quarta-feira, 30 de abril de 2014

Agora é que é!

Então diz que se pusermos uma fotografia de um bolo chegamos aos 100 comentários (nem imagino a quantas visitas isso corresponde)?
Então aqui está ele.
Aviso já que a culpa foi daquelas formas de silicone todas moles, porque eu sou, como seria de esperar, uma doceira experiente e de mão cheia.

Podiam fazer um filme

Desculpem retomar o tema, mas estive a beber café e a folhear o jornal e há uma ideia que não me sai da cabeça.
Fazem-se tantos filmes com argumentos sofríveis, porque é que não se faz um sobre a fuga de Valongo dos Azeites? Penso que tem tudo para ser um sucesso de bilheteira, um policial cheio de intriga e acção, intervalado com momentos de pura comédia. 
Corria-se o risco de o público estar a torcer pelo vilão, bem sei, mas já vi filmes onde isso acontece e gostei muito.
Tinos Navarros deste meu país e um pouco por todo o mundo, fica a dica...

terça-feira, 29 de abril de 2014

Pessoas com i-phones, vejam lá isto

Experimentem escrever "osistema" (o sistema sem espaço) no vosso telemóvel. Depois enviem sem verificar...
Obstiparemos?! E esperam que vos levem a sério com mails deste calibre?
Eu não sou de intrigas e não sei nada sobre telemóveis, mas o meu Samsung não me prega dessas partidas.


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Não se ria, não sei se chore...

Não fosse a tragédia das vidas perdidas diria que estamos perante um sketch humorístico. Desde o nome da aldeia, Valongo dos Azeites, ao caricato jogo do gato e do rato, em que todos vêem o presumível homicida excepto a GNR e a PJ, tudo isto me parece ficção...

Dúvidas, outra vez as dúvidas...

O Kapinha e a namorada ganham uma comissão de cada vez que alguém partilha a página de Facebook do Mimikas? Ou, pelo contrário, pagam a quem o fizer?

domingo, 27 de abril de 2014

Tudo na mesma, "comá" lesma...

Pois que, ao contrário do que vos tinha dito, não trouxe "caramielos", mas numa passagem pelo supermercado constatei que os géis (qual é o plural de gel?) de banho continuam baratíssimos.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Então Mirone, como te corre a vida?

"Our complete and sophisticated facilities invite you to tone purify your body. The soothing power of water in its most varied Application: Indoor pools with sea water cannons cervical, jets and water beds. Jacuzzi, sauna, Turkish bath, Roman therm, foot bath, ice fountain, experience showers sensations and relaxation area. A circuit planned to feel the pleasure of enjoying a space designed and created for you."

For me? Really? Awww, how kind of you. Thank you very much.

Uns queridos, os senhores do SPA, que criaram aquilo tudo a pensar em mim. Não lhes vou fazer a desfeita de não os visitar.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dúvidas, afinal não são só desgostos, na minha vida também há dúvidas

Eu bem sei que não sou uma fashion expert e que o meu conceito de sobreposição de peças passa sobretudo por usar um lenço ou uma écharpe, talvez um casaquinho pelas costas que é capaz de estar frio, mas caramba, senhores que percebem do assunto, é suposto andarmos assim na rua?





Visto aqui.

Por outro lado, antevejo uma carreira de fashion adviser brilhante  para a Mironinho. Quando se lembra de brincar ao faz-de-conta e misturar as minhas roupas com as suas cria outfits muito parecidos com estes.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia mundial do livro (ainda vou a tempo?)

E se de repente um estranho lhe oferecer um livro?
Foi no Verão passado e guardo-o com um carinho muito especial.


Só desgostos, a minha vida são só desgostos

A pessoa anda feliz da vida, que está sol e vai passear no fim de semana, e põe-se a ver como é que param as modas porque a Mironinho cresceu muito e a roupa do ano passado está pequena e vai de espreitar o Face-coiso de uma loja "de onde gasta" e dá com os olhos nisto?


A sério?!
Andorinhas?  Passarinhos? Gosto, acho mimoso, um amor.
Cabeças de veado? No quarto do Mironinho? Passo... Mas é capaz de dar um cabide jeitoso.

