terça-feira, 20 de agosto de 2013

Esticar a corda

Sinto que estou a abusar da minha sorte, estou a esticar a corda até ao seu limite. Estou a esticá-la tanto que pode rebentar a qualquer momento. 
E o que acontece a quem estica a corda dessa maneira? Cai de costas, desamparado e ainda se sujeita a levar uma chicotada da corda. 
E o que faz quem tem noção de que a corda pode rebentar a qualquer momento? Alivia um pouco a corda.
E o que fazes tu, Mirone, quando sente que a corda está prestes a rebentar? Faço mais força, está fácil de ver.
Mais um dia de praia daqueles, mais um jantar de aniversário, valham-me as risadas  que bem ou mal, sobretudo mal, vão trabalhando os abdominais que um dia, há muito, muito tempo, naqueles dias que se perderam na memória, ou terei sonhado?, habitaram o cachalote em que me transformei.
Daqui a menos de uma semana, quando tudo isto acabar, se sobreviver e tiver a sorte de não "vazar uma vista" com o ricochete da corda, se ainda conseguir escrever, conto-vos como foi a queda. 
Se não sobreviver, que é uma hipótese cada vez mais plausível, não me chorem, mas também não é preciso fazer uma festa, ok?, pensem que não sofri, que os meus últimos dias foram felizes, muito felizes.


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