante. 10 anos corridos esperava encontrar nos deputados outro tipo de maturidade democrática.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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