Vamos lá mudar de assunto que já percebi que isto é daquilo que primeiro se estranha e depois se entranha e agora que olho melhor se calhar não é assim tão feio, se imaginarmos em branco, por cima da cama, e querem lá ver que ainda compro uma... Xô assombração, sai da minha cabeça!

Desde quando?

... é que o papel das simpáticas senhoras testemunhas de Jeová que nos abordam na rua e distribuem a Sentinela e a Despertai, foi substituído por senhoras de quiosques e papelarias que distribuem cadernetas de cromos da Violetta à porta das escolas? Não é a primeira, nem a segunda, é a terceira vez que a Mironinho e eu somos abordadas à porta da escola para nos oferecerem uma. 
Minhas senhoras, pelo amor de S.Disney Channel, padroeiro das mães ocupadas a tratar do jantar que lhe confiam a hipnose dos seus filhos, vocês não me "evangelizem" a miúda! Eu sei bem o que as outras mães sofrem com a cantoria em "españuel". No início tem graça, ver as pequenitas a cantar nesse sucedâneo do espanhol, mas depois cansa. A coisa piora substancialmente no caso da Mironinho, que herdou os meus dotes para a música e, ainda que possa achar que tem voz de anjo, reconheço que não é a criança mais afinada à face da terra. 
Eu confesso, nem é tanto pela cantoria, é mesmo pelos cromos. Vocês querem a minha desgraça? Eu ainda me lembro bem de fazer a vida negra à minha mãe, de não descansar enquanto não completei as cadernetas da Candy Candy, da Pantera Cor-de.Rosa, do Bell e Sebastião. Sabe Deus o que ela sofreu enquanto não consegui o cromo duplo da Candy a dançar com o António*, tão difícil que era encontrá-lo. É que a minha mãe só nos comprava (a mim e às minhas irmãs) saquetas de cromos uma vez por semana e se nos portássemos bem, não era todos os dias. E na minha escola havia pouquíssimas crianças a fazer aquelas cadernetas, se quisesse trocar cromos era com a minha irmã ou a minha prim, estava muito limitada. Foi duro, a minha mãe não merecia as filhas carrapatas a perguntarem todos os dias quando é que lhes comprava mais cromos.

Senhoras que distribuem cadernetas da Violetta, deixem-se lá desse assédio, está bem?

* Era tão giro, não era? Leitoras da minha geração, digam-me que não fui a única a suspirar por uma personagem de desenhos animados...

Só para que conste

Eu NÃO ando há dois dias a comer torradas com manteiga com "aroma a vinha d'alhos", porque tive pena de deitar fora um pacote novinho que nem sequer estava encetado, uma vez que tenho a certeza de que se o recipiente onde o borrego marina estiver bem coberto com película aderente, bem coberto mesmo, coisa para gastar meio rolo da referida película, é impossível o cheiro contaminar o sabor de outros alimentos bem acondicionados na embalagem de origem e, repito, por encetar. Até porque estou convencida de que é tudo sugestão do agoirento-mor cá de casa, Mr. Mirone, que nunca acredita no que lhe digo sobre a impossibilidade de contaminação de alimentos guardados no frigorífico pelo cheiro da marinada, e que preferiu transferir a sua manteiga (sim, cada um tem a sua manteiga, ele gosta da Président magra, eu gosto da Mimosa com sal) para o outro frigorífico*.

Repitam o mantra comigo: eu não ando a comer manteiga com aroma a vinha d'alhos, é tudo sugestão; eu não ando a comer manteiga com aroma a vinha d'alhos, é tudo sugestão; eu não ando...




* Antes de se porem a pensar que temos dois frigoríficos porque somos uns alarves e comemos este mundo e o outro - barrado com manteiga, claro está - esclareço já quando comprámos esta casa a cozinha estava completamente equipada, por isso temos o nosso frigorífico antigo (na altura com cerca de dois anos) na despensa para a água e produtos que usamos menos no dia-a-dia.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Fashionistas e trend-setters que me lêem, confirmem-me uma suspeita

Quando vocês escolhem as roupas que vão usar e que sabem que vão ser copiadas por meio mundo, não estão a pensar só em vocês, estão a pensar naquela colega que vos roubou o namorado no liceu, não estão? Na verdade, o que vocês querem mesmo é vingança, certo? Desejam com todas as forças que essa colega esteja gorda e que desta vez não se limite a roubar-vos o namorado, mas que vos roube também o estilo e que ande na rua a fazer figuras tristes. É isso não é?
Não? De certeza? São só coisas da minha cabeça? Está bem, pronto...
Mas se alguma vez tivesse roubado o namorado a uma fashionista pensava duas vezes antes de vestir uma peça de roupa só porque lhe fica bem.

