Li há uns tempos um artigo sobre os terríveis efeitos que o regresso ao trabalho pode causar numa pessoa, stress, depressão, ansiedade, e como podiam podiam ser evitados com alguma disciplina e planeamento. Registei e este ano pus o plano em prática.
O meu regresso foi tranquilo, planeado, sem sobressaltos e com as baterias devidamente carregadas.
Não fosse a constipação monstruosa que me atacou nos dois últimos dias, os olhos inchados e lacrimejantes, a voz que se some num fio débil pela garganta que teima em não me deixar engolir, o nariz encarnado e pelado (andei a fugir dos escaldões para isto?) e em constante ping-ping, os ouvidos a estalar, a dificuldade em respirar que não me obrigou a passar uma noite quase em branco, diria que tinha tudo para ser o melhor regresso ao trabalho de todos os tempos.
Pelo sim pelo não recolhi os espelhos quando estacionei, nunca se sabe se o Universo - ou o condutor do carro do lado - pode somatizar também.