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sábado, 29 de novembro de 2014

Ganhasse eu um milhão de euros por cada vez que tenho de voltar a casa da minha mãe para ir buscar a carteira com as chaves de casa

(sim, eu não me esqueço da chave de casa em casa da minha mãe, esqueço-me mesmo da carteira toda), ganhasse eu o tal milhão, em vez de viver num comum apartamento, viveria num luxuoso appartement no 16. éme, com conciérge para me abrir a porta.

Mas as cores combinam...

- Mironinho, está sol, queres ir andar de bicicleta?
- Siiiiiiim. Posso ser eu a escolher a roupa?
- Podes, desde que não sejam saias ou vestidos.

Dez minutos depois, eta!, confiança nos píncaros!
-Mamã, estou linda ou muito linda?

(camisola interior de manga comprida, polo de manga curta, camisola de alças por cima do polo, calças de ganga, asas de joaninha, nariz de palhaço "operação nariz vermelho" e laço xl na cabeça. Botas numa mão, casaco de capuz na outra).

Se prometer que não abre o casaco deixo-a ir assim.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Nostalgia

Sabem de que é que tenho mesmo saudades dos natais da minha infância, sabem?
Das iluminações de rua, pirosas, excessivamente coloridas, em praticamente todas as ruas e avenidas. Estas iluminações mixurucas, ainda que mais sofisticadas, que a contenção orçamental nos impôs são uma treta.



Sim, tenho sorte, à excepção dos avós, que ainda assim conservei até há pouco tempo, tudo o resto  se mantém intocável.

Hás-de cá vir pedir-me outra vez para te matar o aranhão, hás-de!

Há uns tempos, mudou-se para um T1 vago ao lado do meu uma rapariguinha nova com ar de instrutora de fitness, bonita, bom ar, toda ela muito fit, sempre vestida de "roupas de treino", muito justinhas e pequenas. Uma vez bateu à minha porta a perguntar onde eram os contadores da água. Passados uns dias a perguntar que tipo de gás tinha o prédio. Sempre de leggings justinhos e tops desportivos, muito fresca, muito fit.
Há umas duas semanas, estava a sentar-me à mesa para começar a jantar, tocou à campainha lavada em lágrimas e a tremer da cabeça aos pés.
- Ó vizinha desculpe, mas eu tenho pavor de aranhões e tenho um em casa. Não se importa de ir lá a vizinha ou o seu marido matá-lo?
(Deves pensar que vou deixar que o meu marido te vá matar o aranhão a casa, deves. Por outro lado, se pensas que me vais roubar um rim, prepara-te, podes ser muito fit mas eu vou dar luta).
- Está bem, eu vou. Mr. vou só aqui ao lado matar um aranhão, venho já.
Fui, matei um aranhão mínimo, praticamente daqueles que dizem que é sinal de dinheiro, mas enfim, cada um tem medo do que tem. Eu fico em pele de galinha só de ver borboletas da traça, tenho medo que me ponham ovos no cabelo e acorde com ele todo comido das traças (eu sei que é ridículo - e impossível - mas é uma fobia como as outras, escusam de gozar, é mais forte do que eu).
Há dias fui jantar fora. Adivinhem quem era a empregada que nos atendeu? Exactamente, a vizinha fit. Olhei para ela, ela olhou para mim, fizemos os pedidos e eu fiquei a matutar, hummm, conheço esta cara. Quando veio levantar os pratos para a sobremesa perguntei-lhe se trabalhava ali há pouco tempo porque estava a reconhecê-la mas não sabia de onde. Disse-me que sim, que era nova ali, que antes tinha trabalhado num outro restaurante. Senti-lhe um certo desconforto e não insisti. Mas não, não era do outro restaurante que a conhecia. Andava há dias a pensar no raça da empregada.
Estava aqui a escrever o post anterior quando se fez luz. A empregada do restaurante é a minha vizinha. Custava muito ter dito que era ela? Há-de cá vir bater à porta outra vez, há-de.

Se isto fosse um teste da Ragazza, que tipo de namorada seria?

5 factos que me ocorreram de seguida durante a hora de almoço:

1. O Mini Countryman não é muito bonito.
2. Xiiii, Amor Electro, deixa-me lá voltar à TSF.
3. Carne de porco à alentejana sem pickles não tem jeito nenhum.
4. Antigamente segunda-feira era feriado.
5. Custava muito ao polícia pedir à dona da loja para tirar o carro, ainda por cima está identificado?

Afinal os chineses e norte-coreanos é que têm razão, a internet é muito perigosa!

Alguém na minha curta lista de amigos facebookianos partilhou o link de uma petição pública a solicicitar a abertura de uma Primark.
Primeiro pensamento: Mas o que é isto?!
Não, não é por ser a Primark, a minha reacção seria a mesma se a petição pedisse a abertura de uma loja de artigos de luxo. Chocou-me a partilha vir de uma pessoa que julgo bastante sensata e ponderada. O que me chocou ainda mais é que se desvirtue um instrumento que devia ser usado para dar voz a causas verdadeiramente importantes.
Entretanto fui espreitar a petição. Menos mal, nem tudo está perdido, de Agosto para cá ainda "só" recolheu 49 assinaturas.





A caminho da noite mágica #5

Com votos de um dia muito feliz!