Senão vejamos, idos são os tempos em que as crianças brincavam ao faz-de-conta com as roupas das mães. Deixem-se de lirismos, mães queridas, e arrumem os vossos lenços e écharpes, os colares e os saltos altos, que essa moda já passou. Agora são as mães que vestem as roupas dos filhos. 
Mães que se vestem  - e comportam - como as filhas adolescentes? Mas isso já se vê há muito tempo, dizem vocês. Pois vê, lamentavelmente,  mas eu não estou a falar de roupas de adolescente, estou a falar de roupa de criança, mesmo! Adultos vestidos como crianças.
Mulheres atentas ao fenómeno da moda, ponham os olhos nas trend-setters de todo o mundo tirem as OshKosh B'gosh das gavetas, vem aí outra vez a moda das jardineiras, essa ode à feminilidade, dita a feita para o corpo da mulher portuguesa!

*Comentário da Mironinho, enquanto me vê a agendar este post: "Porque é que estás a ver esse senhor mascarado de senhora gorda?". I rest my case.




Como é que eu digo isto sem ser grosseira?

Pessoas que festejam as vitórias do seu clube nas rotundas, independentemente do clube e da rotunda escolhida - passa-se o mesmo todos os anos, e um pouco por todo o país:
Têm mesmo de viajar sentados nas janelas dos carros com o rabo de fora? 
Estou farta de ver mealheiros* de gente bêbada!


*regos do rabo


sábado, 19 de abril de 2014

Iguarias Pascais

A ideia de, durante dois dias, abrir o frigorífico e encontrar o cadáver esquartejado de um memézinho fofo - cenário que se repete um pouco por todo o país - perturba-me sobremaneira...
Podemos passar já para o almoço de Domingo?



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sorte?! Se calhar não...

Foram sorteados ontem os dois primeiros Audi A4 da Factura da Sorte. Os premiados residem em Ferreira do Alentejo e na Amadora.
Lá se vai o sigilo quanto à identidade do vencedor alentejano - devem existir muitos Audi A4 por aquelas bandas, devem. 
Lá se vai o sossego do vencedor da Amadora - se entretanto não for vítima de carjacking, tem a polícia à porta por suspeita de envolvimento em negócios ilegais.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

O dia em que neste blog assinalei uma morte

Existem pessoas que juntam palavras, existem escritores e existem Gabriel García Marquez e mais meia dúzia.

Produtos que só consumo se não tiver alternativa

Sou muito pouco permeável a publicidade pop-up. Se há coisa que me faz comichão no estômago, é querer consultar um site,  ver um vídeo ou ler uma notícia na net e ter de estar a fechar janelas de publicidade. Se tiver de aguardar uns segundos para o fazer a coisa piora substancialmente. Se for obrigada a ver o vídeo publicitário na totalidade, então temos o caldo entornado, é que nem a publicidade nem aquilo que queria efectivamente ver vejo. 

Soubessem eles que esses segundos apenas servem para reforçar a minha lista mental de produtos a banir da minha vida...

Podemos treinar?

Que bom, o Happy Holly está de volta a Portugal. As pessoas vão poder voltar a divertir-se enquanto levam com tinta na cara!
Podemos treinar, podemos?
Não tenho é aquela tinta própria... pode ser com balões de água?

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Entretanto, na Mironelândia

- Vá, Mironinho, se queres levar algum boneco, despacha-te que quero fechar a mala.
- Está bem. Vou levar um que nunca levei. Vou levar a minha boneca pinante!
- ?????????? (horror, pânico, embaraço). Qual?
- A boneca pinante, que faz o pino, a Carlota Cambalhota.



Se calhar marco uma consulta no cardiologista... o meu coração não aguenta isto.

Tanta pomba assassinada, tanta árvore decepada

Que me perdoe Eugénio de Andrade a deturpação grosseira do seu "Não é verdade", mas raras são as vezes que passe os olhos pela imprensa dita cor-de-rosa e que não me lembre dos seus versos. 

