Tenho o Facebook a dizer-me que hoje é o dia dos irmãos! Grande pinta! Sou irmã dos três melhores do mundo! Oh yeah!
Sou a segunda de quatro, todos iguais mas tão diferentes. Na número um, mais velha que eu 363 dias, admiro a generosidade, a entrega, a capacidade de fazer de qualquer sonho realidade, pela combatividade e determinação, a nossa generala/sindicalista, a que sabe tanto e quer sempre saber mais, a que ainda hoje ouve ralhetes porque não se senta direita à mesa e insiste ler enquanto janta, mãe de três quando a ciência lhe dizia que muito dificilmente isso viria a acontecer. Na número três, o meu presente dos cinco anos, admiro a maturidade, a doçura, o sentido de justiça, a verticalidade, as boas energias e o sorriso pepsodent mais perfeito que conheço. No número quatro, o Menino Jesus dos meus 12 anos, o benjamim muito desejado, o bebezola de 1,90m das manas, o melhor tio do mundo, admiro tudo, até a rabugice de sono.
Um grande Viva! para eles!
Falam-se línguas (translate)
terça-feira, 31 de maio de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Ainda estive para ficar calada
Ando há uns dias a remoer o 'novel' conceito de estudar com os filhos e a carga supostamente negativa que lhe é atribuida. Aparentemente, estudar com os filhos é um passaporte para uma vida adulta de frustrações, dependências e limitações de toda a ordem.
Enorme parênteses: Os meus pais estudaram comigo. Não sinto que tenha crescido frustrada, dependente, insegura ou menos preparada para a 'vida real'.
Tive uma professora primária acérrima defensora dos trabalhos de casa e por isso todos os dias tínhamos de fazer uma cópia, um ditado, palavras difíceis, contas e a tabuada. Pelo menos na parte que dizia respeito ao ditado era a mãe que mo ditava. Nas vésperas dos testes o pai ou a mãe pegavam no livro e fazia-me perguntas sobre a matéria, umas vezes a meu pedido, outras vezes por iniciativa própria. Eu ficava mais tranquila e eles inteiravam-se de forma mais participativa do meu grau de aprendizagem. Continuaram a fazê-lo até praticamente ao 9.º ano. O grau de participação, como é óbvio, foi decrescendo com o tempo. Desenvolvi o meu próprio método, tornei-me mais autónoma e e independente e nos últimos anos de secundário raramente lhes pedia ajuda para rever a matéria. Ainda assim, lembro-me perfeitamente de, na véspera da prova de aferição de filosofia, ter dado ao pai os apontamentos e resumos que fiz para que ele me fizesse perguntas. Vim a saber, mais tarde, que falhei uma série delas, mas ele nunca mo disse, não me queria deixar nervosa. Fiz a prova tranquila, sem grandes preocupações, e a verdade é que tive boa nota. Se os meus pais teriam preferido ficar a descansar em vez de me fazerem perguntas ou me ajudarem com mnemónicas de auxílio? É bem provável que sim, como prefeririam que eu dormisse as noites todas seguidas mal saí da maternidade, ou que mudasse fraldas ou me alimentasse sozinha.
Para aqueles que condenam o apoio que os pais dão aos filhos no estudo, acusando-os de criarem crianças frustradas e mal preparadas, pequenos ditadores habituados a ter o mundo as seus pés e os outros à sua inteira disposição, eu contraponho: Deixar crianças imaturas à sua sorte, forçar o seus crescimento em prol da independência vai gerar adultos sem escrúpulos, desconhecedores de noções básicas como a entreajuda, fomentará a lei da selva, onde 'vale tudo menos tirar olhos' e só os mais fortes sobrevivem, nem que para tal tenham de eliminar a concorrência.
Não é por extremar posições que elas se tornam mais acertadas.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
"Donde no puedas amar no te demores"
Pobre Frida Kahlo, devia reunir muito com os serviços de urbanismo, de certeza.
Alguém me explique, se souber, como é que um compromisso marcado para as nove, num serviço que abre às nove, já está atrasado uma hora?
Até sinto a 'monocelha' a crescer.
Alguém me explique, se souber, como é que um compromisso marcado para as nove, num serviço que abre às nove, já está atrasado uma hora?
Até sinto a 'monocelha' a crescer.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Em que categoria encaixo isto?
Parei numa passadeira para dar passagem a um senhor que aparentava ter idade para ser meu avô. Ele tirou o boné em forma de cumprimento e com a língua fez rodar o palito que trazia na boca. Como não avançasse, fiz-lhe sinal com a mão para que atravessasse e apontei para a fila de carros que se estava a formar atrás do meu. O senhor lá se faz à zebra, à velocidade que consegue, mas em vez de se dirigir ao outro passeio vem bater na minha janela.
- Sabe, é que a menina tem potência. Eu, infelizmente, já não.
- Sabe, é que a menina tem potência. Eu, infelizmente, já não.
sábado, 21 de maio de 2016
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Breve pausa para falar de coisas importantes
Assinala-se hoje o dia mundial da Doença Inflamatória do Intestino.
A Doença Inflamatória do Intestino (DII) é uma patologia crónica grave que afeta mais de 5 milhões de pessoas em todo o mundo e cerca de 20 mil pessoas em Portugal. Para saber mais sobre a doença de Crohn e a Colite Ulcerosa, as manifestações mais comuns da DII, e as iniciativas levadas a cabo em mais de 35 países no sentido de aumentar a consciencialização sobre este problema carregue aqui.
E a ti, Mirone, o que te trouxeram os restaurantes?
Hoje, uma açorda de comer e chorar por mais, uma caixinha de plástico com o que sobrou dela, e uma modorra que prende o corpo ao ponto de ponderar reclinar a cadeira só para passar pelas brasas.
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