terça-feira, 25 de março de 2014

Breves considerações

... ou não tão breves, ou nem sequer considerações são, apenas achei que era um bom título, sobre a capacidade que tenho de me surpreender com coisas que estou careca de saber, mas careca mesmo, uma bola de bowling autêntica. Na verdade, o que eu quero mesmo é escrever sobre unhas e vernizes.
Pois que ontem, depois de escrever sobre as unhas de gel da colega queixinhas lamurienta, a pessoa repara que tinha uma unha a lascar. Pois que se fixa naquela unha, e parece que começa a senti-la a todo o tempo, que se prende em todo o lado. Pois que, por usar as unhas curtas, teme que ela rasgue até ao sabugo e fique cheia de dores, e vai de procurar uma lima na carteira. Vai que não encontra nenhuma e tem a brilhante ideia de ir à loja chinesa do outro lado da rua comprar uma lima para tratar do assunto. Sucede que, num rasgo de inteligência inigualável, decide adquirir também um "vernizinho num tom pastel, clarinho, discreto, só para dar um brilhozinho, um ar mais cuidado, que, parecendo que não, as mãos são um cartão de visita e uma pessoa habitua-se a andar com as unhas pintadas e parece que estranha, logo à noite já as arranjo como deve ser, é só agora para desenrascar".
Poucos minutos depois, já de unha limada,  a pessoa abre o frasquinho Marilyn, cor Baby. "Pfiuuuuuuú, credo, que cheiro forte, parece o sulfato da vinha! É melhor nem ver que químicos é que isto tem, mal seja que me caiam as unhas", espalha uma camada, "olha, até nem é nada ordinário, o raça do pincel. Isto com duas camadas fica supimpa, logo à noite já não preciso de as arranjar".
Ai se arrependimento matasse... bom, também não foi coisa para tanto, mas estive quase uma hora a pegar em papéis com mil cuidados, a escrever no computador de unhas espetadas, como se tivesse as unhacas de gel da outra, porque aquela bodega não havia meio de secar. O cheiro, enfim, era tão intenso que me convenci de que era só sugestão, de certeza que que não se notava nada, pelo sim pelo não, lavei as mãos. À hora do jantar o cheiro continuava. "Nahhhh, deve ser esquesitice minha. Oh Mironinho, cheira aqui as mãos da mãe para ver se notas alguma coisa". Não era sugestão, a miúda disse que tinham um cheiro esquisito. Aquilo já eram os químicos a falar, que mãe consciente expõe uma criança àquilo?
Já passa das cinco da manhã. Acordei agora. As unhas ainda não me cairam, sei-o porque ainda lhes sinto o cheiro.
Depois de escrever este post vou tirar este veneno antes que comece a ver elefantes azuis. Por falar nisso, amanhã preciso de pôr o carro a lavar. De certeza que vai chover.

2 comentários:

  1. Não negues à partida uma ciência que desconheces!!! Deixa-te de tretas e experimenta umas unhitas de gel (também se usam bem curtinhas). Vais ver que não queres outra coisa! Eu cá não dispenso as minhas (e já lá vão 10 anos)! ;)

    ResponderEliminar
  2. A ciência que eu preciso de negar é a que conheço há muito tempo e basicamente diz que os vernizes do chinês sao "benenosos" e ordinários. Que cheiro! Para a próxima agarro na moeda e atiro-a para a sarjeta, assim "comássim" deito dinheiro fora mas não tenho de levar com aquele cheiro tóxico.

    ResponderEliminar