Acabei de ver isto na capa de uma revista numa papelaria aqui perto (só li "as gordas" da capa, não folheei):


Ora bem, suponho que a jovem repórter "Belinha"  - que tem um ar fresco e simpático invejável, mas de quem não sei mais nada - não ande longe dos 25 anos, "mais coisa, menos coisa". 
Imaginemos que a sua mãe a teve aos 25 anos também, "mais coisa, menos coisa". Não andará longe dos 50 anos. A infertilidade é um assunto que mexe bastante comigo e os casais por ela afectados têm toda a minha empatia e compreensão, mas caramba,  o "drama" de não poder ter mais filhos não será  menopausa?

Porque é que estes títulos sensacionalistas não funcionam comigo? Porque é que eu não fico cheia de vontade de comprar a revista e a ler de uma ponta à outra? Isso sim, devia ser um drama para os directores deste tipo de publicações, que estão a perder uma potencial leitora/compradora.

E pensar que se abatem árvores para estragar papel desta maneira...  Escrevam só na net, que é mais amigo do ambiente.

"Sofro" muito do cabelo

(post de auto-comiseração, agendado em dois minutos, com o único propósito - ridículo - de manter o número de postagens diárias, porque vou estar o dia todo fora e não sei se terei oportunidade de andar pela bloga).
 
Porque é que não tenho um cabelo naturalmente liso e sempre penteado sem ter de o castigar diariamente com o calor de secadores e chapas?
Tinha planos tão promissores para nós, seriamos tão felizes juntos... esses planos foram-se, sumiram-se como areia fina da praia que me corre por entre os dedos, como tu, cabelo rebelde, insistes em não correr. Porquê? 

Please, please, please, let me get what I want... Lord knows, it would be the first time.

Ai que burra! Nem um post consigo agendar em condições. Este post-era para amanhã, quinta-feira. Podia reagendá-lo, mas está tão mauzinho que é bom que fique aqui escondido, pode ser que ninguém repare...

terça-feira, 15 de abril de 2014

Em Abril de 2014?

Tenho ideia de que este post é repetido, mas cheguei agora do facebook e ainda estou transtornada. Se não é repetido, ando com vontade de o fazer há muito tempo.

Será possível que em Abril de 2014 ainda se continuem a publicar auto-retratos a fazer biquinho, também conhecido por duck face? Mulheres adultas, independentes e "bem resolvidas", como gostam de se intitular? Porquê?
Quantas vezes é preciso dizer que não é sexy, que não vos torna mais atraentes - e daí, dependendo daquilo que querem atrair - que é só estúpido? 
Quantos memes ainda é preciso criar até acabarem com esse flagelo?

Pensem nisto, sim?


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Os pais que batem nos filhos

Por causa disto  e disto, lembrei-me de um episódio que se passou comigo.
Tinha seis anos mas consigo descrever o que se passou com uma precisão incrível, como se tivesse sido ontem, lembro-me do que estava a fazer, o que trazia vestido, tudo.
Foi em Julho, a meio da semana, à hora do lanche e estava em casa com as minhas irmãs, a mais velha com sete anos e a mais nova com um, a minha mãe, que tinha acabado de ter alta hospitalar por ter sido operada às varizes nas duas pernas há poucos dias, e a empregada, a "Isabel". Naquela altura as operações às varizes eram quase um bicho de sete cabeças e os doentes vinham com as pernas entrapadas como uma múmia e indicação de repouso absoluto.
Estávamos na cozinha enquanto a "Isabel" nos preparava o lanche que consistia numa "iguaria" presente em quase todas as casas nos anos 80, batido de iogurte caseiro, feito a partir da flor do iogurte, e fruta. A flor do iogurte precisava de ser lavada cautelosamente antes de voltar  ao frasco onde seria submersa em leite que no dia seguinte estaria transformado em iogurte. A meio dessa tarefa pediu-me para ir à fruteira buscar duas bananas para fazer o batido. Do alto da insolência dos meus seis anos fui grosseirona e respondi-lhe que não ia, que fosse ela porque ela é que era a empregada. Além da soberba devo ter usado de um tom de voz suficientemente alto para a minha mãe, que estava deitada, me ouvir. A minha mãe tinha indicação para só se levantar em caso de absoluta necessidade. Aquele era, não tenho dúvidas nenhumas, um caso de absoluta necessidade. Nem a vi entrar na cozinha, inchada que estava com a minha atitude de autoridade, só senti um bofetão na cara.
- NUNCA, mas nunca mais, voltas a falar assim com alguém, Mirone! Pede já desculpa à "Isabel" e vai para o teu quarto pensar no que fizeste. Hoje não lanchas e este Verão estás proibida de comer gelados e de ver desenhos animados.
Não soltei um pio. Pedi desculpa à "Isabel", dei-lhe um beijo, baixei a cabeça e fui para o quarto. Não precisava de pensar muito no que tinha feito, sabia muito bem, ainda antes de ter sido malcriada, que aquilo não era maneira de tratar ninguém. Antes de sair a "Isabel" foi levar-me um copo de batido. Larguei-me num pranto até à hora do jantar, não porque lamentasse o castigo, que sabia merecido (ainda que não tenha sido rigorosamente cumprido, durou pouco mais de uma semana), não porque  me doesse a cara, mas porque me doía, muito, a alma.

A minha mãe que dizia sempre que nunca se bate, muito menos na cara,  que ficou incomodadíssima com o sucedido durante vários dias e que chorou quase tanto quanto eu, terá violado todas as regras da pedagogia e pedopsicologia. Eu, que não sou pedagoga nem versada em psicologia,  agradeço-lhe aquela bofetada de todo o coração e, como diria o meu avô, "só se perderam as que cairam no chão".





domingo, 13 de abril de 2014

Mirone, a criar mal-entendidos desde...

Esta manhã encontrei uma amiga que não via há muito tempo na padaria. Fiquei feliz por saber que tinha voltado a viver por ali e que provavelmente nos voltariamos a encontrar com mais frequência.
- Bom, tenho de ir que o Mr. Mirone está à minha espera e ninguém o atura quando tem fome.
- Vai, vai, depois falamos. Olha lá, tens aí uma mancha no queixo...
- Ah, nem imaginas, deixei cair a escova esta manhã e quando me baixei para a apanhar bati com o queixo na bancada do lavatório. Espero que não fique negro. Tenho mesmo de ir... beijinhos.
- ...na bancada, pois. Eu antes de me divorciar também tinha muitos acidentes domésticos. Beijinhos.


Glup...

sábado, 12 de abril de 2014

Pessoas, pessoas, venham cá!

Então? O que me dizem do novo look do blog? 
Está top, um must-have (é assim que se diz?).
O Mirone tem um header novo, by Palmier Encoberto, who else?  O segundo! Há gente com muita sorte... Confesso que vou ter saudades do tapume, mas quanto mais olho para o novo header mais me convenço de que é perfeito! 
Pensavam que me ficava, não? Não senhora, se é para mudar os blogs, eu também mudo, olha que esta... E melhor, nem sequer precisei de fechar "la tienda" para remodelações. Foi tudo ao vivo e a cores, em tempo real.
Ergamos os copos e brindemos à Palmier! A ti, minha querida!
Agora pronto, aproveitem a música e os acepipes (à saída está uma hospedeira a distribuir tupperwares para quem quiser levar para casa).

Agora a sério, fico de coração cheio com tamanha generosidade de quem usa o seu tempo para  fazer um estranho feliz. Muito, muito, muito obrigada mesmo, querida Palmier. Se este foi um esquema ardiloso para me calares, foste bem sucedidada, estou sem palavras.





sexta-feira, 11 de abril de 2014

Para acabar a semana como começámos, falemos de beleza natural

Ser tolinho está longe de ter qualquer beleza, ainda que a tolice seja natural em muitas de nós. Que é como quem diz "não se deixem emprenhar pelos ouvidos", para falar mal e depressa. Ou, se quiserem, todos os burros comem palha, é preciso é saber dá-la.

Ou ainda, numa outra perspectiva, o Beauty Patch da Dove e os anúncios defensores da beleza natural, espreitem aqui.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Os sapos fumam?

Sabem aquela história que se conta, que se pusermos um cigarro na boca de um sapo ele fuma até rebentar? Eu sei que há vários vídeos sobre o tema no youtube, mas tenho medo que seja verdade e nunca tive coragem de ver. Não é que morra de amor pelos bichinhos, antes pelo contrário, causam-me grande repulsa, mas também não tenho necessidade de assistir a violência gratuita contra o desgraçado. 
Continuo sem saber se é verdade ou não, mas desconfio que seja. Isto porque me sinto um hortelão fumador.
Estou há três dias sem olfacto e, consequentemente, sem paladar. Isto seria excelente se se desse o caso de ser daquelas pessoas que por nenhuma comida lhes saber bem - na verdade, nem bem nem mal, simplesmente não tem sabor - perdesse a vontade de comer. Ora eu sou o oposto. Por muito que coma, por não sentir o sabor dos alimentos, nunca me sinto verdadeiramente saciada, parece que tenho sempre fome. Acho que se fosse um sapo só pararia de comer quando rebentasse.

Acho que esta constipação/rinite está a ir longe demais. As dificuldades respiratórias estão a fazer estragos a nível da oxigenação cerebral, de certeza. 


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Voltei

Com o bilhete premiado cautelosamente guardado na carteira dirigi-me à papelaria. Entrei. Havia vários clientes a comprar cigarros e jornais. Deambulei os olhos pelo expositor das revistas enquanto aguardava a minha vez de ser atendida. Entrou um colega, cumprimentámo-nos e trocámos trivialidades. Caramba, não podia apresentar o bilhete ali! O colega iria aperceber-se, a notícia espalhar-se-ia e em três tempos estaria rodeada de oportunistas ou pior, estaria amarrada numa cave húmida à espera de um resgate que poderia nunca vir. Comprei a Teleculinária (pareceu-me suficiente para afastar o interesse do colega) e saí.
Dirigi-me ao café. Não queria levantar suspeitas. Pedi o café do costume e saí. Olhei para a papelaria, estava vazia, se quisesse levantar o prémio ali teria de ser rápida. Levantei a gola do casaco, pus os óculos de sol e apressei o passo. Que emoção! Daí a poucos segundos a minha vida iria mudar. Quis ligar a Mr. Mirone, dizer-lhe que no meu coração nada mudaria, que era a seu lado que continuava a querer envelhecer, mas não o fiz. Dirigi-me ao balcão e apresentei o bilhete.
- Tem prémio, oito e cinquenta e oito.
Recebi o dinheiro. A papelaria continuava vazia. Saí praticamente como entrei, com a gola do casaco levantada e de óculos de sol mas com mais oito euros e cinquenta e oito cêntimos no bolso. 
Às nove e um quarto já estava no escritório... Ou achavam mesmo que ia deixar de trabalhar por causa de um prémio no Euromilhões?

Liguei a Mr. Mirone. Vamos almoçar juntos para torrar a fortuna.

Adios muxaxos!

Adeus queridos leitores.
Vou-me embora, vou passar os próximos tempos a viajar, a ganhar mundo, a perceber o que quero fazer da vida com o dinheiro que ganhei no Euromilhões. Quando e se regressar talvez volte ao blog para vos contar as aventuras vividas. Ainda não sei. 
O primeiro passo é passar na papelaria e saber quanto valem dois números e uma estrela. Depois é fazer-me ao mundo e ir até onde a fortuna me levar.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Na boa!

Nariz entupido, dificuldade em respirar?
Na boa, sempre quis ter voz de "radialista"... (e através do rádio ninguém sabe se o meu nariz parece o da rena Rudolph ou se os meus olhos parecem os de um goraz de três dias fora do frigorífico).

Por favor, não.

Há duas expressões muito frequentes que abomino, acho tolas e que me apetece retribuir com um redondo não. "Fulano faz o favor de ser meu amigo" e ""Façam o favor de ser felizes".
Eu não faço o favor de ser amiga de alguém.
Eu não farei o favor de ser feliz.
Sou amiga das pessoas de forma desinteressada, eu diria quase involuntária (em rigor, já me impus segundas oportunidades relativamente a pessoas de quem não gostei num primeiro contacto e vi crescer uma amizade saudável), sou amiga porque aconteceu assim, simplesmente porque gosto delas, não sou amiga por gentileza, para agradar, a pedido ou como contrapartida do que quer que seja.
A minha felicidade, embora dependa em grande parte das decisões que tomo e atitudes que tenho, não acontecerá por especial favor a quem quer que seja.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Pergunta para lencinho

A partir de quantos pacotes de lenços é legítimo ponderar dormir com um rolo de papel higiénico à cabeceira?
Foi preciso parar de chover para apanhar uma constipação de caixão à cova...

A mulher portuguesa é feia e tem bigode

... dizem eles.
Então vamos lá levantar a auto-estima das mulheres que iniciaram o dia a maldizer a genética, que parece ainda mais castigadora à segunda-feira de manhã, e a queixarem-se de que nem com um camião de betume na cara a coisa se compõe.
Sintam-se à vontade para usar o zoom, se o vosso ego precisar de um "boost" extra.

Heidi Klum
 Tyra Banks
 Oprah Winfrey
 Jennifer Lawrence
 Julia Roberts
 Gisele Bundchen
 Gwineth Paltrow
 Kim Kardashian
 Katy Perry
Dita von Teese


Não minhas queridas, o betume não resolve tudo. Não, a bigodaça não é exclusivo das portuguesas.

Senhores da indústria cosmética, querendo ganhar ainda mais dinheiro, deixem-se lá de testes em animais, que não está a resultar, como é bom de ver, e vejam se arranjam um minimizador de poros capaz ou começam a vender boiões de photoshop...

Para ver mais celebridades à lupa, espreitem aqui.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Eu?! Velha?! Quem o diz é quem o é!

Mr. Mirone  acusou-me ontem ao jantar de ser velha só porque descrevi um fato farsolas como "um daqueles fatos à Maconde" e rematei uma conversa a dizer que tinha de "ir à Telecel, para ver se mudo de tarifário"...
- Maconde? Telecel? Xiii, aos anos que isso já lá vai. Estás mesmo velha, só te falta dizeres o preço das coisas em contos de reis.

O mesmo Mr. Mirone esta manhã me perguntou se ainda haveria escalfetas porque ultimamente lhe arrefecem os pés no trabalho e não quer ligar o ar condicionado porque tem ideia que as dores de ossos que tem tido são "reumático" e o ar condicionado é péssimo para isso.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

A dime for her thoughts

Continuemos no registo de mommy-blog, a ver se assim as visitas aumentam.

Ontem antes do jantar a Mironinho estava a brincar no quarto. De repente vem ter comigo à sala.
- Mãe, o que é que quer dizer cumérru?
- O que é que quer dizer o quê?!
- Cumérru. O que é que qiuer dizer cumérru?
- Cumérru?! Oh Mironinho, acho que isso não existe.
- Existe sim! Na música da dona Chica assustou-se cumérru que o gato deu!

Que mais dúvidas atormentarão aquela cabecinha?


Então diz-que as fotografias dos filhos dão muitas visitas e as visitas geram receitas de publicidade

Vamos então ver se é desta que o Mirone dispara em direcção ao Olimpo da bloga.

Há umas semanas houve a sessão fotográfica anual na escola da Mironinho. As fotografias já estão prontas e esta manhã consegui, finalmente, folhear o portfolio da sua turma para escolher as fotografias que quero comprar.
Laçarote no cabelo, check;
Golinha de folhos, check;
Sapatinhos de carneira, double check - tenho este hábito estranho de lhe calçar sapatos aos pares;
Miúda gira que dói, check;

O quê? Não basta falar das fotografias e dos laços e golas? Tenho de publicar as fotografias? 
Errrr... então.... pois, se calhar fica para outra ocasião a minha ascensão ao blogo-Olimpo... Desculpem qualquer coisinha, sim? "Continuação"...



quarta-feira, 2 de abril de 2014

A cretinice da vizinha é maior do que a minha

Esta manhã, enquanto descia para a garagem com a Mironinho, o elevador parou no terceiro andar. Entrou a vizinha - uma sapatona na casa dos 60 anos (pormenor perfeitamente dispensável, não fosse o inusitado desfecho do breve encontro).
- Bom dia, já não nos víamos há tanto tempo.
- Bom dia. É verdade, temos horários diferentes...
- Então Mironinho, estás tão crescida, já tens namorado?
- Já, é o Godofredo.
- Ai sim? Pois, sais à mãe...


Mas era quem te obrigasse a comer a areia de gato que ias despejar no lixo, coirão velho cruzado de camionista com mecânico-auto e lenhador!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Levantam-se mais cedo, homessa!

"Ah e tal, como é que há mulheres que vão levar os filhos à escola todas penteadas e maquilhadas, sem chegarem atrasadas?"